meus olhos ardem e coçam, e minha cabeça parece que vai explodir.
nem sei mais o que sentir. se ódio, tristeza.. ou nada.
acho que tenho que me render às limitações dos outros, e me conformar que a gente ta no mundo pra se fuder, mesmo... tomar no cu da forma mais dolorosa que existe.
se você perde sua própria mãe, acho que não tem mais muito o que fazer, mesmo...
nada adianta, nem morrer.
acho que vão ter que me aguentar por mais uns tempos...
:)
e o pior é que eu sou tão inútil que não consigo nem mesmo transformar meus sentimentos em obras, e vou morrer sem ter feito nada útil da vida.
quinta-feira, junho 05, 2008
quarta-feira, junho 04, 2008
Quando os heróis teimam em morrer
Esta é só uma postagem de luto. Luto por Bergman que morreu ano passado. Por Yves Saint Laurent essa semana. Por Ian Curtis e pelo Kurt. Enquanto eu lamento, lá eles estão, onde quer que seja, ao menos, reconfortados, por terem transformado suas existências pessoais em algo tão singular que nunca serão esquecidas. Eu quero ser alguém também. E morrer.
Visite meu blog você também.
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quinta-feira, maio 29, 2008
Eu sou quem?
Eu era um bebê estranho; aprendi a falar com 7 meses, e minha hiperatividade me fazia 'desmaiar' quando me dava sono; era de uma vez. Sabe como quando você aperta o botão de resetar? Era assim que eu dormia.
E eu era uma criança mais estranha ainda; não gostava de outras crianças. Sempre ficava perto dos adultos, lhes bebendo as palavras. Porra.. não gostava de brincar de barbie, não gostava de fazre nada coletivo. Era demasiada insegura, acho eu.. E ninguém me entendia! Sempre me senti deslocada...
Uma vez, quis ir dançar uma música da xuxa. Pra você ver como ela fez um pacto com o diabo.. Acabei fechando a porta no meu dedo, e decepei um pedaço do bixinho, isso com 4 anos. O fato curioso é que eu passei minutos pra dormir quando tomei a anestesia geral; não queria dar o braço à torcer. Eu queria mesmo era xingar o filho da puta que me aplicou aquela porra de anestesia tão dolorosa. Provoquei risos; afinal, uma criança de 4 anos xingando brutalmente não pode ser levada a sério. >/
Já fui bailarina, durante anos, e estes foram provavelmente os mais felizes da minha vida. Quando eu subia naquelas pontas de gesso, tão dolorosas e tão recompensadoras, me sentia voar.
Claro que alegria de ser humano dura pouco, e eu tive que parar de dançar por causa de um problema no joelho. Pedi até pra adiar a consulta, porque já estava prevendo as palavras enfuriantes: não pode mais dançar. Só não chamei esse médico de santo.
É... Durante toda a minha vida, li muito. Talvez porque considerasse minhas histórias dignas de relato; talvez por considerar as histórias relatadas dignas de reprodução. Só sei que, de um jeito ou de outro, experiências redigidas me foram entregues e eu as digeri, não tão bem o quanto queria, devo admitir.
Uma das minhas descobertas mais maravilhosas foi o amor fora da família. Acho que nunca tive muitos amigos, mas os poucos que consegui cativar me são os melhores sentimentos.
Por fim, me proclamo uma amante da arte, talvez porque minhas experiências que não foram tão agradáveis me abriram os olhos pros sentimentos alheios. E oque é a arte além da expressão abstrata de tudo o que sentimos? O que criamos é reflexo do nosso inconsciente; nossos filhos nos são intrínsecos à alma.
ps. Música... A música roda um programa no meu cérebro que me causa sensações únicas. Não sei nem como descreve-las direito, oh.. É algo como satisfação, orgulho.. êxtase, mas como se fossem sentimentos evoluídos, um novo tipo. Como se meu cérebro passasse a usar linux em vez de windows saka? A mesma coisa, só que na verdade não é! (rlevem em consideração a ineficácia do windows e a complexidade do linux)
ah! e nunca aprendi a ter senso de humor :) o meu é uma coisa meio débil; dá umas aparecidas, mas adormece bem rápido.
