terça-feira, agosto 11, 2009
É, meus mais caros amigos imaginários...
A vida por aqui pelo mundo real anda hard...
É problema atrás de solução que não cansa de correr rindo da cara da gente
É um conjunto de escolhas imaginárias e coloridas que levam ao mais escuro breu de existência
É uma dor constante, lacinante, que insiste em não querer te abandonar de jeito nenhum.
Cada um tem a sua, e eu ainda vou desenhar a minha.
Ela tem podridão por trás dos seus orbes vazios.
Tem um sorriso de triplas fileiras de dentinhos finos
e um nariz de 3 metros de mentira.
as mãos estão pútridas e os dedos chamam em sua direção
só que ela usa uma capa de disfarce de olhos sinceros e sorriso confiável.
é difícil não se apaixonar imediatamente quando se olha para ela.
parece ser a felicidade chamando
sendo que é tudo uma armadilha do destino.
ah, adoráveis seres humanos...
adoráveis fantasias psicóticas carnavalescas e brilhantes
que escondem, por serem máscaras
o profundo inconsciente revolto de uma pessoa sensível.
sábado, agosto 08, 2009
quinta-feira, agosto 06, 2009
quinta-feira, julho 30, 2009
VÊNUS EM CAPRICÓRNIO: Quem possui Vênus em Capricórnio ama de forma pragmática, pensada e realista. Pouco romântico e avesso a expressões sentimentais, se expressa através de avaliações e comparações, administrando seus relacionamentos e avaliando riscos, danos e perdas. Quanto mais tempo permanecer numa relação, tanto melhor saberá demonstrar seu afeto, sem grandes efusões. Procurando um comprometimento sério, dentro dos moldes tradicionais, não hesita em investir no relacionamento, mas suas demonstrações de afeto visam sempre pautar a seriedade de suas intenções. Acreditando que as relações se constroem no dia-a-dia, não cria ilusões inúteis e é capaz de investir no longo prazo, visando estabilidade e comprometimento mutuo, sempre em vista de conquistar objetivos comuns. A pessoa com essa Vênus não cai sob as flechas de Cupido, mas prefere um amor pragmático e pratico, capaz de criar alicerces sólidos para o futuro, dentro dos moldes da família tradicional.
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O amor é uma escolha e como tal deve ser bem feita e bem pensada. Para vo cê, essa é uma área da vida tão administrável como qualquer outra. Realista, não idealiza o romance nem se entrega antes de avaliar o pretendente. Quer ter certeza de que o risco valerá a pena, já que almeja relações sólidas. Não costuma dar demonstrações efusivas de afeto. Imagina que o outro se sentirá amado em função das coisas práticas que faz por ele - e nesse aspecto revela-se generosa. Você é séria no amor e, quando se envolve, se compromete para valer. Acredita que a relação se constrói e que o tempo é um aliado, até no sexo - quanto mais se pratica com a mesma pessoa, maior a chance de prazer. Ao sentir-se segura, deixa de lado as barreiras e a timidez.
PONTO FORTE Você é confiável e garante a estabilidade da relação.
DESAFIO Ser um pouco mais romântica e carinhosa.
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Vênus em Capricórnio tem pouco tempo para ideais românticos, como o amor incondicional. Seu lema é: "Nada na vida é de graça". Muitas vezes você insiste em pagar por tudo o que recebe, seja material ou emocional. Você tem valores tradicionais e respeita o trabalho duro, o profissionalismo e a disciplina. Capricórnio é um signo de terra, por isso você gosta de confiabilidade, compromisso e consenso, assim como de satisfação e segurança financeira e sexual. Por baixo dessa personalidade calculista e contida está sua verdadeira natureza sexual: muito apaixonada e sensual. Mas só um amante muito dedicado vai ter a honra de conhecer você plenamente.
Curiosamente, apesar da reputação de conservadora, você tende à hipocrisia sexual: é capaz de defender valores ultraconservadores enquanto se entrega loucamente ao sexo. Seu desafio é enfrentar o medo de rejeição e conter a tendência a demonstrações defensivas de cinismo, frieza, rigidez, desconfiança e autodepreciação. Suas forças são a aceitação realista das fragilidades dos outros, uma sensualidade sutil mas apaixonada, a tenacidade, o espírito prático, a inteligência seca e a disposição para trabalhar os relacionamentos -para não falar em suas lendárias capacidades empresariais e organizativas. Você considera o dinheiro essencial para alcançar objetivos e demonstrar seu nível de sucesso ou posição social, mas deve tomar cuidado para não se tornar mesquinha ou ambiciosa em sua necessidade de criar segurança.
maldita lua em escorpião
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Se você possui a Lua em Escorpião é uma pessoa dominadora e corajosa, mas bastante temperamental. Consegue ir em busca do que deseja com tenacidade e persistência, não se deixando intimidar com nada. Você tem capacidade para enfrentar situações difíceis e perigosas com coragem, energia e engenhosidade e possui capacidades de liderança. Você tem capacidades de análise inigualáveis, tendo atração pelo oculto, pelo paranormal e pelo metafísico. Para a mulher é índice de fertilidade, inclusive múltipla. Se sua Lua estiver aflita, pode estar predisposta a paixões e excessos sexuais (sado-masoquismo, por exemplo), ação ciumenta e agressiva em relação ao ser amado. As mulheres podem sofrer abortos ou a perigos durante o parto. Suas atitudes, às vezes muito drásticas e radicais, acabam atraindo inimizades perigosas. Se você possui esta Lua precisa controlar sua vontade de manipular e controlar os outros, sempre maquinando alguma estratégia a fim de obter os resultados desejados. Desenvolva os valores espirituais para seu crescimento próprio.
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Esta é uma das mais fortes posições da Lua, mas também uma das mais perturbantes para a vida emocional e sentimental. A Lua em Escorpião predispõe a uma grande insatisfação e incerteza no que respeita aos valores sólidos e estáveis de que necessita. Qualquer lua em signo de água acentua a vida emocional, mas em Escorpião a necessidade de fusão emocional com os outros torna-se imperiosa. Como existe a tendência para se identificar com os problemas dos outros como se estes fossem seus, criam-se muitas vezes situações ambíguas e complexas no seu modo de relacionamento com quem lhe é mais chegado.
Ao viver tudo com grande intensidade, muitas vezes exige que os outros lhe dêem bastante; no entanto, a sua sensação é de que lhe falta sempre alguma coisa. Para viver melhor consigo, terá necessidade de cultivar o desapego e evitar que as suas carências provoquem ressentimentos perante a vida e os outros.
O lado psíquico é, pois, acentuado pela profundidade e pela riqueza de vida interior. Em cada situação procura os motivos ocultos dos acontecimentos; porém, em vez de se projectar nos outros, deve procurar a causa na própria pessoa. Geralmente a vida restitui-lhe as coisas quando estas já deixaram de ser um problema. Quanto mais tenta possuir, maior é a insatisfação.
Enquanto não aprender a lidar com a sua vida interior, está sujeito a ser possessivo e a gerar bastante conflito á sua volta.
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“A Lua escorpiana é a marca registrada de pessoas de emoções extremamente fortes, profundas, do estilo ‘oito ou oitenta’. As coisas ou são extremamente amadas ou são repelidas, mas "tanto faz" é uma frase que não existe no universo desta posição lunar emocionalmente tão intensa.
As coisas são sentidas de maneira forte demais, por isso mesmo é importante aprender a cultivar o distanciamento emocional, seja através da meditação, seja através de qualquer outra forma que lhe permita não alimentar este seu emocional tão forte. “
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o ápice da complexidade emocional
puta merda
;P
ainda bem que eu te tenho, blog
e ainda bem que eu me controlo.
quarta-feira, julho 29, 2009
vontade de gritar e quebrar coisas cuja única culpa é de estarem próximas?
vontade de bater com tanta força em alguém que inverta o sentido das feições, como aquelas imagens de Jesus Cristo?
pior é quando você sente essa vontade contra pessoas que você ama mais que a si mesmo.
caralho, meu coração foi espremido com uma mão de ferro. fria, dura, impiedosa.
dói muito.
Seamus, that's the dog, he was outside
eu queria saber como um ser humano consegue ter tantas facetas!!
um único ser humano esconde mil máscaras por trás da pele.
nem começo a conhecer nenhum deles, nunca...
=\
é tão frustrante pensar que amizades e inimizades são formadas ao acaso, e parecem tão irreversíveis! é tão animalesco e irracional a forma como nos tratamos...
incrível.
na falta de um adjetivo que carregue mais sentimentos, incrível.
a maciez da voz e a indiferença do pensamento
foda-se isso.
terça-feira, julho 21, 2009
Lays:
foi nao, e comeh q me viu la?
n falei pra ngm
hahahahahaahahha
safada
meirmao, a gente tem eh q se dedicar, pros velhos habitos voltarem. gente ta mt chiquitita
Mel:
Lays:
Mel:
Lays:
:Þ una!
