segunda-feira, setembro 19, 2011

pausa para um cigarro e reflexões

Eu me amo, oh... E eu me amo principalmente em minha solitude, e no que eu aprendi.
Eu me amo tanto que chego a ter medo! Isso não pode ser bom... Tudo o que aconteceu comigo até hoje me levaram pro melhor caminho que eu poderia ter escolhido: o caminho da realização.
Eu sou boa. Não tão boa quanto eu quero, nem acho que nunca vá ser, mas eu me garanto.
hehehe

mwaahahahahaha!!!


Eu quebro, meushapa!


Agora é só polir, lapidar, estudar.
É bom aprender coisas que lhe entretêm.
Ler, tocar, escrever <3


eu lá preciso de outras coisas!

Eu faço meu proprio show, escrevo meus proprios livros, entendo das coisas que eu gosto.
Acabou o tempo ruim da duvida, das prisões, das dependências... Agora, mesmo que eu seja pobre pro resto da vida, vou ficar bem. Porque felicidade não se compra, neh... Eh como dizem. Dinheiro ajuda, maaaasssssssss.... Do mais importante, já construí os alicerces, que é minha estrutura mental.

Agora, só preciso mesmo é trabalhar meus defeitos. E me curtir.. ré!

quinta-feira, setembro 15, 2011

:)

É legal compreender que as pessoas já não podem me causar mal nenhum. Aprendi a me imunizar à falta delas, ou a qualquer coisa que elas poderiam tentar fazer pra me decepcionar.
Quanto mais me criticam, mais eu crio fôlego pra aprender e seguir adiante.
Quanto mais tentam me colocar pra baixo, mais eu me elevo acima dos problemas...
Ainda bem que sou uma pessoa afortunada com essa vontade de sempre subir, sempre sorrir mais e ser feliz. Ser melhor.

pau no cu de quem enche o saco, minha vida existe, e boa, com ou sem vcs
^^

sábado, setembro 10, 2011

Me sinto cansada para o amor.
Essa exaustão emocional não passa nunca!


Sem gotas de chuva caindo no meu quarto, sem o brilho do sol passando por elas e as fazendo brilhar.

A vida anda seca, cheia de ironias, cheia de sentimentos constrictos... Cheia de palavras duras, e pensamentos complicados.

Não...

As coisas não andam muito tranquilas, não...

Apesar de boas, elas andam ... obstruídas por ...
não sei pelo quê.


quando eu descobrir, vou dar um jeito de remover isso.

Acho que é de negação.

A não-aceitação das coisas............

me deixa...

travada, cheia de negatividade
presa

é o pior sentimento do mundo, se sentir preso a coisas.

:/

sábado, setembro 03, 2011

É engraçado...

...como tudo é uma questão de hábitos.

É importante conservar hábitos saudáveis, tipo ler, exercitar a imaginação, o raciocínio e o corpo. É importante fazer uma limpeza de pensamentos, decidir o que se quer pensar, e criar prioridades.

Se você vive muito na selvageria do sentimento, isso gera um certo desespero irracional.
Porque fazer certas coisas?
Nem tudo é uma questão de sorte.

Se conservar, se priorizar, se amar, se cuidar.
E manter um equilíbrio, coisa que é bem difícil. É a coisa mais difícil na verdade...


Vê? Meu pensamento anda caótico e desorganizado, não consigo me expressar direito. Isso foi porque passei muito tempo apenas sentindo e fazendo as coisas a partir do tato e do que me trouxe mais alívio momentâneo.

Há algum tempo atrás, eu não era assim. É engraçado... A última faxina mental que eu fiz, me despojei de muita coisa que readquiri depois de algum tempo.
Meu raciocínio sabe o que é melhor, mas minha falta de limites me leva pra beira da loucura!


Anyway...

Começar a organizar tudo de novo. Aos poucos. Calmamente.
Abraçar o caos...

<3

segunda-feira, junho 20, 2011

sem título

Acordei com vontade de escrever um livro há alguns dias, mas alguma coisa no meu pensamento completamente desorganizado me impede. Todos os fatos querem pular de uma vez, no mesmo segundo, na tela do computador, prontos e bem acabados. Mas é claro que "a verdade" é um conceito traiçoeiro, cheio de pequenas nuances, e a forma como ela é dita a transforma numa pálida reprodução da inconstância da sensação.