E eu era uma criança mais estranha ainda; não gostava de outras crianças. Sempre ficava perto dos adultos, lhes bebendo as palavras. Porra.. não gostava de brincar de barbie, não gostava de fazre nada coletivo. Era demasiada insegura, acho eu.. E ninguém me entendia! Sempre me senti deslocada...
Uma vez, quis ir dançar uma música da xuxa. Pra você ver como ela fez um pacto com o diabo.. Acabei fechando a porta no meu dedo, e decepei um pedaço do bixinho, isso com 4 anos. O fato curioso é que eu passei minutos pra dormir quando tomei a anestesia geral; não queria dar o braço à torcer. Eu queria mesmo era xingar o filho da puta que me aplicou aquela porra de anestesia tão dolorosa. Provoquei risos; afinal, uma criança de 4 anos xingando brutalmente não pode ser levada a sério. >/
Já fui bailarina, durante anos, e estes foram provavelmente os mais felizes da minha vida. Quando eu subia naquelas pontas de gesso, tão dolorosas e tão recompensadoras, me sentia voar.
Claro que alegria de ser humano dura pouco, e eu tive que parar de dançar por causa de um problema no joelho. Pedi até pra adiar a consulta, porque já estava prevendo as palavras enfuriantes: não pode mais dançar. Só não chamei esse médico de santo.
É... Durante toda a minha vida, li muito. Talvez porque considerasse minhas histórias dignas de relato; talvez por considerar as histórias relatadas dignas de reprodução. Só sei que, de um jeito ou de outro, experiências redigidas me foram entregues e eu as digeri, não tão bem o quanto queria, devo admitir.
Uma das minhas descobertas mais maravilhosas foi o amor fora da família. Acho que nunca tive muitos amigos, mas os poucos que consegui cativar me são os melhores sentimentos.
Por fim, me proclamo uma amante da arte, talvez porque minhas experiências que não foram tão agradáveis me abriram os olhos pros sentimentos alheios. E oque é a arte além da expressão abstrata de tudo o que sentimos? O que criamos é reflexo do nosso inconsciente; nossos filhos nos são intrínsecos à alma.
ps. Música... A música roda um programa no meu cérebro que me causa sensações únicas. Não sei nem como descreve-las direito, oh.. É algo como satisfação, orgulho.. êxtase, mas como se fossem sentimentos evoluídos, um novo tipo. Como se meu cérebro passasse a usar linux em vez de windows saka? A mesma coisa, só que na verdade não é! (rlevem em consideração a ineficácia do windows e a complexidade do linux)
ah! e nunca aprendi a ter senso de humor :) o meu é uma coisa meio débil; dá umas aparecidas, mas adormece bem rápido.
quarta-feira, maio 28, 2008
O problema do mundo
O mundo não precisa de acordos de paz. De Camp David, de Fórum Social Mundial e nem de congressos ambientais. O mundo precisa de álcool (não estou falando de biocombustível), maconha e sexo. Veja: se houvesse sexo o suficiente, isto é, se todos trepassem, não haveriam pessoas mal resolvidas no mundo e, logo, ninguém jogaria sua insatisfação pessoal em cima dos outros em forma de violência. O mundo seria um lugar melhor se as pessoas deixassem de recorrer ao Prozac, ao Lexotan e ao Valium se todos fumassem unzinho. As pessoas ririam mais, não foderiam tanto seus neurotransmissores e seriam contemplativas, imaginativas, criativas! Muita coisa bacana poderia ter sido criada. O álcool aqui soaria como uma forma de extravasar. Quantas Mariazinhas não se declararam pro Joãozinho por timidez, medo? E, fazendo isso, deixam de experimentar as oportunidades, tornam-se amargas por nem tentarem suas próprias felicidades. Tenho certeza que as atitudes concretas do nosso dia a dia, como trabalhar, estudar, voluntariar-se por um mundo melhor, criar, empreender, seriam muito mais aprazíveis com a combinação dos 3 fatores supracitados. Cansei do mundo sóbrio e frígido. Assim, vida pra quê?
sábado, maio 17, 2008
Com todo cuidado de quem é mãe nata, amamento meus filhos te tinta e papel. Sejam palavras, sejam imagens (nunca realistas), lapido e dou polimento; um tanto ao acaso, mas é assim mesmo que consigo fazer as melhores obras; vêm direto da alma, sem intermédio do cérebro.