Mel:
Lays:
(L)
Mel:
bosta humana de diarréia
Lays:
apelona, dizer mais que um não vale
já era, sua rola-bosta
(Y)
[e ainda rolou um estraga-prazeres cara de piroca de babuíno
[continuação no msn]
Lays [ô maldade, três Heinekens doidas pra casar aqui no meu freezer] diz:
*o que!?
*haiehuiaehu
*ei te mandei um xingamento de volte
*e tu perdeu
*q so podi dizer um n
*e nojento
*tu disse dois mo palha
*hahaha
*>)
.donamelissa diz:
*dsdhasifhdiuhfiuhdiuhfiuhdsiuhfiudsiuhfuhids
*foi nao
*foi massa
Lays [ô maldade, três Heinekens doidas pra casar aqui no meu freezer] diz:
*aiuehuaiheiuhaeuhae
*cerebro de peido, foi nao
.donamelissa diz:
*dshadhiasduhasud
*foi sim
quarta-feira, julho 15, 2009
Orgulho
Orgulho era o que mantinha a palavra, a verdade.
Orgulho era fazer uma promessa para realmente cumpri-la.
Hoje em dia, quem se importa?
Palavras... Palavras são apenas palavras.
Ações é que criam, que transformam, que perduram, que ecoam no universo.
Ondas sonoras, sabem, não se propagam no vácuo.
Quer compreender uma pessoa? Observe seus atos, seus impulsos.
Já dizia o velho ditado... Quem muito fala, pouco faz.
segunda-feira, julho 13, 2009
domingo, julho 12, 2009
resumo da atual situação emocional [precisando organizar pensamentos]
eu sempre sei quando o telefone toca, se é pra mim ou se é pra mamãe.
sempre.
e eu sempre sinto um pouco o que os outros estão sentindo.
sempre.
e eu sinto que estão sentindo ao longe um arrependimento e um certo desprezo, tanto por si mesmo, quanto pelo álcool e pela terceira pessoa no meio da história.
mas eu nem precisava sentir, eu poderia ter deduzido.
na verdade, talvez seja tudo dedução inconsciente, que parecem habilidades extra-sensoriais.
mas isso não vem bem ao caso.
o que interessa são os fatos.
tenho prova amanhã e, pra variar, não consigo dormir, por mais que eu tenha acrdado de manhã cedo e tenha limpado a porra da area no sol quente[esfregando ladrilho por ladrilho e com vassoura e do jeito mais cansativo do mundo].
merda
quero dormir
e quero parar com meus sentimnetos mesquinhos e infeiores...
preciso acalmar meu espírito e parar de beber.
e parar de comer carne.
=)
sábado, julho 11, 2009
quarta-feira, julho 08, 2009
dói porque a dor é parte inevitável do aprendizado.
não adianta tentar fugir dos erros, das mancadas, das tragédias.
eles nos perseguem como lobos. vêm em matilha, ficam espreitando por ente as árvores, e quando você se descuida, eles pulam sobre você. sempre em bandos, sempre ferozes, sempre fatais.
e como aquelas garras de aço e aqueles dentes de marfim doem!
elas penetram no fundo da nossa alma e nos dilaceram, nos marcam pra sempre com cicatrizes grandes, entrecruzadas, que nunca fecham completamente.
mas cada uma delas escreve um recado na nossa alma. algo que nunca vai ser esquecido. algo que sempre vai doer uma hora ou outra.
dói.
mas eu consigo suportar. sempre consegui e vou continuar sendo assim, porque eu não resisto à ferocidade da matilha. eu abro os braços e aguento as mordidas e os rasgões com ferocidade. com a sobrancelha franzida, e uma determinação de monge.
a dor sempre foi minha amiga.
diferente de muita gente, eu sempre soube conviver com ela.
venham. podem vir.
eu vou estar olhando nos seus olhos quando vocês começarem a me banhar no meu próprio sangue.
terça-feira, julho 07, 2009
iguH
Portanto, vou sussurrar aqui ao vento todas as coisas que eu já senti perto de ti, e que aqui não caberiam[em ambos os sentidos], e vou te dizer umas frases que me fazem sorrir.
"You always light my way
There never comes a day
No matter where I go
I always feel you so "
"You're a bitch
But I love you anyway
You can't sing
But you still put me to sleep
You make me sick
But don't ever go away "
"Maybe I just want to fly
I want to live I dont want to die
Maybe I just want to breath
Maybe I just dont believe
Maybe youre the same as me
We see things theyll never see
You and I are gonna live forever"
olha como a gente era emo ^^
e hoje em dia, nem um depoimento meu, tu tem
nem eu, teu
aí eu lembrei das coisas da vida e tal...
aí eu fiquei lembrando de como tu gostava de todas as coisas q eu fazia, q eu escrevia, q eu tocava, e de como eu era chata e ficava botando defeito em ti onde não tinha, e ficava implicando, e mesmo assim eu te admirava acima de todas as outras pessoas. e como eu tive a sorte de tu ter existido de uma forma tão intensa pra mim, e virse-versa, e de como, depois de terem se passado todas essas horas, dias e meses (e não parecem anos de jeito nenhum), a gente nem é mais tão amigos, mas nossas lembranças de pequenos jovens namorados ridículos nunca some. e como os nossos abraços foram as melhores coisas que eu já senti, e como nossos olhos sempre se encontravam no final das contas...
e cada um tomou um rumo diferente, agora, as mágoas foram muitas e chatas, mas eu nem lembro mais. só lembro que existiram.
acho que, subtraindo todos os números negativos dos positivos, a gente ficou com um crédito enorme, ainda, no balanço total das coisas.
e eu só queria te dizer que podem se passar mil anos, que eu ainda vou lembrar de ti quando tocar Oasis e bob Marley, quando tocar Bowling for soup, e umas coisas mais - ou menos - emo, ou quando eu ver aquelas pequenas coisas nada a ver que sempre existem pra fazer você lembrar. Porque o mundo é que nem no Cem Anos de Solidão, por mais que as pessoas nao queiram acreditar.
e resumindo de uma forma bem extensa, porém fracionária comparada com o que realmente existiu, é isso.
eu só quero que tu seja bem feliz, que tu tome as decisões certas, que tu ache abraços e beijos pelo mundo, que sua arte exploda nos olhos das pessoas num mar de tinta e sentimentos, que sua bunda cresça e que você seja amado.
:*******************************
positive vibrations, yeah
hahahaha
[depoimento que eu acabei de escrever]
sábado, julho 04, 2009
:)
that I could only think about how much he wanted it.
quarta-feira, julho 01, 2009
riders on the storm
letras
tentando achar palavras pra descrever o que eu sinto.
por mais que eu tenha me deparado com umas que fazem todo o sentido do mundo, nenhuma delas conseguiu alcançar meu íntimo.
acho que passei o dia todo sentindo sede.
sede de aprender
sede de viver
sede de me entregar aos meus medos e aos meus impulsos.
sede de sorrir e me libertar
quebrar mais um dos infinitos grilhões que me retêm.
riders on the storm...
:)
sair por aí dirigindo numa tempestade, mas avançando
ao invés de estar na minha zona de conforto[termo útil vindo de um filme blockbuster, uma algema que me era invisível]
correr
dançar
cantar
gritar bem alto e abrir os braços
porque diabos os seres humanos sentem esses impulsos?
e mais importante: porque não se permitem?
sábado, junho 20, 2009
lembrança
the echo of a distant time comes willowing across the sand...
Strangers passing in the street
By chance two separate glances meet
And I am you and what I see is me
And do I take you by the hand
And lead you through the land
And help me understand the best I can
olhos tristes e saudosos
sede daquele abraço e daquele cheiro
desde aquele dia, até hoje!
e depois dizem que os seres humanos são racionais...
quinta-feira, junho 18, 2009
domingo, maio 31, 2009
dia 29 de maio
raiva de existir
eu não sei mais quem eu sou
me perdi num vórtice
me tornei humana de um jeito tão doloroso...
de repente, tudo o que eu não senti durante muito tempo voltou de uma vez
em forma de desespero
eu não sei o que fazer
não sei como agir
não sei nem mesmo o que pensar...
as coisas mudaram de repente
eu só queria dormir durante 5 anos...
terça-feira, maio 26, 2009
mgmt time to pretend. escutem, fantasmas que leem esse blog. pq ninguem vivo lê! hahahaha
mas sou predominantemente amor, apesar de desconfiado.
porque tantas exigências?
porque me fazer sentir medo?
eu não quero mais! não aguento mais!
ter que sofrer porque eu sou diferente
ter que sofrer porque eu não consigo me encaixar
nessa merda de sociedade hipócrita!
todo mundo acha que sabe o que é melhor
mas esquecem que há um mundo pra cada pessoa
cada uma tem seus valores, suas psicoses
psicoses...
transgredir as regras é viver
não quero ser uma máquina!
nasci única, como todo mundo.
se fôssemos destinados a nos comportar da mesma forma, seríamos feitos em série.
aí, eu sou um hexágono e tentam me encaixar num buraco de quadrado.
não entra, saka?
frustração.
quando o ser humano se entender, a gente fica melhor.
terça-feira, maio 19, 2009
so where r u to rescue me from all those nightmares?
sometimes i feel so forsaken...
forgotten
sometimes I feel that I'm away from this world...