O que eu gostaria de dizer é cada vez mais difícil de ser entendido, principalmente para os ouvidos com quem falo. Acho que alguns meses me fizeram exercitar ao máximo minha capacidade de dialética, ao mesmo tempo que a frustração da minha incapacidade de conseguir me fazer entender nublaram minha confiança no discurso.

Pra mim, a forma mais simples de escrever, a que melhor retrata o que eu penso, parece ser a complexa, porque afinal a mente humana não é algo simples. Mas toda vida que eu tento, pareço estar sendo artificial e forçada, com um excesso não sei bem de quê, que me irrita. Sentir é muito mais simples do que explicar o sentimento.

Decepção. Frustração. Cansaço. Angústia. E breves lampejos do que a vida poderia ser, se a memória não existisse. Eu queria poder ficar segurando as lantejoulas e as pondo de encontro ao sol o tempo inteiro.
Minhas gotas de risadas espontâneas. Minhas gotas de imprudência infantil. Minhas gotas de amor incondicional.

Mas penso demais, sinto demais e não vivo no presente. Odeio ser assim.
Quero um raiozinho de sol que seja, que nunca desapareça das minhas colunas cinzentas. Quero poder me sentar embaixo dele, com a certeza de que ele vai durar para sempre.

Mas sempre esqueço, para ser dolorosamente lembrada depois: o sempre não existe.

sexta-feira, março 25, 2011

ai, tereza

o que eu queria falar ou pensar

quarta-feira, novembro 10, 2010

Boa Noite

Quase no caos da meia-noite... Mas é só uma observação fútil.


Hoje, morreu um sorriso. Um riso.
Hoje, morreu.

Tchau, Sorriso.
Tchau, Tio Titico.

Me sinto imensamente triste de saber que sua vida não vai mais participar do tempo inexorável. Enfim, só ele resiste... Só o tempo resiste a ele mesmo. Tudo o mais se dissipa.



O mundo todo queima um pouco todo dia, e as cinzas são arrastadas pelo vento. Se espalham no chão, assim como o planeta inteiro vai se espalhar no universo em um monte de poeira. Mas enquanto isso não acontece, vou ficar aqui sentindo saudades de uma pessoa que eu mal conheci, mas que estranhamente conseguiu um lugar no meu coração com um único sorriso dado assim, de graça, numa tarde qualquer. Um sorriso carinhoso, uma timidez no olhar, a brevidade de um último momento corriqueiro. Para depois eu receber a notícia.

Hoje, meu coração sangra. Meu olho chora. Meu pensamento é arisco e turbulento.

Tchau, Tio Titico.
Boa viagem.

sexta-feira, outubro 29, 2010

imagens de um dia...

"Tu conhece fulana não tu?
Fulana...
Aniversário dela hoje lá no lugar X."

Hum...

Bem que eu poderia não escrever e tentar ir né...
Mas não sei, também. Logo agora, que tou toda prosa. Logo agora, que depois de muito tempo, resolvi escrever de novo...
Dúvida.
Vou ou não? Algo me diz pra não ir.
mas será que quando eu chegar lá vou achar melhor do que se não tivesse ido?

Acho que vou ficar na dúvida.


______________________________________________________

Sol quente e correria são duas coisas que não combinam, simplesmente.

Me passaram um exercício hoje.
4 listas: I - coisas que gosto e faço; II - Coisas que gosto e não faço; III - Coisas que não gosto e faço IV - Coisas que não gosto e não faço.

Parece tão simples esquematizar a vida! Isso é um retrato perfeito, realmente, se eu souber responder a essas perguntas.
Acho que a simplicidade seria fundamental, mas dá pra filosofar bastante em cima dessas pequenas questões pessoais.


Acho que vou tentar responder, agora...

I - Coisas que gosto e faço:

1) Dormir
2) Jogar joguinhos viciantes no PC (The Sims e Mafia Wars)
3) Ler bons livros (não tanto o quanto eu gostaria)
4) Brincar com meu cachorro, o Floyd (isso inclui levar ele pra passear na beira-mar e na praia)
5) Tocar baixo
6) Escrever (não tanto o quanto eu gostaria, também)
7) Fumar cigarros
8) Jogar coisas tipo adedonha e imagem & ação com o Saulo, meu namorado
9) Ficar conversando besteira com o Saulo, ou sem conversar... Apenas ficar perto dele
10) Cozinhar
11) Estudar coisas interessantes
12) Ver filmes (no minimo 1 por dia, acho), ler sobre filmes e diretores, saber coisas sobre cinema (e sobre artes em geral)
13) Cantar
14) Ouvir música
15) Cortar meu cabelo bem curto
16) Vestir roupas simples, tipo uma blusa preta, calça jeans, chinelos
17) Comer sushi (não tanto o quanto eu gostaria)


acho que quando se chega em tipos preferidos de comida, melhor parar
próximo item:


II - Coisas que gosto e não faço:


1) Dormir
2) Estudar matemática, música, história e física
3) Fazer traduções diárias
4) Jogar vôlei
5) Andar na rua sem compromisso
6) Desenhar
7) Tomar banho de mar
8) Viajar pra lugares distantes
9) Ter rotina
10) Jogar videogame
11) Sair para fotografar fios de postes
12) Beber coisas alcoólicas
13) Comer frutas
14) Andar de skate
15) Estudar astronomia
16) Dançar ballet
17) Acompanhar aulas do começo ao fim, sem perder a atenção, e nunca faltar

III - Coisas que não gosto, mas faço

1) Dormir
2) Me relacionar com qualquer pessoa quando estou triste/decepcionada/me sentindo mal/em crise
3) Ficar sem falar com meu pai direito
4) Fazer serviços domésticos
5) Cozinhar por necessidade
6) Comer carne
7) Ficar triste sem conseguir sair de casa e sem conseguir falar com ninguém
8) Trabalhos da faculdade com prazos
9) Acordar cedo
10) Dar banho no meu cachorro
11) Cumprir horários

IV - Coisas que não gosto e não faço

1) Dormir
2) Sair quando me sinto muito mal
3) Usar salto alto
4) Parar de fazer algo importante (tipo algum trabalho da faculdade) pra fazer algo que alguém pede.




Tem mais coisa, vou lembrando ao longo do tempo e editando esse texto. Acho que é melhor.

Taí uma coisa boa de escrever e armazenar em formato digital: dá pra mudar à vontade, sem necessidade de rasura, e é melhor e mais fácil pra administrar. Menor volume de coisas.
Mas também, papel é mais confiável. Destruir um banco de dados não é lá tão difícil.Ou perder a senha... Ou deletar por engano...

Enfim.
Tchal

segunda-feira, outubro 18, 2010

Bom Dia

Tenho andado muito insone esses dias. Até já cansei de falar sobre isso.
MassssS hoje consegui dormir antes de amanhecer, felizmente, apesar de eu já estar de pé. Voltar a andar de skate tá me fazendo bem :)

Faltei aula.

Ainda tô acordando, na verdade.

Meio lezada, ainda...

lalalá.. divagando.

Na verdade, eu odeio o sol. Tá me dando agonia esse sol ridículo das dez da manhã, com esse calor infernal que tá fazendo aqui.

E vou jajá compensar a minha falta na aula hoje com estudo.

blé.
chato, isso.
odeio faltar aula, porque perco a matéria. e recebo falta.
mas também, odeio ir pra aula de manhã, no calor, de ônibus.
Tenho que parar de faltar.

(Mas que texto inútil, meu deus!)

tchal

quinta-feira, setembro 23, 2010

*SuspiroProfundo*
Eu não sei se é a falta de sono que gera a agonia, ou a agonia que gera a falta de sono.
Só sei que tou sem sono E agoniada E precisando escrever mil trabalhos.

E tou me sentindo uma múmia de tão velha
e tou tentando parar de fumar, mas acho que isso só me dá mais vontade de fumar mais e mais ainda mais e mais.

e minha compulsão não deixa meu cérebro se aquietar, se concentrar, se APLICAR a algo. Meus pensamentos são como pios de milhares de passarinhos irrequietos acordando de manhã.

Vários pequenos núcleos de tortura se ativando, cada um de um lado, ir-re-fre-á-veis, IRREFREÁVEIS, fazendo eu me perguntar: PORQUE ELES NÃO CALAM A BOCA?

PORQUE essas merdas de pensamentos degradantes e ferinos não param?