Depois de maturar com todo cuidado as primeiras idéias, e mudá-las por completo no mínimo umas três vezes, fazendo sempre algo inesperado, admiro minha criação. A princípio, gosto. São fragmentos de alma, pedaços de mim mesma, que vou conhecendo. Acabo odiando, uma hora ou outra. É esse meu contato inicial.
Depois do ódio, vem a calma. Um amor profundo, afeto por aquele pedacinho de mim que já não mais me é inteiro, mas é intrínseco a mim.
Daí, já era. Ou dou, ou rasgo, ou queimo. Não conservo meus pedaços perto de mim. Pois eles serão pra sempre meus, mesmo que esquecidos; mesmo que destruídos.
Um dia existiram, e pra mim já basta. Não tenho pretensões à eternidade, pois aprendi que tudo são ciclos, e valem a pena em quanto existem. Depois disso, ficam obsoletos. Pequenos pedaços de nostalgia. E quem precisa de nostalgia?
Depois de maturar com todo cuidado as primeiras idéias, e mudá-las por completo no mínimo umas três vezes, fazendo sempre algo inesperado, admiro minha criação. A princípio, gosto. São fragmentos de alma, pedaços de mim mesma, que vou conhecendo. Acabo odiando, uma hora ou outra. É esse meu contato inicial.
Depois do ódio, vem a calma. Um amor profundo, afeto por aquele pedacinho de mim que já não mais me é inteiro, mas é intrínseco a mim.
Daí, já era. Ou dou, ou rasgo, ou queimo. Não conservo meus pedaços perto de mim. Pois eles serão pra sempre meus, mesmo que esquecidos; mesmo que destruídos.
Um dia existiram, e pra mim já basta. Não tenho pretensões à eternidade, pois aprendi que tudo são ciclos, e valem a pena em quanto existem. Depois disso, ficam obsoletos. Pequenos pedaços de nostalgia. E quem precisa de nostalgia?
domingo, maio 04, 2008
quinta-feira, maio 01, 2008
lalalá
:)
doce êxtase de viver...
aprendemos com os maus momentos
mas descobri ontem que aprendo com os bons momentos, também.
é preciso ser forte pra aguentar pancadas, e é preciso ser forte para revidá-las.
mas é preciso ser mais forte ainda para saber engolir o orgulho e assumir seus erros. É preciso ser mais forte ainda pra estender a mão primeiro, em busca da cura da ferida ainda dolorida.
:)
doce êxtase de viver...
aprendemos com os maus momentos
mas descobri ontem que aprendo com os bons momentos, também.
é preciso ser forte pra aguentar pancadas, e é preciso ser forte para revidá-las.
mas é preciso ser mais forte ainda para saber engolir o orgulho e assumir seus erros. É preciso ser mais forte ainda pra estender a mão primeiro, em busca da cura da ferida ainda dolorida.
nada mais que ciclos...
e espero que em espiral.
porque cada mudança é uma renovação; e cada desabor, uma fortificação.
Cada erro, cada tristeza, aprendizado.
You got to be made of iron.. To stand foot in front of this fucking life!
:)
strong, but smood, like a tree.. I guess..
I hope my feelings change into something higher..
and they will, because I always know how to improve myself, unlike most of the people of this place..
e espero que em espiral.
porque cada mudança é uma renovação; e cada desabor, uma fortificação.
Cada erro, cada tristeza, aprendizado.
You got to be made of iron.. To stand foot in front of this fucking life!
:)
strong, but smood, like a tree.. I guess..
I hope my feelings change into something higher..
and they will, because I always know how to improve myself, unlike most of the people of this place..
segunda-feira, abril 28, 2008
Oi, muito prazer. Sou mais uma idiota nesse mundo, assim como você.
