sexta-feira, julho 11, 2008

só um monte de ideias soltas, coisas que passam pela minha cabeça.

[...]

vazio

viver ao bel-prazer desses ventos...


as coisas fazem mais sentido do que qualquer pessoa imagina.

É simples: há causas e consequencias, que serão causas pra novas consequencias, e assim por diante.


Quem provoca dor é quem mais sofre.

Quem erra sabe mais que ninguém o quanto errou. É quem mais se julga, não precisando dos outros.

Sentir raiva faz mais mal pra quem sente do que pra vítima.

E no momento, quase pude pegar meu coração molhado e escorregadio com as mãos, e pude ver as faquinhas fatiando ele em pedacinhos.

daria uma boa tela se eu tivesse solvente.
Talvez dê um bom desenho.


eu sempre esqueço de coisas que sei
sentir é muito mais irracional do que o raciocínio pode conceber.


















e eu nunca me senti tao só em toda a minha vida...

quarta-feira, julho 09, 2008

bifurcação sem volta...
só faltava essa viu...


é tão absurdo que eu n consigo nem acreditar ainda...

eu não sei que merda eu tenho que fazer.

terça-feira, julho 08, 2008

tuuudo mt bem, rapaz...
n sei pq eu insisto em deixar de beber oh...

tem gente que simplesmente nao nasceu pra ser mãe

caralho, mas eu to sentindo uma coisa tao ruim que nao sei nem explicar que merda eh essa...


uma vontade de sei la
gritar com o mundo todo...


é incrivel como eh injusto oh...
sei lah.

parece que a galera quer mesmo eh que você se foda toda.

segunda-feira, junho 23, 2008

uma reflexão introspectiva

nessa vida de sonhos nascendo e morrendo
sempre tem esse momento periódico em que me pergunto:
mermão, que porra é essa?

sei lá..
não consigo sequer querer alguma coisa pra mim daqui a algum tempo, a não ser, talvez, saber o que eu quero!

é tanta merda nesse mundo, um monte de criança passando fome, um monte de bicho sendo torturado e morto, a natureza acabando... é tanta gente ruim, gente aproveitadora, gente amarga, que sofreu e quer ver outros sofrerem, como se isso fosse apagar seu passado.
é competição por causa disso, por causa daquilo
é gente querendo inferiorizar os outros, pra se sentir superior (redundante, mas não consegui pensar em outro jeito de falar isso)

e tudo isso em nome do maravilhoso capitalismo...


o pior eh que a merda do individualismo não deixa a galera confiar uns nos outros, não sem motivo, e isso acaba sendo prejudicial pra todo mundo. Ninguém se une pra lutar por coisas melhores... Inclusive por que a vida aqui no brasil é difícil, e tem sempre um espertinho querendo se dar bem fudendo outro.

O foda eh que em contrapartida, o que seria melhor? O capitalismo é uma merda, e tal, a democracia, um conceito puramente utópico, mas o que criou isso tudo foi a essência humana, e não adianta tentar dizer que foi uma minoria que quis assim, porque todo mundo quer ser uma minoria - afinal, riqueza é um conceito flutuante. Você é "rico" (não importa em que sentido), se tiver coisas das quais se orgulhar, e se orgulha quem tem coisas raras. Ou seja: quase ninguém pode tê-las.
Afortunados os que vêem como riquezas as coisas simples da vida, que, na minha opnião, são as que trazem mais felicidade. Mas não era esse o assunto.

Voltando a ele:
Enquanto idéias, as coisas são perfeitas, por serem meio idílicas, por mais que você tente pensar em todas as possibilidades. Mas quando é hora de efetivá-las, sempre rola de alguém querer se dar melhor que o outro, e acho que isso é regra. mas isso tá muito subjetivo...
Deixa eu dar um exemplo: O socialismo na Rússia.

A revolução foi linda, o massacre ao poder aristocrático foi lindo, mas a Rússia tava sem dinheiro por causa da guerra contra a Alemanha (por sinal, a estratégia russa tem que ser lembrada: as tropas russas queimaram todos os mantimentos excedentes e aldeias pelo caminho, em pleno inverno russo, e prosseguiram até o exército alemão perder uns 90% de soldados por conta do frio e da fome. vence o inverno russo, e a rússia :D).
Daí, o socialismo ía planificar a economia, e todos iriam viver com as mesmas condições de vida. Só que a Rússia tava sem grana, e ficou foi todo mundo pobre.
Em silêncio, todos odiavam o governo, que exigia trabalho árduo e sacrifício, pra industrializar o país.
Lindo sonho de igualdade, mas não rolou.
A intenção era uma, a prática, outra completamente diferente.