I miss me. I miss my earlier years, when I was careless and beloved...
When I didn't have to give excuses for my behavior...
When I had fatherly shelter, sweet brothers...
Now, I'm getting further from where I'd like to be
now, I listen to Coldplay on desperate nights, and my friends aren't there either...
I guess things are how they're supposed to be... Mr. Yutaka told me that I would ever be lonely... Not much friends, not much for me to be attached to.
Free, incredibly talented, but always lonely...
'you're a master', he told me.
'you can learn anything you'd like to, you can do anything you want, but you'll always be a lonely person', and I don't know if that's what I want.
of course it's my fault.
i always get bored from everyone... I don't like much company. I don't like to be in a place where there are more than 5 persons talking about nothing...
I like to do productive things. I have this urge which impells me to build, create, learn, live.
however... i get bored so easily...I don't seem to be able to finish any work... The only thing that remains giving me plasure is the music.
Sweet, beloved music.
and yet, now, i feel like there was something squeezing my heart...this cold, wet hand on my throat, suffocating me... because i'm not being who I'm supposed to be...
but who the hell am I?
why the fuck do we have to be so limited by our society?
why don't we have permission to just... breathe and smile?
domingo, maio 17, 2009
sábado, maio 16, 2009
tooma!
pra ver o resto, http://www.ambrosia.com.br/2008/12/17/a-questao-da-editora-pixel/
digno de lembrança esse texto.
quinta-feira, maio 14, 2009
o mais foda
eh que eu nunca sei o que esperar de mim
porque porqueeeeeeeeeeeeee
eu nao sou uma pessoa normal, sazonal?
porque caralho eu tenho que ser essa porra de imprevisibilidade personificada??????????????
cú
minha frase pra mim mesma é: não conte comigo.
porque eu nao tenho um pingo de auto-controle
só a ilusão de ter, vez por outra.
ah
e preciso dormir
mas nao consigo
9:09 da manhã
assistir desenho animado? escrever? tocar?
juro que eu nao to nem funcionando
cansada demais
mas meu cerebro nao para
o ser humano eh completamente racional, mesmo...
tão racional que no final das contas sempre segue os sentimentos ao invés de seguir a razão
tão nobre razão humana
nojenta
o adjetivo 'humano' pra pessoas bondosas
só pode ter sido criado por um cara muito irônico...
incoerência
hiperatividade
sai sai sai saaaaai! bosta quero dormir
ah! e o mouse não funciona.
:)
sábado, maio 09, 2009
juro que to quase ficando doida oh
pensamentos confusos e disformes, ansiedade no limite
meu corpo pedindo um alívio de toda a energia que eu liberei com a cafeína.
nenhum pensamento para no meu consciente, meu cérebro trabalhando a mil por hora
mil ideias por segundo percorrem minha superfície, e meus dedos não acompanham sua velocidade.
de cada coisa que eu escrevo, deixo de escrever dez que eu pretendia, por falta de memoria ram no meu cérebro...
nossa senhora
to tendo um buffer overflow aqui!
pqp
como eu odeio essa merda de materia oh....
primeiro que as fórmulas são deduzidas a partir de calculos aproximados, entao NUNCA seriam usadas na prática.
segundo, que eu preciso decorar todas elas, e sair jogando quebra-cabeça com essas porras pra resolver essas questões medíocres, cuja maior necessidade intelectual é não cair em cascas de banana por causa das unidades (coisa de principiante), e usar formulas derivadas das q ja existem, como se elas fossem poucas
por isso que eu nunca consegui aprender porra de fisica
eh sempre a mesma merda, so mudam as letras
__
vai se fuder
se for pra ensinar fisica, que pelo menos ensinem direito no ensino medio
pra gente n precisar aprender coisa inutil, so pra ter que esquecer [caso estude exatas, porque ensino superior eh completamente diferente, e caso estude humanas, porque NUNCA precisariamos saber dessas merdas]
ah vai tomar no cu
q eu to eh estressada
com essa bosta toda
fodam-se os burros que escolheram as materias de fisica a serem ensinadas.
terça-feira, abril 28, 2009
eu estou sentada num bar escuro e enevoado pela fumaça dos cigarros e charutos acesos ao meu redor. Minha mesa é a de um canto bem perto do palco improvisado, e eu estou sentada só. Com a mão direita apoiando o queixo e a mão esquerda segurando mais um dos cigarros inebriantes, nem tenho consciência de que existo. A única coisa que se mostra em movimento é a banda. Charles Mingus de olhos fechados, dedilhando seu contra-baixo antiquíssimo, macio, ondulante, alcalino. Meus amigos conversam um pouco entre si, todos músicos, comentando os intervalos e escalas, ou a ausência deles. De vez enquando, desvio um pouco a minha atenção para a conversa, rindo de alguma piada ou comentando alguma observação feita.
Na mesa atrás da minha, está um grupo de homes de meia-idade jogando pôquer. Um barbudo gordo com um chapéu-côco preto e cabelos batendo nos ombros, um magrelo alto com a face encovada, um nem gordo nem magro, a barba perfeitamente feita, suspensórios vermelhos, blusa branca de botão e mangas compridas, olhar sevagem e boca encrispada. Esse último, tira o charuto da boca, cospe e o põe de volta, mordendo a ponta e olhando mais uma vez suas cartas. Ele aumenta a aposta.
Na mesa do meu lado (esquerdo, já que eu estou encostada na parede do lado direito), está sentado um negro com a cabeça raspada, o seu chapéu em cima da mesa, um tatuagem de um símbolo, possivelmente celta, que eu não sei o que significa. Ele usa blusa de botão sem manga e calças plissadas cinza. Uma moça vstida de preto, com longos cabelos encaracolados e pele muito branca chega e senta ao seu lado.
Na mesa à frente do recém-composto casal, está aquele que desviou minha atenção por um período mais longo, e que vou chamar de Y: cabelos compridos escuros, olhos profundos e vidrados na banda, sobrancelhas expressivas e pés marcando o tempo da música. Ele fuma um cigarro atrás do outro, marca o tempo da música com os pés, ensaia uns dedilhados com a mão livre, e sua expressão denuncia anos e anos a mais do que seu corpo aparenta. Em sua mesa estão sentados outras pessoas. Elas bebem e conversam, riem e se movimentam. A única pessoa que parece estar alheia à tudo é Y, que mal pisca os olhos.
Ele parece a síntese do som, grave e introspectivo, sensível e bruto. Ele levanta e vai ao banheiro, e seus movimentos parecem ditados pela harmonia e pelo ritmo. Ele se chama, finalmente descubro, Summertime...
E ele é composto de contra-baixo, piano e bateria.
e eu o amei
:)
quarta-feira, abril 22, 2009
poema do allan poe, lindo =) the raven, o mais conhecido dele
Once upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary,Over many a quaint and curious volume of forgotten lore,While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,As of someone gently rapping, rapping at my chamber door." 'Tis some visitor," I muttered, "tapping at my chamber door;
Only this, and nothing more."
Ah, distinctly I remember, it was in the bleak December,And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.Eagerly I wished the morrow; vainly I had sought to borrowFrom my books surcease of sorrow, sorrow for the lost Lenore,.For the rare and radiant maiden whom the angels name Lenore,
Nameless here forevermore.
And the silken sad uncertain rustling of each purple curtainThrilled me---filled me with fantastic terrors never felt before;So that now, to still the beating of my heart, I stood repeating," 'Tis some visitor entreating entrance at my chamber door,Some late visitor entreating entrance at my chamber door.
This it is, and nothing more."
Presently my soul grew stronger; hesitating then no longer,"Sir," said I, "or madam, truly your forgiveness I implore;But the fact is, I was napping, and so gently you came rapping,And so faintly you came tapping, tapping at my chamber door,That I scarce was sure I heard you." Here I opened wide the door;---
Darkness there, and nothing more.
Deep into the darkness peering, long I stood there, wondering, fearingDoubting, dreaming dreams no mortals ever dared to dream before;But the silence was unbroken, and the stillness gave no token,And the only word there spoken was the whispered word,Lenore?, This I whispered, and an echo murmured back the word,
"Lenore!" Merely this, and nothing more.
Back into the chamber turning, all my soul within me burning,Soon again I heard a tapping, something louder than before,"Surely," said I, "surely, that is something at my window lattice.Let me see, then, what thereat is, and this mystery explore.Let my heart be still a moment, and this mystery explore.
" 'Tis the wind, and nothing more."