Eu sei que você deve estar se perguntando nesse momento como estou me sentindo depois do que aconteceu. Pois é. Como o esperado de uma louca, estou me sentindo ó-t-i-m-a!
Acho que encontrei meu lugar no mundo.
Isso parte do âmago do meu ser! nada mais recompensador. Consegui muita coisa sendo assim. Me sinto super feliz por você ser desse seu jeitinho, simpático.
Foi excelente! Deveríamos repetir mais, você não acha?
Só uma coisa que você deve saber: todas as coisas que você me disse que sou, tudo o que você pensa de mim, procure dentro de você também. As pessoas sentem mais ódio de verem seus defeitos espelhados nos outros, e nem se tocam disso. Acho que foi por isso que nos demos tão bem. Só estou te dando um ponto por onde começar sua reflexão.
Ah! E julgar os outros sem pensar nos seus próprios erros é coisa de quem não sabe quem é; de quem tem menos maturidade do que muita gente muito mais nova.
Último ponto: eu não preciso de álcool pra soltar minha verdadeira personalidade. Por isso, ande sempre com um litro de cana na bolsa; você pode precisar.
:)
Tenha uma boa vida!
Eu sei que você deve estar se perguntando nesse momento como estou me sentindo depois do que aconteceu. Pois é. Como o esperado de uma louca, estou me sentindo ó-t-i-m-a!
Acho que encontrei meu lugar no mundo.
Isso parte do âmago do meu ser! nada mais recompensador. Consegui muita coisa sendo assim. Me sinto super feliz por você ser desse seu jeitinho, simpático.
Foi excelente! Deveríamos repetir mais, você não acha?
Só uma coisa que você deve saber: todas as coisas que você me disse que sou, tudo o que você pensa de mim, procure dentro de você também. As pessoas sentem mais ódio de verem seus defeitos espelhados nos outros, e nem se tocam disso. Acho que foi por isso que nos demos tão bem. Só estou te dando um ponto por onde começar sua reflexão.
Ah! E julgar os outros sem pensar nos seus próprios erros é coisa de quem não sabe quem é; de quem tem menos maturidade do que muita gente muito mais nova.
Último ponto: eu não preciso de álcool pra soltar minha verdadeira personalidade. Por isso, ande sempre com um litro de cana na bolsa; você pode precisar.
:)
Tenha uma boa vida!
quinta-feira, abril 24, 2008
what've I become?
é um sentimento tão pungente de nostalgia, uma melancolia que eu não sei de onde vem. Saudades... E arrependimento. Porque eu não sei não ser uma pessoa má. Parece que meus ímpetos são mais fortes que meu raciocínio, apesar de eu pensar muito antes de fazer várias coisas. É incrível como sempre vaza o pior de mim pra quem menos merece. Justamente porque não merece.
Eu só queria simplesmente entrar num vórtice e sofrer uma lavagem mental. Queria que fosse jogado fora tudo o que me torna humana... Porque no fim é esse o motivo: sou humana. Mas me culpo, sim, porque tenho consciência de várias coisas que não deveriam existir dentro de mim. Queria que eu pudesse expelir tudo isso com lágrimas... Mas não posso.
O vazio de viver com esses valores, esses divertimentos, acredito que me foram impostos. Não sei até que ponto sou livre. Estou começando a pensar que sou manipulada a fumar, a beber, a me importar com coisas vazias e sem sentido. Acho que a manipulação rola solta, de todo jeito. Porque diabos os seres humanos têm esse instinto maldito de fuder com tudo o que existe, transformar tudo de forma que atenda às suas vontades mais desnecessárias?
Cercas, portões, armas, dinheiro. Comida industrializada, futebol, música, filmes...
Tudo a se reproduzir. Auto-sustentável, essa cultura.
Sinto nojo de fazer parte disso. Sinto nojo de ser quem eu sou. Medo. Tristeza. Tudo combinado.. Sinto mal estar só pelo fato de estar viva.
Porra de hormônios. O que vocês fizeram comigo?