Aonde foi que eu me perdi?
Aonde eu deixei que eles começassem a ficar fora de controle?
Quando foi que eu entrei nessa onda magnética de progressões gigantescas?

várias pequenas palavrinhas ficam me alfinetando... egoismo, insuportabilidade, feiúra, burrice, mediocridade, medos, medos, medos...
coisas, coisas, coisas
amor x aversão
a mim.

eternos duelos sem vencedores
apenas pendendo para um dos lados
nunca triunfantes

é sério... acho que eu vou ficar LOUCA muito em breve, mergulhar na lama e no caos dos meus sentimentos

me AFOGAR nessa banheira transbordante de angústia, consequência dessa torneira que jorra infinitos metros cubicos por milesimos de segundo

se eu fosse pensar numa figura pra retratar minha mente, eu pensaria num átomo.

um átomo instável.

milhares de eletros se chocando em volta de um nucleo desproporcional.
pedaços de braços e cérebros e ossos e olhos e areia, muita areia, todos girando freneticamente, escolhendo suas vítimas, presos pela força gravitacional bizarra! cada grão pesa mil toneladas.
duas mil toneladas
três mil toneladas
infinitas toneladas
de pedaços de mim
se chocando loucamente


sem fim, absolutamente

domingo, setembro 12, 2010

eu sou um pequeno infinito cósmico de grãos de pensamento
e dentro de mim tem um abismo infindável e denso de tanta escuridão
e dentro desse abismo, eu nado, buscando as respostas pras minhas perguntas sem solução, pois só se encontra quem se perde


e dentro do meu infinito são entoadas canções tão complexas que, por vezes, tudo o que eu consigo distinguir são aqueles amontoados de notas loucas. e dentro dessas notas loucas há o amor, que explode como se houvessem tantas bombas atômicas lá dentro, que parecem poeira se olhadas de longe.

E no meio das bombas eu nado, e nado em todo canto e em canto nenhum, porque não me movo seguindo leis universais, nem me prendo a um passo após o outro. eu englobo tudo e sou tudo o que eu penso, e só transfiro as coisas mais belas pro meu abismo de solidão.

domingo, julho 18, 2010

Acho que tou ficando doida.

quinta-feira, junho 24, 2010

Insônia.
Meu cérebro simplesmente está soltando fumaça. Cada pensamento combalido se desloca por entre as ruínas da minha mente. Fracionado, esquecendo palavras, atarracado, em pequenos pedacinhos frágeis e efêmeros. Entrecortado, violado, mutilado. Mutilado... Era esta a palavra que eu estava procurando.
Meu raciocínio está mutilado pela falta de sono, pela sua completa estanheza, deste infiel cárcere da minha tranquilidade.
Cada milésimo de segundo se passa como algo vil e anti-natural. Como se minha existência se resumisse a um erro, a uma aberração assustadora e grotesca.
Minhas expressões são contorcidas e culpadas. Eu não deveria estar aqui. Acordada. Consciente.
Eu pertenço ao mundo onírico, surreal, aonde não existem meias verdades, mas sim a imaterial expressão da essência da existência. Eu pertenço ao lençol macio da minha cama, às molas que se adaptam ao meu peso, ao travesseiro que sustenta minha cabeça maldita.
Prego os olhos e estes me parecem abertos, deito e parece que ainda estou em pé. Leio, mas nada consegue prender meu raciocínio. E quando me levanto, sinto a agonia de estar fora do lugar, irritante alma sem sono.
E ironicamente, eu estava lendo Sandman... Filho da puta. Vem aqui trazer meu sono de volta!
Talvez ver filmes adiante de alguma coisa...
8:00 da manhã. Absurdo...
Raiva. Incômodo. E principalmente, impaciência.
Bom-dia.

terça-feira, junho 15, 2010

Remember when you were young, you shone like the sun
Shine on you crazy diamond
Now there's a look in your eyes, like black holes in the sky
Shine on you crazy diamond

papai...

quarta-feira, março 10, 2010

tédio

cansaço
indiferença
morgação
apatia
preguiça
crise criativa
branco
preto
frivolidade
desperdício
incapacidade
enjôo
angústia
improdutividade
negação
autocomiseração
auto-indulgência
sono
morte

quinta-feira, março 04, 2010

O brilho pálido do luar passando por entre as folhas me chamou a atenção hoje. Iluminando tranquila lá de cima, distante, sozinha e completa ela estava, constante, a subalterna do Sol.
Por alguns segundos, meus pensamentos calaram, amainaram a pressão de seu movimento entrópico, pois o ato de ver a beleza se tornou maior que meus conflitos internos.
Dirigi de volta para casa vagarosamente, depois de uma despedida, sem muita vontade de chegar, apreciando o segredo de ruas vazias, a luz hermética dos postes, o asfalto macio...
E agora, sinto o cansaço do dia chegando no meu corpo. Minha mente, por infortúnio, não lembrou de recebê-lo. Ainda está em seu galope imprevisível, assim como as mudanças climáticas e o destino da Matéria.
Alisei os cabelos displicentemente, como costumo fazer, vasculhando em minha memória e em minhas sensações o que mais eu poderia dizer para descrever esse momento. Não adiantou.
Tudo é uma sucessão das mesmas coisas, como se estivéssemos presos num círculo gigante do qual é impossível escapar a menos que se aprenda a pular infinitamente alto. Portanto, tudo o que eu poderia dizer cai na prolixidade, numa nova forma para a massa de modelar já muito usada.