E esse é só um exemplo. Quantos golpes, quantos massacres, quantos genocídios, etnocídios, imposições culturais, violações? "A ocasião faz o ladrão", é o que dizem. E eu nem ouso me excluir disso. Não que eu tenha intenções, mas se minha mãe estivesse passando fome e eu visse um pernil assado dando sopa, com certeza passava a mão nele.

quarta-feira, junho 11, 2008

"i've never seen the sky so clean", como naquele filme, the day after tomorrow

quanto maior o caos e a tempestade, mais a quietude se firma.
é como um pêndulo, continua com seu movimento, compensando as idas com as voltas.
o pêndulo que rege minha vida, infelizmente, tem um período muito alto, vaaaai lá longe e vooolta. espero que a força de atrito vá parando ele aos poucos, pra só me restar o suave caminho do meio...
:)

segunda-feira, junho 09, 2008

às vezes tentar não é o suficiente...
ou então algumas pessoas não sabem tentar de verdade.

A diferença entre o possível e o impossível é o quanto você tenta?
Mas será que é possível arrancar um pedaço do centro da terra?


Concordo que muito do que temos se deve à nossa força de vontade. E muito do que não temos, consequentemente, se deve à falta dela.
E se tudo tem um porquê, acho que a explicação pra isso é que quando você consegue uma coisa sem esforço, não percebe. E quando você não consegue uma coisa que queria muito, percebe qe deveria ter se esforçado mais. E, ainda, quando você consegue uma coisa que se esforçou muito pra conseguir, sabe dar real valor a ela.


O problema é ser acomodado, nunca tentar conseguir uma coisa de verdade, e viver de arrependimentos do que poderia ter sido.

Acho que o mundo não é dos inteligentes, nem dos ricos, nem dos poderosos. Acho que é dos esforçados, e só. Aqueles que querem as coisas e lutam até a exaustão por elas.

espero um dia conseguir ser assim.

quinta-feira, junho 05, 2008

meus olhos ardem e coçam, e minha cabeça parece que vai explodir.
nem sei mais o que sentir. se ódio, tristeza.. ou nada.
acho que tenho que me render às limitações dos outros, e me conformar que a gente ta no mundo pra se fuder, mesmo... tomar no cu da forma mais dolorosa que existe.

se você perde sua própria mãe, acho que não tem mais muito o que fazer, mesmo...




nada adianta, nem morrer.
acho que vão ter que me aguentar por mais uns tempos...
:)


e o pior é que eu sou tão inútil que não consigo nem mesmo transformar meus sentimentos em obras, e vou morrer sem ter feito nada útil da vida.

quarta-feira, junho 04, 2008

Quando os heróis teimam em morrer

Esta é só uma postagem de luto. Luto por Bergman que morreu ano passado. Por Yves Saint Laurent essa semana. Por Ian Curtis e pelo Kurt. Enquanto eu lamento, lá eles estão, onde quer que seja, ao menos, reconfortados, por terem transformado suas existências pessoais em algo tão singular que nunca serão esquecidas. Eu quero ser alguém também. E morrer.

Visite meu blog você também.

quinta-feira, maio 29, 2008

Eu sou quem?

Eu era um bebê estranho; aprendi a falar com 7 meses, e minha hiperatividade me fazia 'desmaiar' quando me dava sono; era de uma vez. Sabe como quando você aperta o botão de resetar? Era assim que eu dormia.

E eu era uma criança mais estranha ainda; não gostava de outras crianças. Sempre ficava perto dos adultos, lhes bebendo as palavras. Porra.. não gostava de brincar de barbie, não gostava de fazre nada coletivo. Era demasiada insegura, acho eu.. E ninguém me entendia! Sempre me senti deslocada...

Uma vez, quis ir dançar uma música da xuxa. Pra você ver como ela fez um pacto com o diabo.. Acabei fechando a porta no meu dedo, e decepei um pedaço do bixinho, isso com 4 anos. O fato curioso é que eu passei minutos pra dormir quando tomei a anestesia geral; não queria dar o braço à torcer. Eu queria mesmo era xingar o filho da puta que me aplicou aquela porra de anestesia tão dolorosa. Provoquei risos; afinal, uma criança de 4 anos xingando brutalmente não pode ser levada a sério. >/

Já fui bailarina, durante anos, e estes foram provavelmente os mais felizes da minha vida. Quando eu subia naquelas pontas de gesso, tão dolorosas e tão recompensadoras, me sentia voar.
Claro que alegria de ser humano dura pouco, e eu tive que parar de dançar por causa de um problema no joelho. Pedi até pra adiar a consulta, porque já estava prevendo as palavras enfuriantes: não pode mais dançar. Só não chamei esse médico de santo.