Porque eu pego tudo o que eu tenho e jogo fora? Porque diabos eu não aprendi a dar valor a nada? A nada?
Porque eu fico conseguindo coisas novas e jogando as velhas fora, sabendo que as velhas são de melhor qualidade e feitas para durar mais tempo?
enfim.. espero que ainda role de novo. Porque eu não consigo viver sem meu coração.
é um sentimento tão pungente de nostalgia, uma melancolia que eu não sei de onde vem. Saudades... E arrependimento. Porque eu não sei não ser uma pessoa má. Parece que meus ímpetos são mais fortes que meu raciocínio, apesar de eu pensar muito antes de fazer várias coisas. É incrível como sempre vaza o pior de mim pra quem menos merece. Justamente porque não merece.
Eu só queria simplesmente entrar num vórtice e sofrer uma lavagem mental. Queria que fosse jogado fora tudo o que me torna humana... Porque no fim é esse o motivo: sou humana. Mas me culpo, sim, porque tenho consciência de várias coisas que não deveriam existir dentro de mim. Queria que eu pudesse expelir tudo isso com lágrimas... Mas não posso.
O vazio de viver com esses valores, esses divertimentos, acredito que me foram impostos. Não sei até que ponto sou livre. Estou começando a pensar que sou manipulada a fumar, a beber, a me importar com coisas vazias e sem sentido. Acho que a manipulação rola solta, de todo jeito. Porque diabos os seres humanos têm esse instinto maldito de fuder com tudo o que existe, transformar tudo de forma que atenda às suas vontades mais desnecessárias?
Cercas, portões, armas, dinheiro. Comida industrializada, futebol, música, filmes...
Tudo a se reproduzir. Auto-sustentável, essa cultura.
Sinto nojo de fazer parte disso. Sinto nojo de ser quem eu sou. Medo. Tristeza. Tudo combinado.. Sinto mal estar só pelo fato de estar viva.
Porra de hormônios. O que vocês fizeram comigo?
Porque eu pego tudo o que eu tenho e jogo fora? Porque diabos eu não aprendi a dar valor a nada? A nada?
Porque eu fico conseguindo coisas novas e jogando as velhas fora, sabendo que as velhas são de melhor qualidade e feitas para durar mais tempo?
enfim.. espero que ainda role de novo. Porque eu não consigo viver sem meu coração.
segunda-feira, abril 21, 2008
high hopes...
Beyond the horizon of the place we lived when we were young
In a world of magnets and miracles
Our thoughts strayed constantly and without boundary
The ringing of the division bell had begun
Along the long road and on down the causeway
Do they still meet there by the cut
There was a ragged band that followed in our footsteps
Running before time took our dreams away
Leaving the myriad small creatures trying to tie us to the ground
To a life consumed by slow decay
The grass was greener
The light was brighter
With friends surrounded
The nights of wonder
Looking beyond the embers of bridges glowing behind us
To a glimpse of how green it was on the other side
Steps taken forwards but sleepwalking back again
Dragged by the force of some inner tide
At a higher altitude with flag unfurled
We reached the dizzy heights of that dreamed of world
são as pequenas coisas que são belas.. luzes brilhando na estrada, um sorriso quando vc precisa de um. A chuva caindo torrencialmente num domingo, meio-dia.
Compreensão e silêncio tranquilo.
Compreensão...
Silêncio tranquilo...
acho que enjoei de mim mesma mais uma vez...
e enjoei de mudar sempre!
caralho! E enjoei de paradoxo, tbm...
Pois é.
Parar de pensar q meu cérebro tah molhado.
Se continuar com essa corrente, eu queimo.
In a world of magnets and miracles
Our thoughts strayed constantly and without boundary
The ringing of the division bell had begun
Along the long road and on down the causeway
Do they still meet there by the cut
There was a ragged band that followed in our footsteps
Running before time took our dreams away
Leaving the myriad small creatures trying to tie us to the ground
To a life consumed by slow decay
The grass was greener
The light was brighter
With friends surrounded
The nights of wonder
Looking beyond the embers of bridges glowing behind us
To a glimpse of how green it was on the other side
Steps taken forwards but sleepwalking back again
Dragged by the force of some inner tide
At a higher altitude with flag unfurled
We reached the dizzy heights of that dreamed of world
são as pequenas coisas que são belas.. luzes brilhando na estrada, um sorriso quando vc precisa de um. A chuva caindo torrencialmente num domingo, meio-dia.