Portanto, me recolherei à minha insignificância de mais um cigarro emburrecedor, de mais uma noite mal dormida, de mais um dia completamente inútil por causa do sol.
Quero minhas noites em claro novamente ;/

Já não aguento mais esses dias improdutivos de calor sufocante e maus pensamentos estourados pela luz.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

eu queria entender
mas não sei nem mesmo perguntar para que alguém me responda.

eu queria falar a respeito
mas as palavras simplesmente não conseguem traduzir

eu queria segurar o pulso dessa mão que aperta meu corpo
e eu queria quebrá-la com a minha força

a música, contudo, parece dissolver aos poucos isso que me aperta
mas mesmo assim, agora, por exemplo, quando eu estou num estado indefinível extremamente torturante
nem isso adianta.

meu corpo sente fisicamente. acho que isso faz parte do meu exagero sentimental. isso é um caralho oh...
toda vida isso volta.
toda vida
sem-pre


eu me odeio e à minha apatia.

e eu nem quero morrer
nem nada trágico
eu simplesmente
quero
que
isso
passe.

só isso.

tem infinitos gritos ecoando no meu cérebro.
infinitas palavras não ditas engasgadas na minha garganta.
infinitas culpas que eu espalho por aí, infinitas pessoas que eu continuo querendo perto e afastando
afastando
afastando...

e meu medo é tão surreal...
vem disfarçado, mas eu sei que ele é a causa de tudo
ou será que não?

na verdade, só uma guitarra distorcida e pesada com um baixo gordo me fazem ficar menos mal.
ou não.
a mesma dor que eu sinto
a mesmíssima dor...


a tristeza infinita do passado galopante, me empurrando pra um futuro que eu não quero.
vou chutar a cabeça do cavaleiro, montar no cavalo e sair voando.
eu juro!
eu preciso
eu quero.
eu odeio odeio odeio sentir pena de mim.
odeio.
sinto é raiva.
mas também odeio sentir raiva.
então, acho que por isso me odeio.
mas que merda.
que se foda tudo isso.
eu nem sei o que eu quero mesmo
nem quem eu sou
nem porque eu sou aqui
e vivo assim
e porque eu acho que deveria ser tudo diferente
quando na verdade as coisas sempre são diferentes e meu sentimento nunca muda
só o exterior
eu dentro de mim continuo a mesma ruína humana
decadente
horrorosa
e linda
e idealista
e tão inteligentemente burra.

vai entender...
"nem eu mesma consigo..."

_|_

terça-feira, fevereiro 16, 2010

330

três
dizem que é o número perfeito
o número do equilíbrio.
o número cujo complementar é 7, o número sagrado

é incrível que com tantos desses na minha vida, eu ainda assim sou o paradoxo.
feliz e triste? não... muito simples...
viva e morta.
quem sorri e chora ao mesmo tempo.

rir dá vontade de chorar.
chorar dá vontade de rir.
andar dá vontade de sentar
e sentar dá vontade de levantar
e sair andando
e não voltar
e não olhar pro que passou
mas eu olho
eu vivo olhando para o passado
o passado cavalga frenético no meu encalço, me assustando rumo ao penhasco do desconhecido.
eu olho no espelho e vejo um desesperado pedaço de carne, ansiando pelo mundo material que despreza.
cada detalhe de mim me mostra o amor próprio que me escapa.
a falta de cuidado
a decadência de uma mente perturbada
profundamente perturbada, compulsiva pela análise
paranóica com os 'se's, iludida pela imaginação
eu estou tão longe da realidade...
a quilômetros de distância, e ainda assim, vivendo nela, nessa minha que eu sei que é tão distorcida.

alguém me ensina a ligar o foda-se?

quarta-feira, janeiro 06, 2010

eu queria... the l word agora.
:)

quarta-feira, dezembro 09, 2009

resumos e analises

Buñuel
Cinema: Instrumento de Poesia.