Open here I flung the shutter, when, with many a flirt and flutter,In there stepped a stately raven, of the saintly days of yore.Not the least obeisance made he; not a minute stopped or stayed he;But with mien of lord or lady, perched above my chamber door.Perched upon a bust of Pallas, just above my chamber door,
Perched, and sat, and nothing more.
Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling,By the grave and stern decorum of the countenance it wore,"Though thy crest be shorn and shaven thou," I said, "art sure no craven,Ghastly, grim, and ancient raven, wandering from the nightly shore.Tell me what the lordly name is on the Night's Plutonian shore."
Quoth the raven, "Nevermore."
Much I marvelled this ungainly fowl to hear discourse so plainly,Though its answer little meaning, little relevancy bore;For we cannot help agreeing that no living human beingEver yet was blessed with seeing bird above his chamber door,Bird or beast upon the sculptured bust above his chamber door,
With such name as "Nevermore."
But the raven, sitting lonely on that placid bust, spoke onlyThat one word, as if his soul in that one word he did outpour.Nothing further then he uttered; not a feather then he fluttered;Till I scarcely more than muttered,"Other friends have flown before;On the morrow he will leave me, as my hopes have flown before."
Then the bird said,"Nevermore."
Startled at the stillness broken by reply so aptly spoken,"Doubtless," said I, "what it utters is its only stock and store,Caught from some unhappy master, whom unmerciful disasterFollowed fast and followed faster, till his songs one burden bore,---Till the dirges of his hope that melancholy burden bore
Of "Never---nevermore."
But the raven still beguiling all my fancy into smiling,Straight I wheeled a cushioned seat in front of bird and bust and door;,Then, upon the velvet sinking, I betook myself to linkingFancy unto fancy, thinking what this ominous bird of yore,What this grim, ungainly, ghastly, gaunt, and ominous bird of yore
Meant in croaking, "Nevermore."
Thus I sat engaged in guessing, but no syllable expressingTo the fowl, whose fiery eyes now burned into my bosom's core;This and more I sat divining, with my head at ease recliningOn the cushion's velvet lining that the lamplight gloated o'er,But whose velvet violet lining with the lamplight gloating o'er
She shall press, ah, nevermore!
Then, methought, the air grew denser, perfumed from an unseen censerSwung by seraphim whose footfalls tinkled on the tufted floor."Wretch," I cried, "thy God hath lent thee -- by these angels he hathSent thee respite---respite and nepenthe from thy memories of Lenore!Quaff, O quaff this kind nepenthe, and forget this lost Lenore!"
Quoth the raven, "Nevermore!"
"Prophet!" said I, "thing of evil!--prophet still, if bird or devil!Whether tempter sent, or whether tempest tossed thee here ashore,Desolate, yet all undaunted, on this desert land enchanted--On this home by horror haunted--tell me truly, I implore:Is there--is there balm in Gilead?--tell me--tell me I implore!"
Quoth the raven, "Nevermore."
"Prophet!" said I, "thing of evil--prophet still, if bird or devil!By that heaven that bends above us--by that God we both adore--Tell this soul with sorrow laden, if, within the distant Aidenn,It shall clasp a sainted maiden, whom the angels name Lenore---Clasp a rare and radiant maiden, whom the angels name Lenore?
Quoth the raven, "Nevermore."
"Be that word our sign of parting, bird or fiend!" I shrieked, upstarting--"Get thee back into the tempest and the Night's Plutonian shore!Leave no black plume as a token of that lie thy soul spoken!Leave my loneliness unbroken! -- quit the bust above my door!Take thy beak from out my heart, and take thy form from off my door!"
Quoth the raven, "Nevermore."
And the raven, never flitting, still is sitting, still is sittingOn the pallid bust of Pallas just above my chamber door;And his eyes have all the seeming of a demon's that is dreaming.And the lamplight o'er him streaming throws his shadow on the floor;And my soul from out that shadow that lies floating on the floor
Shall be lifted--- nevermore!
quarta-feira, abril 08, 2009
260 postagem: uma ficção inspirada em fatos reais. Ler escutando Charles Mingus: Goodbye pork pie hat
Enquanto a chuva arrasa o mundo microscópico, seu som retumbando como se quisesse demonstrar a guerra em miniatura que está acontecendo lá fora, eu estou deitada, calma em meus lençóis, escutando um jazz regado a whisky, ruminando os acontecimento do final de semana passado.
Eu sempre achei que tinha nascido na cidade errada, no século errado, e que tenho a idade física errada pros meus 17 anos. Não aguento mais sair e encontrar meus amigos fúteis, presos em suas vidas fúteis e supostamente livres. Uma classe média cheia de pseudo-cultura, de peudo-conversas sobre os acontecimentos internacionais mal contados pelos jornais, de pseudo-conhecimento sobre música, livros e revistas pseudo-underground. Será que ninguem vê que o anti-popular é popular hoje em dia? Será que ninguém vê que não tem mais lugar pra loira burra que todos tanto queriam no século passado?
Mais uma vez a juventude acha que está superando seus pais, que está sendo revolucionária, que gostar do que os outros não gostavam a torna melhor, diferente. Mas ao contrariar as idéias dos nossos progenitores, estamos meramente nos rendendo a Darwin.
Nosso caminho regado a drogas só nos faz permanecer num estado latente de vida. Somos como o plâncton no mar, somos levados pela correnteza, e achamos que fazendo arte, estamos nos libertando.
Mas na verdade, o ato de criar pensamentos tocáveis nos afasta cada vez mais uns dos outros...
criamos nossos mundos, interpretando fatos e acontecimentos, e nos negamos a permanecer juntos. Cada pessoa quer ter uma idéia original que os torna únicos, mas a verdade é que isso só serve pra nos segregar em raças, países, grupos e, por fim, universos isolados, impossíveis de unir.
A chuva cai, o mundo microscópico pulsa, se agita, o relógio é a síntese do tempo, que passa e nos arrasta consigo, e achamos que sendo únicos nós marcaremos o mundo de alguma forma. Mas a realidade é justamente o oposto...
cansei de falar sobre isso.
essa música do john coltrane é muito agitada... porra de flauta chata. mingus é bem melhor...
agora, sim...
enfim. os acontecimentos do final de semana passado... nada demais. coisas vieram, coisas se foram, nada mudou. ou mudou, porque sempre acaba mudando alguma coisa a cada segundo. eu mudei, porque não consigo mais ver as coisas como eu via há duas semanas. o problema é que isso é uma coisa cíclica... não consigo sair desse lugar. o que será que eu preciso fazer?
Mudar.
primordialmente, é isso.
Mas como?
Tentando até conseguir.
Primordialmente, é isso. Mas COMO?
vê a redundância na idéia?
:)
segunda-feira, abril 06, 2009
em como eu sou do contra.
se eu nao posso uma coisa, quero
quando eu tenho, não quero
quando eu sou desafiada, viro outra pessoa
acho que não me esforço pra ser entendida.
quando pensam uma coisa, eu me mostro outra só pra dúvida permanecer pra sempre.
nem é bem isso..
é tipo aquela coisa de
odeio quem chega com idéias formadas e imutáveis.
sinto logo vontade de jogar aquela dúvida em cima das certezas das pessoas, sabe...
acho ridículo quando vejo o ser humano formulando um julgamento a respeito de outros, difundindo aqele julgamento e os terceiros acreditando.
dá pra ver aquilo transparecendo no olhar, sabe...
se chegam com queixo de 'sou o fodão e sei que você me quer', desprezo
se chegam com interesse em compartilhar idéias, compartilho
e se chegam com idíasformadas fingindo que querem discutir o assunto, eu vejo, cara
eu sinto
e paro.
duvide de mim, e eu vou te menosprezar.
me desafie, e eu vou dar meu melhor, mesmo que eu perca.
e juro que nao sinto magoas
odeio gente competitiva demais, que quer porque quer ganhar.
eu deixo..
não tenho o menor problema
quer discutir daquele jeito burro, sem argumentos, continuando porque quer sair por cima?
já ganhou. não perco meu tempo falando com paredes, acredite.
domingo, abril 05, 2009
nem quero dizer também
quem eu quero não me quer
e quem eu não quero não me esquece
e
é uma coisa que fica guardada dentro, aqui
que eu só queria me abrir e soltar..
mas isso não tem nada a ver com as palavras antes do 'e' solto, ali
vai entender...
ou não entenda, melhor dizendo
esquecer não é perder
você acha, um dia, o que foi esquecido
o perdido, se perdeu por aí
e
eu nem entendo o que eu to sentindo agora
só sei q não é nem de perto positivo pra mim
talvez pro meu crescimento
e to com medo de dormir
porque tive pesadelo na noite passada
=)
terça-feira, março 31, 2009
oh, so insistent
=)
sem inspiração
de tpm
tem um pedaço de casca de pizza em cima da mesa
e tinha uma barata toda farceira na minha cozinha imunda...
eu to sentada, meu cérebro tentando trabalhar, mas parece que alguma coisa tá me bloqueando, me fazendo sentir essa energia estagnada e indescritível, irretirável, irremovível, agoniante e tão simples... ésó uma agonia sem sentido, acho que pq eu to morrendo de tpm.
não tem motivo, não tem como escrever e atirá-la pra fora de mim!
acho que foi a porcaria do sanduiche do burger king. meirmao, nunca comi um sanduiche tao ruim na vida. toda a porcaria de que ele eh feito deve tah me fazendo mal mental.
argh.
vazia, rasa, sem perspicácia...
minhas unhas mal pintadas, minha música entalada
por sinal, ela não quer sair!
vou ficar devendo um texto melhor pra essa música, que é título do meu texto.
ela é linda demais pra entitular tal mediocridade literária.