É... Durante toda a minha vida, li muito. Talvez porque considerasse minhas histórias dignas de relato; talvez por considerar as histórias relatadas dignas de reprodução. Só sei que, de um jeito ou de outro, experiências redigidas me foram entregues e eu as digeri, não tão bem o quanto queria, devo admitir.

Uma das minhas descobertas mais maravilhosas foi o amor fora da família. Acho que nunca tive muitos amigos, mas os poucos que consegui cativar me são os melhores sentimentos.

Por fim, me proclamo uma amante da arte, talvez porque minhas experiências que não foram tão agradáveis me abriram os olhos pros sentimentos alheios. E oque é a arte além da expressão abstrata de tudo o que sentimos? O que criamos é reflexo do nosso inconsciente; nossos filhos nos são intrínsecos à alma.

ps. Música... A música roda um programa no meu cérebro que me causa sensações únicas. Não sei nem como descreve-las direito, oh.. É algo como satisfação, orgulho.. êxtase, mas como se fossem sentimentos evoluídos, um novo tipo. Como se meu cérebro passasse a usar linux em vez de windows saka? A mesma coisa, só que na verdade não é! (rlevem em consideração a ineficácia do windows e a complexidade do linux)




ah! e nunca aprendi a ter senso de humor :) o meu é uma coisa meio débil; dá umas aparecidas, mas adormece bem rápido.

quarta-feira, maio 28, 2008

O problema do mundo

O mundo não precisa de acordos de paz. De Camp David, de Fórum Social Mundial e nem de congressos ambientais. O mundo precisa de álcool (não estou falando de biocombustível), maconha e sexo. Veja: se houvesse sexo o suficiente, isto é, se todos trepassem, não haveriam pessoas mal resolvidas no mundo e, logo, ninguém jogaria sua insatisfação pessoal em cima dos outros em forma de violência. O mundo seria um lugar melhor se as pessoas deixassem de recorrer ao Prozac, ao Lexotan e ao Valium se todos fumassem unzinho. As pessoas ririam mais, não foderiam tanto seus neurotransmissores e seriam contemplativas, imaginativas, criativas! Muita coisa bacana poderia ter sido criada. O álcool aqui soaria como uma forma de extravasar. Quantas Mariazinhas não se declararam pro Joãozinho por timidez, medo? E, fazendo isso, deixam de experimentar as oportunidades, tornam-se amargas por nem tentarem suas próprias felicidades. Tenho certeza que as atitudes concretas do nosso dia a dia, como trabalhar, estudar, voluntariar-se por um mundo melhor, criar, empreender, seriam muito mais aprazíveis com a combinação dos 3 fatores supracitados. Cansei do mundo sóbrio e frígido. Assim, vida pra quê?

sábado, maio 17, 2008

Com todo cuidado de quem é mãe nata, amamento meus filhos te tinta e papel. Sejam palavras, sejam imagens (nunca realistas), lapido e dou polimento; um tanto ao acaso, mas é assim mesmo que consigo fazer as melhores obras; vêm direto da alma, sem intermédio do cérebro.
Depois de maturar com todo cuidado as primeiras idéias, e mudá-las por completo no mínimo umas três vezes, fazendo sempre algo inesperado, admiro minha criação. A princípio, gosto. São fragmentos de alma, pedaços de mim mesma, que vou conhecendo. Acabo odiando, uma hora ou outra. É esse meu contato inicial.
Depois do ódio, vem a calma. Um amor profundo, afeto por aquele pedacinho de mim que já não mais me é inteiro, mas é intrínseco a mim.
Daí, já era. Ou dou, ou rasgo, ou queimo. Não conservo meus pedaços perto de mim. Pois eles serão pra sempre meus, mesmo que esquecidos; mesmo que destruídos.

Um dia existiram, e pra mim já basta. Não tenho pretensões à eternidade, pois aprendi que tudo são ciclos, e valem a pena em quanto existem. Depois disso, ficam obsoletos. Pequenos pedaços de nostalgia. E quem precisa de nostalgia?

domingo, maio 04, 2008

what does it take..
to feel whole?

sábado, maio 03, 2008

http://www.youtube.com/watch?v=jK7bHaBWPV4

:~~

quinta-feira, maio 01, 2008

lalalá
:)

doce êxtase de viver...
aprendemos com os maus momentos
mas descobri ontem que aprendo com os bons momentos, também.