O Cinema é, para Buñuel, um instrumento de libertação mental, de subversão da realidade, ao mesmo tempo em que amplia essa realidade, com o uso de símbolos do subconsciente, para retratar melhor emoções.
Nele há a maior desproporção entre possibilidade e realização de todas as artes. O cinema é mal explorado, de acordo com Buñuel, pela maioria de seus realizadores, que insistem em meramente reproduzir a realidade tal como ela é, usando temas pobres e já muito explorados.
O cinema proporciona um habitat psíquico que resulta numa profunda imersão do espectador na obra cinematográfica, mas “as telas se comprazem no vazio moral e intelectual”, ao invés de explorar temas subversivos e que causem reflexão da condição humana. Ele diz que “uma pessoa de cultura mediana desprezaria qualquer livro que contivesse um dos argumentos que são apresentados nos principais filmes. Entretanto, confortavelmente instalada numa sala escura, fascinada pela luz e pelo movimento que exercem sobre ela um poder quase hipnótico, seduzida pelo interesse do rosto humano e das fulgurantes mudanças de lugar, essa mesma pessoa quase culta, aceita placidamente os temas mais desprestigiados.”
Ao invés de nos fazer refletir, os cineastas evitam temas polêmicos para nos fazer esquecer “as horas de trabalho”, e usando temas que seriam o prolongamento da nossa vida comum, primando pelo nosso conforto intelectual, em contraponto à nossa reflexão crítica.
Buñuel diz, também, que o bom cinema é raramente visto na lista dos sucessos de público e de crítica. Diz ele que “a essência cinematográfica brota insolitamente de um filme medíocre, de uma comédia bufa ou de um folhetim tosco.”
Também diz que “em todo filme a poesia cinematográfica luta para vir à tona e se manifestar”, ou seja, na maioria dos filmes há pelo menos um momento em que aparece alguma poesia, e que só valem a pena os mesmos cinco minutos de um filme considerado muito bom e outro considerado muito ruim.
Por imergir o espectador em seu mundo, em sua diegese, induzindo emoções mesmo que passageiras, o cinema é uma arma poderosa nas mãos de um espírito livre. Ele tem a capacidade de inspirar um sentimento passional em qualquer âmbito, seja político, seja artístico, ou qualquer outro.
“O cinema parece ter sido inventado para expressar a vida subconsciente, tão profundamente presente na poesia; porém, quase nunca é usado com esse propósito.”
Buñuel, ainda, faz uma crítica ao neo-realismo: diz que suas únicas contribuições foram enriquecer a linguagem do cinema e ter elevado o quotidiano ao nível do drama, citando uma cena do filme “Umberto D”, que mostra dez minutos do cotidiano de uma empregada doméstica, e de forma que cause curiosidade e suspense por parte do espectador.
Ele fala que o neo-realismo nada fez além de recortar pedaços de situações reais e corriqueiras e montá-las em filmes que retratam uma realidade incompleta e racional, “absolutamente desprovida de poesia, mistério e tudo o que completa e amplia a realidade tangível”, excetuando o filme “Ladrões de Bicicleta”.
“O fantástico não existe, tudo é real”, eis uma frase que resume o que Buñuel quis retratar em seu texto. Para ele, o cinema deve ampliar a realidade, a explicar metaforicamente, mas com o propósito de retratá-la com mais precisão, e não dissolvê-la na incompreensão.
Ele diz que luta por um cinema que “me dará um visão integral da realidade, ampliará meu conhecimento das coisas e dos seres e me abrirá o mundo maravilhoso do desconhecido, de tudo o que eu não encontro no jornal nem na rua.”


Edgard Morin
Inclusão: verdade da literatura.

Morin fala que o conhecimento científico específico limita o ser humano em partes, se contrapondo a todo o universo que ele é. A literatura, por outro lado, comporta todas as dimensões humanas, o tratando como algo complexo, de muitas facetas.
A ciência determinista o vê como uma máquina trivial, um objeto a ser dissecado. A literatura vê o conjunto, e como ele se comporta no meio. Ela usa a linguagem da vida, pois a retrata.
Ao contrário da ciência determinista, ela é abrangente e subjetiva. Ela aborda o humano em sua complexidade, principalmente, e também em sua personalidade e subjetividade. Ela, também, mostra uma visão compreensiva do ser humano considerado “desprezível”, explica sua condição marginalizada.
O entendimento do homem como um ser complexo, completo, é importante porque a ciência o vê como um ser prosaico, mutilado, e esquece do principal: sua relação com a demência, com a loucura.