Compreensão e silêncio tranquilo.
Compreensão...
Silêncio tranquilo...
acho que enjoei de mim mesma mais uma vez...
e enjoei de mudar sempre!
caralho! E enjoei de paradoxo, tbm...
Pois é.
Parar de pensar q meu cérebro tah molhado.
Se continuar com essa corrente, eu queimo.
sexta-feira, abril 18, 2008
eu não ando só
só ando em boa companhia
com meu violão
minha canção
e a poesia!
:)
muita seriedade e pouco riso...
é. a máscara é só risada
mas ela cai, às vezes..
e ninguém gosta de ver
não posso fazer nada, posso?
canso de máscaras...
e tudo é de um vazio tão desesperador, nos meus sonhos, quando eu me confronto comigo mesma...
ainda bem que ainda tenho a música.
só ando em boa companhia
com meu violão
minha canção
e a poesia!
:)
muita seriedade e pouco riso...
é. a máscara é só risada
mas ela cai, às vezes..
e ninguém gosta de ver
não posso fazer nada, posso?
canso de máscaras...
e tudo é de um vazio tão desesperador, nos meus sonhos, quando eu me confronto comigo mesma...
ainda bem que ainda tenho a música.
quinta-feira, abril 10, 2008
o preço que se paga
Estou sentada às margens do rio que faz fronteira com meu vale da morte. As pessoas conhecidas pelas quais tenho carinho são vultos distantes na escuridão. Acho que a coisa mais curiosa desse mundo é ter que escolher entre extremos, quando poderíamos calmamente andar entre eles. Faço escolhas porque preciso e quando não posso evitar, mas sempre pego um desejo meu, rasgo no meio e levo uma metade, abandonando outra ao longo do meu caminho. Resgato esses milhões de pedaços só em memórias e suposições do que poderia ter sido. Lembro desses seres dos quais faço parte, meus amigos, e de repente sinto como laços vão e vêm e, no fim, só me resta um vale escuro, e meus pensamentos. Só tenho a mim mesma.
Nesse lugar em que me encontro, onde o ar que respiro é angústia, fico pensando em quantas coisas mais vou ter que rasgar pra me manter em pé, andando. E o pior é que meus passos nunca são firmes, mas trêmulos e desengonçados, como se eu não tivesse a habilidade de me manter em equilíbrio por muito tempo. São as consequências de tanta ruptura, tanta inconstância e uma indecisão que aniquila meus focos.
Passo semanas, meses, achando que estou bem. Daí, um belo dia, um pequeno acaso, um pequeno erro e minhas frágeis colunas de cinzas (de pensamentos incandescentes) é soprada pelos ventos da mudança, desabando. Elas caem, e são gritos de horror e berros de angústia silenciosos me trespassando.
Só queria saber até quando vai durar isso... Até quando minhas colunas mentais serão de cinzas, até quando minhas explosões vão ser de dor. Ou quanto tempo vou aguentar passar por isso. Porque enquanto me mantenho cada vez mais anestesiada e forte, mais minha resistência aumenta. Parece progressão geométrica.. Tem uma razão, que multiplica o tanto de dor que eu tenho que sentir da próxima vez, pra ficar na merda.
Conto com a sorte pra minha vida ficar mais leve, as coisas mais fáceis, mas por enquanto só tem piorado, e os intervalos de tempo em que me sinto mal são cada vez mais longos. Contudo, cada crise me devasta mais, parece que destrói mais, e assim vão minhas boas memórias escoando pelo ralo, ou pelo ouvido, cedendo lugar a cada mínima coisa das quais me culpo.
Mas como tudo são experiências, a dor é minha aliada em meus sonhos de ser uma criadora. O problema é confrontar as coisas das quais tenho vergonha, e essas espero que nunca passem pra nenhum papel. O problema é que são essas as coisas que mais preciso escoar, e não tenho coragem de dizer uma palavra.