L.
sexta-feira, março 27, 2009
acordar com alguém tocando dentro de casa...
porque pqp música ao vivo
por mais mal tocada que seja
transmite fudidamente o interior de você...
transmite intensidade
transmite quebra de solidão..
você se sente unificado com aquilo....
acho que não tem nada que me cause mais plenitude do que tocar oh...
escrever é a razão
tocar é a emoção.
memórias etílicas I
vou conversar sozinha
deixa eu lembrar de uns causos alcoolicos divertidos aqui...
hun...
um dia anes do reveillon do ano retrasado [ou foi re-retrasado?]
eu tava bebendo há uns três dias consecutivos, mas isso é normal. Já tava rolando um tédio de tanta maconha e cachaça... Daí o C, pra melhorar nossa noite pré-reveillon, fez a gentileza de distribuir rivotril entre as pessoas.
Eu tomei umas... hun... 40 gotas? eh.. acho que foi. umas 40 gotas com monte de cachaça. No começo, fiquei meio bebada, mas consciente. Deu uma crise de riso... O truco nunca foi tão emocionante. Daí, fui ficando mais psicopata... e minha memória fica turva a partir do momento em que eu resolvi entrar na piscina.
hehe
só sei que tirei a roupa de todo mundo que tava dentro da piscina, joguei a calcinha da I. no telhado da casa q a gente tava, no sítio de um amigo, tirei as cuecas de todos os homens, tirei minha propria roupa, saí dando uns beijos em todo mundo... e resolvi sair da piscina.. nua... hehehe.
eu lembro da M. me levando uma toalha, desesperada com minha falta de pudor, e do I. me carregando pra barraca. Ele era meu namorado, na época.
A gente começou a transar, eu sem forças, dormi no meio do ato!
Bem... Era rivotril, né? Não, anfetamina.
E viva o nudismo! E viva a loucura!
hehe
quinta-feira, março 26, 2009
corpo ou mente?
reformas espirituais
cuidado ao agir
modéstia ao comer
pra que?
sentir e fazer
beber e cair
será que ninguém entende que niilismo é esperança?
se arrepender... reação emocional é pura química corporal.
passar uma imagem desagradável
é simplesmente confirmar-se humano
um julga e condena, o outro erra e vive
pra mim, vida não é vida sem excessos, sem riscos.
pra mim, beber não é tomar 3 cervejas.
nem comer se limita a uma fatia de pão sem casca com queijo branco.
nem ler significa 3 páginas por noite, religiosamente.
o álcool demanda um constante fluxo por hora, de forma que nem embebede cedo demais, nem deixe de embebedar. ele pede uma constância até dar sono!
fumar
fumar junto é obrigatório... mais de uma carteira por vez...
ler um livro, é começar e terminar sem parar
as coisas só servem se forem completas.
se durarem até você cansar.
foda-se a moderação
e pau no cu do caminho do meio.
tem eh que andar em zigue-zague mermo, demorar mais a atravessar as vias, mas conhece-las a fundo, vivendo, e não passando por elas como num sonho. ou o fazendo... anestesia.
viver dói.
então, vamo biritar essa cerveja que o papo me deu vontade de ficar bebada e conversar sobre amenidades e morrer de rir. e jogar sinuca e fumar cigarro, e beber cigarro e fumar cachaça.
pequeno, discreto
mas estratégico.
bem num ponto fraco meu.
eu aprendi a lidar com brigas familiares
aprendi a lidar com antipatias imediatas
não sou de tentar correr de um problema que está realmente me incomodando, apesar de evitar perspicazmente (essa palavra existe?) os ignoráveis.
Sabe... Odeio briga, mas isso não quer dizer que eu não as enfrente quando eu preciso.
não sou uma pessoa orguhosa, tampouco. Quando eu estou errada, sei baixar minha cabeça, admitir meu erro e torcer por um perdão. Isso pra mim nunca foi sinal de fraqueza, e sim de sensatez.
Se eu perco minha cabeça e faço uma confusão muito grande, acredite: eu já tenho guardado minha raiva pela mesma coisa durante um bom tempo, ou estou passando por um momento de estresse no qual minha explosão seria iminente, de qualquer jeito, e por qualquer motivo. Acho que guardar rancor dá câncer, e basta meu cigarro pra provocar isso.
Mas quando eu acabo de soltar as bombas, o faço de forma que não sobrem nem as fundações daquilo que estava me incomodando. Então, no geral, não sinto raiva de ninguém.
De uma forma geral, sou bem comunicativa com pessoas que provocam meu interesse, e ignoro educadamente aquelas que não me causam simpatia.
Pelos meus amigos, eu faço o que eu posso e o que eu não posso. Se me ligarem às 10 horas da manhã (o meu horário de máximo aproveitamento do sono) com algum problema, pode ter certeza de que eu vou me levantar, apesar de meio rabugenta, e vou lá fazer o que estiver ao meu alcance e um pouco além disso.
Só que eu sou uma pessoa extremamente difícil de se conseguir confiança. Eu sempre ando com um pé de cada vez, tateando o terreno antes de pular nele, e acredite: eu consigo farejar hostilidade a mil quiômetros de distância.
E tem mais uma preliminar ao assunto: eu sou que nem criança curiosa. Vejo uma coisa, e acho que a quero com todas as minhas forças, mas meu interesse se vai tão rápido como veio intenso... Pra continuar me satisfazendo, sempre tem que ter uma novidade, ou um bom motivo. Resumindo: eu não consigo diferenciar direito as coisas que eu preciso e as que impõem que eu queira.
Dito isso, tenho um problema em mãos: um elemento novo apareceu na fórmula. Uma nova variável surgiu dentro do meu problema. E essa variável apareceu em apenas uma equação, no momento impossível de resolver, a não ser por aproximação, e ela tem um perfume único, um nome feroz e simplicidade admirável encobrindo a promessa de ser um dos melhores livros que eu já li na vida.
Sabe... Eu sempre encontrei um defeito imperdoável em todas as outras variáveis, algo simplesmente inaceitável, que eu sempre tentei perdoar, mas agora que vejo o que tenho em mãos, percebo que foi justamente o que fez com que elas não funcionassem comigo.
Essa variável não tem isso. Ela me fascina de trás pra frente, de frente pra trás, em todos os aspectos. Ela parece simplesmente perfeita aos meus olhos; é como uma utopia que encontrou o caminho pra realidade.
Ela fica vagando, se destacando nítida nos borrõesque o meu olhar sempre vê. Nítida e intocável, como num espelho. Ela é ainda melhor do que as descrições que eu tentei escrever nos meus textos de pessoas que desejo.
Sabe o que é ler parágrafos e parágrafos do que você supunha ser perfeição e simplesmente rir de como você estava longe de saber o que queria? Eu sei, agora.
E a sociedade fica te cobrando que você saiba o que quer, que escolha uma profissão... Agora eu entendi como é que eu vou saber: quando eu ver e não me imaginar fazendo outra coisa; assim como eu não me imagino escolhendo uma outra variável, por mais fácil que ela seja.
Minha variável apareceu em formato de ciclone em meio a vários ciclones que me habitam, mas ela atingiu um ponto incomum em mim: a ambição. E se eu dissesse que desde criança nunca senti apego a nada, talvez alguns não acreditassem.
Meus presentes de aniversário, eu costumava dar pras minhas primas porque eu as amava. Não é incomum eu tirar um livro da minha biblioteca e dar pra alguém que eu ame. É até ocasional... Não sou de ficar lutando pra reconquistar ex-namorados, ou ficantes... às vezes eu até me sinto uma pedra porque esqueço-os todos fácil demais... Acho que é justamente isso, até, que os faz demorar a me esquecer.
Mas essa variável, viu... Me fez querer de um jeito que eu nao sabia que era possível querer.
quarta-feira, março 25, 2009
terça-feira, março 24, 2009
Aceitando a boa sorte
O 10 de Ouros emerge do Tarot como arcano conselheiro para este momento de sua vida, Lays. A idéia deste arcano é clara: chegou o momento de gozar da boa fortuna, que resulta não da sorte, mas do esforço empreendido. Não se culpe por conseguir coisas que outras pessoas queridas não conseguiram. Não devemos nos medir pelos outros, mas aceitar o nosso próprio sucesso e fazer com que este sucesso sirva de exemplo para os demais. Saiba exercitar seu senso de abundância e você terá diversas oportunidades para distribuir generosidade pelo mundo, multiplicando a felicidade obtida. Há momento em que a sorte se manifesta. Aceite-a, simplesmente, sem culpas ou excesso de filosofias! Conselho: Multiplique a felicidade obtida.
que abundância? que felicidade? que porra de boa fortuna?