Homo sapiens
“Não existe uma razão pura, abstrata. Sempre há a participação da emoção na razão. O homem não consegue se dissociar da razão.”
Emoção >> paixão >> delírio >> loucura
Loucura é o problema central do homem (sobretudo do homem e um pouco da mulher)
Poder, ambição, jogo, ciúme são coisas que causam loucura no ser humano. Esses são os temas de grandes obras.
Homo faber
O homem como trabalhador. Nessa definição, esquece-se do homem com imaginário, com sonhos, com mitos. Nela, esquece-se que ele necessita desse imaginário, da novela, para ver sua própria realidade.
As grandes obras-primas criam mitos que fracassam com a criação das forças desenfreadas de destruição.
Homo economicus
O ser humano como apenas um desenvolvedor de negócios com fins lucrativos,uma das necessidades do homem no mundo moderno
A riqueza da literatura é juntar a linguagem lógica racional com a analógico-simbólica. Ela une o indivíduo com a sociedade. Ela inclui o invisível da sociologia, a pessoalidade. Mostra sua imprevisibilidade.
Adorno: “A literatura é, em si mesma, conhecimento do homem, da sociedade, não o instrumento aplicado de uma psicologia ou de uma sociologia.” Ela inclui o invisível da sociologia, a pessoalidade. Mostra o indivíduo humano, com sua complexidade, exige a imprevisibilidade de alguns atos humanos. Mostra a instabilidade da personagem(sua multiplicidade interior: mentir pra si mesmo).
A literatura mostra que cada pessoa é um cosmos de sonhos, de desejos... única e rica, mesmo que aparentemente vazia e frívola.
A realidade vista de fora a torna mais suportável, pois nos desliga da nossa, ao mesmo tempo em que nos dá uma visão mais objetiva dela. Nos faz ter uma visão mais abrangente da mesma, pois nos faz vê-la de um outro ângulo.
Morin fala que ir às salas de cinema é um paradoxo, porque nos desligamos da realidade, mas de um jeito muito singular. Nós nos desligamos da nossa realidade, mas submergimos em outra, conhecendo um novo universo quase como se fosse nosso. “despertos, dormimos”, de acordo com Heráclito, o que sintetiza tanto o fato de “dormirmos” quando estamos observando alguma obra ficcional quanto o fato de estarmos “dormindo” na nossa própria realidade, sempre semi-conscientes.
Na medida em que a novela dá uma forma mais impessoal à intimidade humana por meio da ficção, ela transforma tragédias em arte, em conhecimento. Ficção, novela, teatro, faz com que os seres humanos compreendam um ao outro.
“Tornamo-nos humanos com a inclusão dos excluídos.”
Todas as formas de arte provocam o subjetivismo da nossa mente, estados poéticos, porém temporários. Depois nossa mente volta ao estado normal. Por isso a arte deve ser uma constante em nossas vidas, pois elas nos alimentam de algo finito, que nos causa fome depois.
“Em todas as obras-primas, eu repito, há um cosmos, uma riqueza multidimensional de sensibilidade, de conhecimento e, também, de pensamento.” E em todos os campos artísticos: música, pintura, cinema, literatura... Todas mostram o universo mental do artista que as criou, idéias novas, polêmicas, que geram reflexão.