é preciso ser forte pra aguentar pancadas, e é preciso ser forte para revidá-las.
mas é preciso ser mais forte ainda para saber engolir o orgulho e assumir seus erros. É preciso ser mais forte ainda pra estender a mão primeiro, em busca da cura da ferida ainda dolorida.
nada mais que ciclos...

e espero que em espiral.

porque cada mudança é uma renovação; e cada desabor, uma fortificação.
Cada erro, cada tristeza, aprendizado.

You got to be made of iron.. To stand foot in front of this fucking life!
:)


strong, but smood, like a tree.. I guess..
I hope my feelings change into something higher..
and they will, because I always know how to improve myself, unlike most of the people of this place..

segunda-feira, abril 28, 2008

Oi, muito prazer. Sou mais uma idiota nesse mundo, assim como você.
Eu sei que você deve estar se perguntando nesse momento como estou me sentindo depois do que aconteceu. Pois é. Como o esperado de uma louca, estou me sentindo ó-t-i-m-a!
Acho que encontrei meu lugar no mundo.
Isso parte do âmago do meu ser! nada mais recompensador. Consegui muita coisa sendo assim. Me sinto super feliz por você ser desse seu jeitinho, simpático.
Foi excelente! Deveríamos repetir mais, você não acha?
Só uma coisa que você deve saber: todas as coisas que você me disse que sou, tudo o que você pensa de mim, procure dentro de você também. As pessoas sentem mais ódio de verem seus defeitos espelhados nos outros, e nem se tocam disso. Acho que foi por isso que nos demos tão bem. Só estou te dando um ponto por onde começar sua reflexão.

Ah! E julgar os outros sem pensar nos seus próprios erros é coisa de quem não sabe quem é; de quem tem menos maturidade do que muita gente muito mais nova.

Último ponto: eu não preciso de álcool pra soltar minha verdadeira personalidade. Por isso, ande sempre com um litro de cana na bolsa; você pode precisar.



:)


Tenha uma boa vida!

quinta-feira, abril 24, 2008

what've I become?

é um sentimento tão pungente de nostalgia, uma melancolia que eu não sei de onde vem. Saudades... E arrependimento. Porque eu não sei não ser uma pessoa má. Parece que meus ímpetos são mais fortes que meu raciocínio, apesar de eu pensar muito antes de fazer várias coisas. É incrível como sempre vaza o pior de mim pra quem menos merece. Justamente porque não merece.

Eu só queria simplesmente entrar num vórtice e sofrer uma lavagem mental. Queria que fosse jogado fora tudo o que me torna humana... Porque no fim é esse o motivo: sou humana. Mas me culpo, sim, porque tenho consciência de várias coisas que não deveriam existir dentro de mim. Queria que eu pudesse expelir tudo isso com lágrimas... Mas não posso.

O vazio de viver com esses valores, esses divertimentos, acredito que me foram impostos. Não sei até que ponto sou livre. Estou começando a pensar que sou manipulada a fumar, a beber, a me importar com coisas vazias e sem sentido. Acho que a manipulação rola solta, de todo jeito. Porque diabos os seres humanos têm esse instinto maldito de fuder com tudo o que existe, transformar tudo de forma que atenda às suas vontades mais desnecessárias?

Cercas, portões, armas, dinheiro. Comida industrializada, futebol, música, filmes...
Tudo a se reproduzir. Auto-sustentável, essa cultura.

Sinto nojo de fazer parte disso. Sinto nojo de ser quem eu sou. Medo. Tristeza. Tudo combinado.. Sinto mal estar só pelo fato de estar viva.
Porra de hormônios. O que vocês fizeram comigo?


Porque eu pego tudo o que eu tenho e jogo fora? Porque diabos eu não aprendi a dar valor a nada? A nada?





Porque eu fico conseguindo coisas novas e jogando as velhas fora, sabendo que as velhas são de melhor qualidade e feitas para durar mais tempo?




enfim.. espero que ainda role de novo. Porque eu não consigo viver sem meu coração.

segunda-feira, abril 21, 2008

high hopes...