__
And deep beneath the rolling waves
In labyrinths of coral caves
The echo of a distant time
Comes willowing across the sand
And everything is green and submarine
And no-one called us to the land
dAnd no-one knows the wheres or whys
But something stirs and something tries
And starts to climb towards the light
Strangers passing in the street
By chance two separate glances meet
And I am you and what I see is me
And do I take you by the hand
And lead you through the land
And help me understand the best I can
And no-one calls us to move on
And no-one forces down our eyes
And no-one speaks and no-one tries
And no-one flies around the sun
Cloudless everyday you fall upon my waking eyes
inviting and inciting me to rise
And through the window in the wall
Come streaming in on sunlight wings
A million bright ambassadors of morning
And no-one sings me lullabies
And no-one makes me close my eyes
And so I throw the windows wide
And call to you across the sky
domingo, março 22, 2009
sexta-feira, março 20, 2009
olho para o céu, e vejo os raios solares tingirem a paisagem de tonalidades incandescentes. Não tenho nenhum pensamento estimulante nem lembro de algo importante.
Não tenho nada pra fazer, nada em que precise gastar meu tempo.
Vou no google e pesquiso 'trabaho independente'. Passo a vista rapidamente nos resultados da busca, e uma palavra dentre várias parece se destacar: informática. Minha ambição mais promissora no momento. Isso ou tento minha sorte na literatura. No Brasil? Quase soa como piada. Então..
Objetivo: Engenharia da Computação, Cefet. Ciências da Computação, UFC, Unicamp e UECE.
Tem um momento na vida de um ser humano - eu, mais precisamente - em que ele define metas e tenta alcançá-las, ou endoida.
Acho que eu prefiro a primeira alternativa.
Essa minha vida de escritora anônima de um blog desconhecido está longe de me alimentar, apesar de me entreter.
A partir de hoje, pretendo manter um diário de como venho dedicando meu tempo pra conseguir o que eu quero.
Cansei de auto-piedade, narcolepsia leve e DDA.
meu tempo vai ser cuidadosamente dividido entre muito esforço e um pouco de descanso, ao contrário do que eu venho tendo há tempos: férias forçadas e indefinidas.
quinta-feira, março 19, 2009
solidão?
Hoje eu tava dirigindo sozinha e pensando em como compreender e, consequentemente, descrever esse sentimento inconfundível pra quem sente.
Eu não posso dizer que não tenho amigos. Os tenho numa quantidade até meio incomum, dada a minha personalidade instável. Eu até chegaria a dizer que tenho sorte de poder contar com tantas pessoas, de receber tantas visitas inesperadas e sorridentes na minha porta, que nem simpatia esperam receber de volta.
Eu também não posso dizer que minha família não me apóia. Nunca recebi um não com que eu não pudesse lidar, nunca fui forçada a fazer algo que eu não quisesse e que poderia afetar meu futuro de forma irreversível, nunca me senti completamente desamparada. Quando eu mais precisei, alguem sempre esteve por perto pra me segurar quando eu bamboleasse, ou me consolar, caso eu caísse.
Já fui vítima de ruindade, mas isso até me ajudou a construir meu caráter de forma que me agrada em parte. Tenho que admitir que me tornei uma pessoa melhor, mesmo que não a que eu quis, por causa das coisas que eu sofri nas mãos de gente covarde quando era uma criança. Aprendi a ter um certo nível de sensibilidade, contrariando minha tendência à frieza.
Então, dito isso, porque ainda assim me sinto triste e sozinha quase o tempo inteiro?
Parece que tem uma parede entre mim e a maioria das pessoas. Parece que eu nunca consigo transmitir o que eu penso de forma clara e precisa, e por mais que todos estejam do meu lado, rindo comigo, conversando comigo, não estão realmente me compreendendo e vice-versa.
Um fator agravante é o fato de eu não conseguir me expressar direito, por causa do meu TDAH. Caralho, eu quero conversar, mas não consigo! Tudo se embaralha, fica emaranhado. Contudo, eu acho que até isso é contornável.
Bem... Recuperando a ponta da corda que eu deixei pendurada lá no começo: quando eu tava dirigindo, acabei por me achar numa profunda tristeza, aparentemente sem motivo nenhum. E não é uma tristeza com a qual eu possa batalhar. Não me agoniou, dessa vez. Não me fez perder a calma, nem a auto-estima. Simplesmente tomou conta do meu corpo, da minha alma, como se fizesse parte do mais íntimo do meu ser. E ela tinha um motivo: a bolha que me isola do mundo das outras pessoas.
Será que eu quero sentir isso? Será que inconscientemente eu me sinto melhor tendo uma razão pra me separar de todo mundo? Será que eu vou viver o resto da vida me sentindo um cacto na tundra?
Pelo amor de deus! Eu tenho uma mãe que me ama, apesar de às vezes ser um pouco fria. Tenho um pai, diferente de um monte de gente. Por mais que ele não esteja mais tão presente na minha vida, ele ainda tenta se fazer um pouco presente. Um mínimo...
Eu tenho um cachorro que me parece considerar a parte mais importante da vida dele, e pelo qual eu sinto um amor incondicional. Por mais que ele me machuque com as unhas dele quando vem pular em cima de mim, por mais que ele me babe toda, por mais que me morda, que me desobedeça pelo puro prazer da brincadeira (sério, ele tem um senso de humor muito mórbido e obscuro), eu não deixo de tê-lo como parte indissociável da nossa pequena família.
E, por fim, eu tenho amigos. Eles não são o que eu desejei. São mais, são melhores do que eu poderia querer. Por serem todos longes da perfeição, por terem o direito de me contradizer e de me criticar, eu os amo. Porque, também, eles me apóiam e me acompanham, erram e acertam nos próprios erros.
mel, igor, priscilla, louco, marivaldo, maomeh, taís, renata, raquel, rafael, luã, e outros não citados mas não menos importantes... Eu fico triste em saber que alguns deles vão se distanciar, ou já se distanciaram, mas eu sei que outros vão aparecer também.
Eu não tenho uma vida de burguesa, 5 estrelas, mas vivo bem. tenho as coisas materiais que eu preciso, não tenho muitas que eu queria, mas que são supérfluas, e ainda assim, tenho muitas muitas coisas que eu não preciso. Eu não passo fome, tenho um teto, tenho meus instrumentos, livros, tintas, canetas, bits de informações...
Tive amores profundos e paixões, e também acho que foram mais do que muita gente já teve. Nesse âmbito, não tenho muito do que reclamar, a não ser do deduzível: estar só faz você querer estar acompanhado, e estar com alguém te faz desejar a solidão e o espaço.
Acho que eu me reprimo um pouco, contudo, quanto à minha personalidade. Mas talvez seja melhor assim. Sou muito explosiva, e ímpar nas minhas convicções. De dentro de mim vazam, muito facilmente, defeitos de caráter que não consegui, ainda, superar. Afinal, tenho só 21 anos, caralho. Eu bem que poderia ser um prodígio, é verdade. Existe muita gente muito melhor que eu, em infinitos aspectos. Mas eu sou só uma pessoa comum. Então... Porque me culpar? O ser humano tem uma premissa básica: vai errar e acertar, invariavelmente, ao longo da vida. E todo acerto é confortador, mas todo erro é instrutor. Então, sempre tem uma vantagem em tudo, só é preciso achá-la.
Certo. Mas e agora?
O que eu faço quanto ao meu abismo?
Algumas pessoas dizem que solidao é não conhecer a si mesmo.
Outras dizem que é incurável, posto que é impossível transitar por mentes alheias.
Alguns, ainda, acham que é falta de amigos de verdade.
E há mais variantes pra essa pergunta. Muitas, de fato: falta de fé, excesso de timidez, uma qualidade, etc etc etc.
Eu, pessoalmente, concordo com as descrições da maioria das pessoas. Contudo, nenhuma delas parece trazer a essência dessa palavra ao mundo da lógica e da linguagem.
E todos parecem ter contornado astutamente a pergunta mais importante: porque me tornei solitário(a)?
merda de texto ta parecendo um coco desses de auto-ajuda.
eu sinto tudo isso, mas que assunto mais clichê.
e que jeito de escrever cú, ta parecendo um autor ruim que eu já li. tão ruim, de fato, que eu nem lembro o nome.
ahhhh mermão
esse post é só pra dizer uma coisa: lays, vai tomar no cú.