As pessoas se sentem triunfantes quando descobrem erros de caráter nas outras, e eu tenho inúmeros. E uma coisa que elas têm que entender é que eu tenho consciência de cada um deles melhor que qualquer um. Quem sente a culpa sou eu, quem colhe os frutos sou eu. Por isso me mantenho reclusa, às vezes, à beira do meu rio de fogo.
Só espero o belo dia em que atravessarei esse rio, vestida só de aura, pra me encontrar com o mais profundo de mim mesma em paz.
Nesse lugar em que me encontro, onde o ar que respiro é angústia, fico pensando em quantas coisas mais vou ter que rasgar pra me manter em pé, andando. E o pior é que meus passos nunca são firmes, mas trêmulos e desengonçados, como se eu não tivesse a habilidade de me manter em equilíbrio por muito tempo. São as consequências de tanta ruptura, tanta inconstância e uma indecisão que aniquila meus focos.
Passo semanas, meses, achando que estou bem. Daí, um belo dia, um pequeno acaso, um pequeno erro e minhas frágeis colunas de cinzas (de pensamentos incandescentes) é soprada pelos ventos da mudança, desabando. Elas caem, e são gritos de horror e berros de angústia silenciosos me trespassando.
Só queria saber até quando vai durar isso... Até quando minhas colunas mentais serão de cinzas, até quando minhas explosões vão ser de dor. Ou quanto tempo vou aguentar passar por isso. Porque enquanto me mantenho cada vez mais anestesiada e forte, mais minha resistência aumenta. Parece progressão geométrica.. Tem uma razão, que multiplica o tanto de dor que eu tenho que sentir da próxima vez, pra ficar na merda.
Conto com a sorte pra minha vida ficar mais leve, as coisas mais fáceis, mas por enquanto só tem piorado, e os intervalos de tempo em que me sinto mal são cada vez mais longos. Contudo, cada crise me devasta mais, parece que destrói mais, e assim vão minhas boas memórias escoando pelo ralo, ou pelo ouvido, cedendo lugar a cada mínima coisa das quais me culpo.
Mas como tudo são experiências, a dor é minha aliada em meus sonhos de ser uma criadora. O problema é confrontar as coisas das quais tenho vergonha, e essas espero que nunca passem pra nenhum papel. O problema é que são essas as coisas que mais preciso escoar, e não tenho coragem de dizer uma palavra.
As pessoas se sentem triunfantes quando descobrem erros de caráter nas outras, e eu tenho inúmeros. E uma coisa que elas têm que entender é que eu tenho consciência de cada um deles melhor que qualquer um. Quem sente a culpa sou eu, quem colhe os frutos sou eu. Por isso me mantenho reclusa, às vezes, à beira do meu rio de fogo.
Só espero o belo dia em que atravessarei esse rio, vestida só de aura, pra me encontrar com o mais profundo de mim mesma em paz.
terça-feira, abril 08, 2008
quinta-feira, abril 03, 2008
comendo bolacha cream cracker com leite com nescau.
parece com minha vida, isso...
ter que me contentar com o que consegui: um monte de NADA.
o mais foda é ter que conviver com minha mediocridade, quando eu abomino isso nos outros. nem gosto de conversar com quem nao consegue passar no vestibular, ou não conhece as mesmas coisas que eu, ou ignora certos conhecimentos computacionais, quando eu mesma pouco ou nada sei sobre essas coisas, e nem passei na unicamp, coisa que eu queria tanto.
Agora sou uma ociosa inútil, que fica pensando mais na opnião alheia do que nos próprios sentimentos, e vive nesse mundinho como se fosse uma folha, só esperando o tempo passar.
até ano passado eu me orgulhava tanto de ser eu, e era arrogante porque estava num nível superior; era mais esperta, de uma forma geral, pois nuncame deixei levar por pre-conceito, coisa bem incomum. consequentemente, aprendia mais.