Glauber Rocha
Eztetyka da Fome

De acordo com Glauber Rocha, os países desenvolvidos têm uma fome pelo primitivo, pela miséria, mas não de uma forma positiva. É uma mera curiosidade pelo exótico. E nem o homem do mundo subdesenvolvido mostra intrinsecamente essa miséria(por vergonha), nem o homem o europeu a compreende profundamente(por descaso).
No Brasil, a arte atrai o interesse do europeu na medida em que mata sua sede de primitivismo. Além disso, ela é limitada, de certa forma, pois os artistas tendem a tentar copiar uma estética falida e vazia, da arte clássica. Eles tentam fazer reproduções, coisas inspiradas naquilo, mas sai uma coisa grotesca e sem o menor sentido. Arte, para Glauber, é algo a subverter a mente humana, a passar uma mensagem, a chocar.
Em sua colonização de exploração, a América Latina desenvolveu problemas sociais de desigualdade, principalmente, e dependência dos países colonizadores, o que até hoje em dia ainda ocorre, caracterizando-a. A única coisa que muda, diz Glauber, é a forma do colonialismo. Antes, de Portugal. Atualmente, da América do Norte.
Essa condição, diz Glauber, “nos levou ao raquitismo filosófico e à impotência, o que no primeiro caso gerou a esterilidade e no segundo caso a histeria.”
Esterilidade: exatamente o ponto da arte clássica falida que as pessoas tentam reproduzir. Reprodução fiel de coisas, vazias, sem significado, mortas. O mesmo que Buñuel fala. No cinema, histórias medíocres. Nas artes plásticas, paisagens levemente belas. “Artistas que não despertaram do ideal estético adolescente”, que geram todo um mercado e grandes nomes do vazio “artístico”.
Histeria: a indignação social provoca arte intensa, cheia de sentimentos, mas com pouca mensagem, o que gera a compreensão não pelo discurso eloqüente, mas pelo paternalismo colonizador, de uma forma indigna, sentindo pena e vendo como um ser inferior que merece cuidado, e não respeito.
Daí o cinema novo surgir de uma forma original: mostra a fome latina, suas dores, seus conflitos, de uma forma humanizada a tal ponto que é sentida pelo espectador por meio da imersão do consciente no cinema.
Tendo sido criticado pelo governo, pois mostra uma realidade crua, feia, de personagens semimortos de fome, comendo qualquer coisa pra sobreviver, se revoltando contra um sistema cruel, escravista, ou meramente sofrendo dentro dele. “Para o europeu, é um estranho surrealismo tropical. Para o brasileiro é uma vergonha nacional. Ele não come, mas tem vergonha de dizer isto; e, sobretudo, não sabe de onde vem esta fome. [...] Somente uma cultura da fome, minando suas próprias estruturas, pode superar-se qualitativamente: e a mais nobre manifestação da fome é a violência.”
Para o cinema novo, o comportamento de uma pessoa que passa fome é a violência, e isso não é primitivismo, é instinto. É revolucionário na medida em que conscientiza o colonizador da existência do colonizado, que mostra uma existência miserável profunda, dolorosa, não mais mascarada de “vida simples, mas feliz”.
O cinema novo existe para mostrar a realidade, “para enfrentar os padrões hipócritas e policialescos da censura”. Qualquer pessoa pode fazer um filme assim, desde que esteja disposto a romper com as convenções e limites impostos pela sociedade às manifestações artísticas, saindo desse padrão de beleza vazia e adentrando no campo da reflexão, da revolta, da subversão.
“O cinema novo se marginaliza da indústria porque o compromisso do cinema industrial é com a mentira e com a exploração. A integração econômica e industrial do cinema novo depende da liberdade da América Latina”, visto que ela luta exatamente contra o não marginal, contra o convencional, contra o “certo”, e pela liberdade.

Pontos convergentes entre os textos:
Os três textos falam sobre o cinema e as artes em geral como formas de protesto, de revolução, de busca pela liberdade em todos os âmbitos. Como um instrumento de luta pelos ideais em que o artista acredita. Outro ponto em comum, que é um desenvolvimento dessa primeira idéia, é a de que a arte sem poesia, sem uma idéia a ser passada, acaba por entorpecer o espectador, não lhe faz pensar, refletir, ver seus problemas e sua vida de uma forma mais ampla. É uma forma de negar conhecimento, novas idéias, na medida em que você lhe mostra algo que não soma nada à sua vida.
Outro ponto em comum dos três textos é o fato de eles dizerem que a arte convencional, acadêmica, tem pouca probabilidade de trazer algo positivo às nossas vidas, de trazer algo que realmente importe.
-censura:
Os três textos falam também sobre mostrar o homem marginalizado, desprezado pela elite, como uma forma de melhor compreendê-lo, ver suas facetas, ver que ele também é um ser humano, e isso traz compreensão entre as pessoas.
Morin e Bunuel: Poesia

Pontos divergentes entre os textos:
Glauber é mais político e menos poético. Ele vê a importância maior nos fatores sociais.é claro que sem esquecer da sensibilidade e subjetividade do cinema,mas com outro foco,mais localizado nas relações sociais.Não se pode esquecer que são diferentes períodos e realidades entre os dois textos
A diferença primordial entre os três textos, mais espeficicamente Buñuel-Morin e Glauber Rocha é que Glauber é mais político, e vê a transformação das mentes humanas a partir do cinema como uma coisa mais revolucionária, social, mesmo, enquanto os outros dois vêem essa transformação, essa subversão, de forma mais subjetiva. Isso acontece porque a situação política e social de Buñuel e Glauber é completamente diferente. Um vem de um país desenvolvido, com idéias menos políticas, apesar de tão revolucionárias o quanto, enquanto o outro vem da miséria da fome sertaneja, das minorias, e quer mudar a situação política do país.

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