Beyond the horizon of the place we lived when we were young
In a world of magnets and miracles
Our thoughts strayed constantly and without boundary
The ringing of the division bell had begun
Along the long road and on down the causeway
Do they still meet there by the cut
There was a ragged band that followed in our footsteps
Running before time took our dreams away
Leaving the myriad small creatures trying to tie us to the ground
To a life consumed by slow decay

The grass was greener
The light was brighter
With friends surrounded
The nights of wonder

Looking beyond the embers of bridges glowing behind us
To a glimpse of how green it was on the other side
Steps taken forwards but sleepwalking back again
Dragged by the force of some inner tide
At a higher altitude with flag unfurled
We reached the dizzy heights of that dreamed of world





são as pequenas coisas que são belas.. luzes brilhando na estrada, um sorriso quando vc precisa de um. A chuva caindo torrencialmente num domingo, meio-dia.
Compreensão e silêncio tranquilo.

Compreensão...
Silêncio tranquilo...

acho que enjoei de mim mesma mais uma vez...
e enjoei de mudar sempre!

caralho! E enjoei de paradoxo, tbm...
Pois é.
Parar de pensar q meu cérebro tah molhado.
Se continuar com essa corrente, eu queimo.

sexta-feira, abril 18, 2008

eu não ando só
só ando em boa companhia
com meu violão
minha canção
e a poesia!

:)


muita seriedade e pouco riso...




é. a máscara é só risada
mas ela cai, às vezes..
e ninguém gosta de ver




não posso fazer nada, posso?
canso de máscaras...


e tudo é de um vazio tão desesperador, nos meus sonhos, quando eu me confronto comigo mesma...
ainda bem que ainda tenho a música.

quinta-feira, abril 10, 2008

o preço que se paga

Estou sentada às margens do rio que faz fronteira com meu vale da morte. As pessoas conhecidas pelas quais tenho carinho são vultos distantes na escuridão. Acho que a coisa mais curiosa desse mundo é ter que escolher entre extremos, quando poderíamos calmamente andar entre eles. Faço escolhas porque preciso e quando não posso evitar, mas sempre pego um desejo meu, rasgo no meio e levo uma metade, abandonando outra ao longo do meu caminho. Resgato esses milhões de pedaços só em memórias e suposições do que poderia ter sido. Lembro desses seres dos quais faço parte, meus amigos, e de repente sinto como laços vão e vêm e, no fim, só me resta um vale escuro, e meus pensamentos. Só tenho a mim mesma.
Nesse lugar em que me encontro, onde o ar que respiro é angústia, fico pensando em quantas coisas mais vou ter que rasgar pra me manter em pé, andando. E o pior é que meus passos nunca são firmes, mas trêmulos e desengonçados, como se eu não tivesse a habilidade de me manter em equilíbrio por muito tempo. São as consequências de tanta ruptura, tanta inconstância e uma indecisão que aniquila meus focos.
Passo semanas, meses, achando que estou bem. Daí, um belo dia, um pequeno acaso, um pequeno erro e minhas frágeis colunas de cinzas (de pensamentos incandescentes) é soprada pelos ventos da mudança, desabando. Elas caem, e são gritos de horror e berros de angústia silenciosos me trespassando.
Só queria saber até quando vai durar isso... Até quando minhas colunas mentais serão de cinzas, até quando minhas explosões vão ser de dor. Ou quanto tempo vou aguentar passar por isso. Porque enquanto me mantenho cada vez mais anestesiada e forte, mais minha resistência aumenta. Parece progressão geométrica.. Tem uma razão, que multiplica o tanto de dor que eu tenho que sentir da próxima vez, pra ficar na merda.
Conto com a sorte pra minha vida ficar mais leve, as coisas mais fáceis, mas por enquanto só tem piorado, e os intervalos de tempo em que me sinto mal são cada vez mais longos. Contudo, cada crise me devasta mais, parece que destrói mais, e assim vão minhas boas memórias escoando pelo ralo, ou pelo ouvido, cedendo lugar a cada mínima coisa das quais me culpo.
Mas como tudo são experiências, a dor é minha aliada em meus sonhos de ser uma criadora. O problema é confrontar as coisas das quais tenho vergonha, e essas espero que nunca passem pra nenhum papel. O problema é que são essas as coisas que mais preciso escoar, e não tenho coragem de dizer uma palavra.
As pessoas se sentem triunfantes quando descobrem erros de caráter nas outras, e eu tenho inúmeros. E uma coisa que elas têm que entender é que eu tenho consciência de cada um deles melhor que qualquer um. Quem sente a culpa sou eu, quem colhe os frutos sou eu. Por isso me mantenho reclusa, às vezes, à beira do meu rio de fogo.
Só espero o belo dia em que atravessarei esse rio, vestida só de aura, pra me encontrar com o mais profundo de mim mesma em paz.

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