;P
merda. se eu não me conhecesse, eu diria que eu sou emo.
mas isso, é claro, é impossível, dada a qualidade inferior desse tipo de música.
vou ali ler um livrinho oitentista mo limpeza, de um cara que se salvou, esteticamente falando, dessa época: william gibson.
sábado, fevereiro 21, 2009
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Cores frias, luz difusa...
É como se soprasse uma brisa com cheiro de Jasmins, um arco-íris surgisse bem acima da minha cabeça, e o mar estivesse sob um chão de vidro onde eu estou sentada. Eu fecho os olhos e consigo ouvir uma música inimaginável por mentes humanas, tão complexa que me leva a um êxtase profundo e abençoado.
E eu só permaneço lá, escutando aquela música ressoar por todos os cantos do meu corpo.
na verdade, ela é o arco-íris e é o mar, é a luz do sol e as nuvens que o encobrem.
Enquanto eu estou lá, na minha cabine de vidro, começa a cair uma fina chuva, e o mar me embala num cochilo.
Então, minha cabine transparente começa a balançar com mais força e eu recobro a consciência num susto; a chuva começa a se avolumar, e o mar vai se tornando cada vez mais bravio. O arco-íris sumiu, o cheiro de jasmin foi obliterado pela maresia, e a música de repente se transforma em gemidos e gritos. O vidro começa a rachar; agora, há uma tempestade com muitos trovões e berros, que acabei de perceber que vêm de mim.
Minha cabine quebrou e eu caí no mar, cortada por alguns pedaços de vidro. As ondas me jogam aleatoriamente de um lado para outro, para cima e para baixo da superfície, e minhas lágrimas insignificantes se juntam às ondas implacáveis.
Meu consciente é obliterado pela falta de oxigênio.
domingo, fevereiro 15, 2009
terça-feira, fevereiro 10, 2009
control
Muito bem pensado... Preto e branco... Todos sempre falam baixinho... Dá pra sentir na própria pele a angústia que permeou a vida do cara.
Porque todos nós artistas temos que ser fodidos pra conseguir criar?
Pra essa pergunta eu, como tal, tenho até uma resposta. A arte derrama do exagero emocional no qual estamos acorrentados, para o bem alheio e para nosso próprio mal. E esse excesso alimenta os que têm carência de emoção, de sentimentos, de vida.
Antes de tudo, Ian era um escritor. Na minha opnião [suspeita] os escritores são os mais sensíveis, pois escrever é a arte que mais se aprofunda no entendimento do que quer que estejamos sentindo; é como uma refinação ou, talvez, uma matéria em estado bruto; como se música e pintura fossem interpretações secundárias, e as palavras, o cerne; as idéias. [é incrível como os opostos são próximos, como se fechassem círculos de situações]
Nosso grande mal, dos escritores, é refletir demais sobre todas as coisas. É repensar demais nossos próprios atos, depois de termo-nos deixado levar pelas nossas vontades sem querer pensar no futuro, e então percebendo a imperfeição gritante que nos é inerente.
E isso nos traz tanto arrependimento, que nossa existência chega ao limite do insuportável. E nos odiamos, e então temos que confessar a alguém, temos que nos justificar para nos livrarmos dessa culpa muitas vezes infundada. E não temos coragem de contar a ninguém, então nos sobra papel e caneta; teclado e monitor.
Ian era assim; se deixava levar pela vida como se dormisse, para finalmente se ver numa situação insuportável e acordar no mundo das consequências dos seus atos.
sábado, fevereiro 07, 2009
eu nunca me preocupei com a aparência de alguém em se tratando de relacionamentos, e isso eu posso garantir. sempre me apaixono pela alma das pessoas, pelo jeito delas, pela forma como elas falam, pelo que elas que sabem... pelo que elas são e pelo que representam.
Não tem nada mais cativante do que sensibilidade e carisma.
E essas pessoas insistem em aparências... E o que são aparencias? Nada.
Tudo bem que o exterior reflete o interior, mas isso é só nos detalhes; não é definitivo, e nem de perto o primordial.
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
música é diálogo, que vem do sentimento, e é sentimento.
e ver uma pessoa que na verdade é pura música simplesmente me conquista imediatamente.
sabe olhar nos olhos de alguém e não aguentar penetrar em tal profundidade, e ao mesmo tempo querer prescrutar cada ínfima fração de tal vastidão?
é isso.. paixão é um paradoxo. é o atrair e o repelir, o querer e o apavorar, é um misto de aproximar e afastar.
é....... você, doce ser, que me apareceu inesperadamente, e já não é mais. [intransitivo, mesmo]
sabe.. eu queria falar tanto, exprimir tantas coisas, transmitir tantas outras... eu queria saber 'metaforizar', traduzir meus sentimentos em expressões artísticas, pra eu poder gritar toda a imensidão que me corrói como maresia perto de ferro.
ê laiá
e ainda falta tanta sutileza nesses discursos... que eu quero é ver como vão ficar.
ponto final
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor
Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Medo... que dá medo do medo que dá
é um misto de nostalgia de algo que nunca aconteceu
e saudades de alguém que não conheci...
às vezes eu percebo minha estranheza introspecta, meu medo não admitido, minha desconfiança despropositada
e queria tanto me livrar dessas coisas
quanto tempo mais vai demorar pra eu conseguir?
é incrível como uma coisa que me foi incutida enquanto criança continua a me atormentar em quase todos os momentos da minha vida...
mas eu vou lutando contra isso, aos pouquinhos, lavando minha alma... Me recusando a aceitar o fato de eu ser assim, tenho uma maior possibilidade de mudar.
E o que é o ser humano além de um aglomerado de energia em movimento, em mutação?
Correu uma brisa fria agora, um sopro de vida, um carinho sem origem. E fico agradecida de ser testemunha de tal manifestação natural, pois ela me fez lembrar da imprevisibilidade dos caminhos... Acho que somos mais carregados pelos nossos destinos que donos dele. Nós, tão pequeninos, não conseguimos lutar contra a entropia e a lei de murphy.
eu, tão pequenina, não consigo lutar contra os meus sentimentos... É como se alguma coisa estivesse na iminência de acontecer, e o tempo todo eu estivesse esperando por ela. Essa nostalgia, essas saudades, parecem isso, mais profundamente... Como uma espera de algo.
que eu sei que vai chegar.
tralala
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Abstração prática
Sabe quando tem uma constante que de repente já não é mais uma constante, mas sim uma eterna transformação de si mesmo? Isso é atingir a prática da lei cósmica.
O próprio tempo implica em mutação, e correr contra isso só obstrui os caminhos, quer sejam estradas, almas, energias... Reter energia sobrecarrega um ser humano, e ele acaba com tantos kilos de pressão que acaba explodindo.
Sei lá... Acho que a vida é um fluxo interminável de trocas. Você deixa uma coisa ir, recebe uma coisa, mas continua plácido, como as águas de um rio. Em constante movimento, mas ao mesmo tempo, inerte. Você flui pelo mundo, e deixa tudo o que é vivo fluir através de você.
Uma perfeita sintonia... Como música. Como aquela música: samba de uma nota só. E quase todas as outras... Voando por todas as notas, mas elas são só consequências, e fazem parte do mesmo campo harmônico; é uma nota só, na verdade. E é assim com tudo o mais... As pessoas são diferentes nos detalhes, mas são iguais. Fazem parte de uma mesma coisa... São uma mesma coisa, integrados uns com os outros.
E como é fácil esquecer isso, e como é triste esquecer isso...
E um beijo de luz pra todos nós, seres vivos, mutantes, belos e inquietos, limitados pela cultura da morte, do fim acíclico... Ou não.
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
sábado, janeiro 31, 2009
1) foda-se
agora que eu finalmente percebi, depois de 21 anos e um pouquinho, que eu não tenho futuro como sociável, agradável, comunicadora, simpática e bem humorada, vou só enfiar a cara nos livros e mudar completamente de vida.
beijos
tchau
ps. I'll always remember to forget about you.
pps. e olhe que o seu Yutaka tinha me avisado..
Mas eu ouvi?
Nãããoo!
E porquê?
Porque só se aprende vivendo!
gotcha!
terça-feira, janeiro 27, 2009
domingo, janeiro 25, 2009
3) uma alegria na minha vida solitária
claro que parei lá pra olhar uns filmes do Pasolini que eu queria alugar. nãão.. na verdade, foi pra secar aquela mulher!
enfim... ela foi embora andando do jeito mais sexy do mundo (scoooooooore! #10002) com aquele cabelo balançando (scoooooore! #10003) e eu fui alugar meu filme
e meu deus!
quano ela passou, ela ficou me olhando! hehehehe
nem preciso mais contar os pontos neh...
eentãão, eu peguei o meu filme do pasolini e fui no caixa alugar o filme
e quem era que estava me olhando de longe?!
e olhe que eu sou feia.
ela deve ter sentido a quimica batendo.
enfim.
acabou minha tpm, minha menstruação ta no fim, finalmente
vou poder ir treinar de novo
e to aqu iescutando musica alta
cheia de felicidades vazias e pensamentos rasos
felizz felizz
:D
eu queria ficar assim pra sempre, pq pensar demais me torna inteligente, mas me deixa muito deprimida.
enfim...
sexta-feira, janeiro 23, 2009
-interlúdio-
tem um dia que por mais lindo que ele seja
ou insignificante(?!)
viver dói.
acho que eu nunca consegui me recuperar completamente...