Agora, me vejo deixando a vida passar diante de mim, sem fazer nada construtivo, sem levar a sério as coisas que estou fazendo, perdida num mundo vazio de bebida, cigarro, música ruim e a.
sou uma pessoa com claustrofobia por estar dentro de si mesma, menos humana que muita gente, pois estagnei, e estou deixando de raciocinar para sentir, comportamento que caracteriza animalidade.
típica compulsão de existir, sem na verdade querer, acabo só preparando futuras torturas.
e é isso, resumidamente.
claro que não citei família, nem precisa. Uma pessoa fudida desse tanto só pode estar sendo muito negligenciada e julgada, não é mesmo?
parece com minha vida, isso...
ter que me contentar com o que consegui: um monte de NADA.
o mais foda é ter que conviver com minha mediocridade, quando eu abomino isso nos outros. nem gosto de conversar com quem nao consegue passar no vestibular, ou não conhece as mesmas coisas que eu, ou ignora certos conhecimentos computacionais, quando eu mesma pouco ou nada sei sobre essas coisas, e nem passei na unicamp, coisa que eu queria tanto.
Agora sou uma ociosa inútil, que fica pensando mais na opnião alheia do que nos próprios sentimentos, e vive nesse mundinho como se fosse uma folha, só esperando o tempo passar.
até ano passado eu me orgulhava tanto de ser eu, e era arrogante porque estava num nível superior; era mais esperta, de uma forma geral, pois nuncame deixei levar por pre-conceito, coisa bem incomum. consequentemente, aprendia mais.
Agora, me vejo deixando a vida passar diante de mim, sem fazer nada construtivo, sem levar a sério as coisas que estou fazendo, perdida num mundo vazio de bebida, cigarro, música ruim e a.
sou uma pessoa com claustrofobia por estar dentro de si mesma, menos humana que muita gente, pois estagnei, e estou deixando de raciocinar para sentir, comportamento que caracteriza animalidade.
típica compulsão de existir, sem na verdade querer, acabo só preparando futuras torturas.
e é isso, resumidamente.
claro que não citei família, nem precisa. Uma pessoa fudida desse tanto só pode estar sendo muito negligenciada e julgada, não é mesmo?
sexta-feira, março 28, 2008
terça-feira, março 25, 2008
O "eu idealizado" e a prática de viver
Eu ligo a televisão e assisto à propaganda do novo Eco Sport, pego o ônibus e, quando passo pela avenida Santo Amaro, vislumbro, tanto de um lado como de outro, aqueles prédios enormes residenciais com telhado suiço lá no topo, passo pelo Jardins e vejo aquela proliferação de restaurantes à meia-luz e mulheres com longas pernas e peles tão lisas que só de ver, é possível sentir seus perfumes. E eu acabo por pensar: "eu queria ter isso aí, queria estar ali, sentir aquilo...". Mas tal pensamento não dura mais do que 10 segundos. Ele existe e faz sentido para o meu eu idealizado. Para aquele eu que não existe (e talvez nunca exista, porque ele simplesmente é ideal demais para ser verdade) e não para mim, eu prático. Meu eu prático contenta-se com qualquer esfiha de boteco e festa na laje ao som do mais belo funk. Mas meu eu idealizado é importante, obviamente. É a partir dele que crio as expectativas e sonhos, os objetivos a serem alcançados. É ele quem vai casar, vai ter filhos, vai viajar, ter uma casa de praia nos Emirados Árabes e falar 14 línguas. E enquanto isso não acontece, eu vou vivendo como dá com o meu eu prático. Ele acredita, eu sei, no fundo, que um dia os dois podem se juntar e ser um só. Qualquer dia desses eu junto meus pedaços e vou assistir a uma corrida de cavalos no jóquei clube (meu 1º sonho a longo prazo).
Sabe por que a loira instalou um pára-raio no teto do carro dela? Porque ela tem medo de sequestro-relâmpago. =P
Tô ouvindo: Cornflake Girl - Tori Amos
Sabe por que a loira instalou um pára-raio no teto do carro dela? Porque ela tem medo de sequestro-relâmpago. =P
Tô ouvindo: Cornflake Girl - Tori Amos
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