Porque será que eu não consigo deixar isso ir embora de mim?!
Porque será que essa bosta vez por outra me tortura?!
ble..
:)
4) Musica
Sou do tipo de pessoa que quando sente um grave no peito grita "caralho!" e vai correndo descobrir que musica é, caso não saiba, e que se arrepia quando a letra é muito foda.
Por causa de música, aprendi ingês.
Aprender uma língua escutando música... Não pode ter sido pouca música, isso eu posso garantir.
E quando eu toco...
Quando eu toco parece que o mundo se dissolve sob meus pés q ficam batendo e sacodindo.
e eu finalmente encontro a calma que eu tanto preciso
quando eu nao erro, claro
hehe
: )
e é uma coisa tão boa ser capaz
ah.. nao consigo expressar nem 1% do que eu sinto ...
só fazendo, mesmo
lalala!
:)
quinta-feira, janeiro 22, 2009
5) Plastico
Era do Plástico?!
=)
Até a comida é de plástico...
E sabe quais são as maiores vantagens do plástico!?
Descartável e não bio degradável!
oh yeah!
Ainda bem que existem milhares de lixões onde podemos dispensar nosso plástico, não é mesmo?!
:)
quarta-feira, janeiro 21, 2009
6) Pais
vocês me decepcionam constantemente.
me ensinam uma coisa e, no momento seguinte, me repreendem por seguir suas idéias.
Não tem como eu ser boa o suficiente, neh...
Não tem como atingir suas expectativas mesmo...
Pra vocês, sou só um troféu a ser mostrado, mais uma hipocrisia a ser vivida...
Mas quando estamos sós, nada é como no conto de fadas que vocês inventam pros outros.
=)
7) grades
tudo o que tem a possibilidade de ser hábito, de deixar de se tornar novo...
acho que eu vivo pelo que eu não conheço
e quando julgo conhecer, ou me canso, ou provavelmente os dois, vôo longe
qualquer coisa que possua grades, fronteiras, limites ou coleiras, me deixam... na falta de outra palavra.. apavorada. Odeio até ter que prender meu cachorro. Por mim, ele viveria passeando por onde quisesse, conhecendo o lado bom do mundo e correndo feliz no meio da grama. Só que tem muita crueldade no mundo, e eu não posso deixar ele passar por coisas ruins. Só posso dar meu lado bom pra ele, e cuidar dele, e amá-lo como toda criatura viva merece.
Por mim, eu viveria ao ar livre, de preferência em Fernando de Noronha.. hehe... Vendo os golfinhos no mar, e mergulhando pra ver os corais... Um dos melhroes lugares q eu jah vi na vida.
mas enfim... tanta coisa nos impede de fazer oque queremos..
acho que fugir é meu dispositivo inconsciente de defesa.
sei lá porque eu nasci assim...
acho que eu tenho asas, mesmo
e saio voando quando preciso enfrentar alguma coisa.
vou embora e espero passar...
acho até melhor assim. odeio conflitos, tenho uns traumas de coisas das quais não pude fugir, e agora... que tenho minhas próprias pernas - na medida do possível - saio andando e deixo o mundo explodir sem mim : )
odeio paredes, muros, grades, cercas, exigências, obrigações, hábitos, constância, estagnação.
quero ver tudo o que há pra ver, e conhecer tudo o que a natureza pôde conceber, todos os sentimentos que os seres humanos são capazes de sentir e, mais importante, como eles o sentem.
quero conseguir ler tudo, e sair em busca de mais histórias.
quero ser um espírito livre, sem preocupações, sem amarras...
quero só passear por aí e sorrir, ver a vida crescendo em todos os cantos, ver vários sóis, várias luas, e poder voar por entre as infinitas estrelas.
não quero muito dinheiro, nem muitos luxos... quero só poder fazer o que eu quiser na hora em que eu quiser, viajar pelo mundo inteiro, falar várias línguas e ganhar abraços calorosos...
quero sair de bicicleta um dia e passar 5 anos fora viajando por todo canto desse Brasil lindo.
e depois quando eu voltar, quero sair e passar mais dez anos visitando todos os outros cantos do mundo. sem voltar...
e quando eu finalmente voltar, com uns 3 filhos, quero deitar numa rede numa casa de praia onde vou morar (claro, em Fernando de Noronha) e contar pros meus filhos tudo o que eu fiz da vida, e vou escrever sobre tudo o que vi e senti que foi bom e que tenha algo a acrescentar na vida de alguém.
e essa é a minha ambição de vida, como quero passar meus dias. Tocando sempre, escrevendo sempre, criando coisas lindas e vivas, sentindo coisas lindas, e agindo de forma a nunca maltratar nada nem ninguém. Pena que as minhas intenções, por melhores que sejam, sempre acabam causando algum mal.
segunda-feira, janeiro 19, 2009
8)o processo evolutivo é uma constante, mas há inconstâncias e constâncias menores dentro dele
então...
só pra finalizar, vou dizer a maior constância: a dúvida
:D
domingo, janeiro 18, 2009
9) como o ser humano eh o mais abominavel dos animais
baleia jubarteviva a fotossíntese!
Nossas casas, nossas roupas, nossas ruas
são mortas.
não aguentamos dividir espaço com coisas orgânicas.
areia é sujeira, minhoca é nojento.
micróbios, ratos, baratas... nós os criamos nojentos assim.
nós os cultivamos, e tentamos incessantemente elimina-los da nossa vida.
sentamos em árvores mortas, usamos marfim como jóias
e reclamam de casaco de pele como se fosse uma coisa abominável
deveríamos parar de comer carne
e parar com essa paranóia de tudo esterilizado, estéril.
quem dera eu pudesse - talvez até devesse - morar na floresta, comer goiabas sob a sombra de um grande carvalho, dormir no macio do chão, vendo lindas cobras e pequenos animais silvestres passando a centímetros de mim, enquanto eu me mantesse imóvel, inofensiva.
não sei como o ser humano ousa ter medo de outros animais, apesar de precisar ter medo de sua própria espécie, e com razão.
na verdade, ate sei. temos medo do que somos, e nos vemos refletidos em tudo que tenha a capacidade de nos fazer mal. A gente não percebe que somos os únicos capazes de fazer mal só porque podemos...
e o que merecemos?
carros, casas, tudo limpo, tudo lindo... tudo organizado. pisando no chão de madeira que um dia foi vivo, comendo um ser que um dia respirou, e cuja única pretensão era continuar respirando, em sua inocente humildade.
Um dia me falaram que árvores são seres superiores, e acredito nisso, apesar de o meu julgamento pouco importar a elas. Pois até os outros animais e insetos, moluscos e etcetera, não vivem de um jeito tão puro e imaculado: se alimentando na medida em que produzem alimento para todos os outros; transformando energia solar e água em matéria orgânica.
pobres de nós, seres humanos, 'no topo da cadeia alimentar'... mal sabemos que estamos num nivel abaixo da mais desprezivel das criaturas, rasgando tudo o que vive com nosso suposto raciocínio superior.
e olha a pretensão humana: todas as outras coisas vivas foram criadas por 'deus' para ao homem servir, e este foi criado à imagem e semelhança de deus para ter algo igual a ele para 'governar' o mundo.
até parece que temos mais direito de viver que tudo o mais que é vivo...
_|_
e findo minhas palavras com um simples: seres humanos de merda!
sábado, janeiro 17, 2009
10) como minha existência é desviada por pormenores mundanos
desvio: diversão vazia - sinuca, amigos de farra, sair TODO DIA
me impede de ler, tocar, etc etc.
solução: sumir dos círculos sociais.
hoje eu vi..............
coisas que não me trazem nada muito bom.
na verdade, não me trazem nada. esse é o problema.
qual o sentido de conhecer 1500 pessoas, sair pra 5 lugares diferentes numa noite, ganhar 1000 partidas de sinuca?
eu não quero amigo de bar. quero amigo pra fazer as coisas que eu gosto de fazer, pra me acompanhar na música, pra me indicar bons livros, pra comentar quadrinhos... amigos com quem eu nem sinta vontade de falar sobre pessoas e saídas e álcool...
fodam-se todas essas merdas. a partir de hoje, DESISTI.
não vou mais sair à noite pra ficar falando merda com gente que eu nem conheço direito.
vou frequentar outro tipo de lugar, e se não tiver, vou fazer um.
e pronto.
e eu espero que eu não esqueça isso.
;P
sexta-feira, janeiro 16, 2009
tem um grupo
e tem os antagonistas
pessoas diferentes que são desprezadas
porque eh que eu faço essa merda acontecer?
mah, tah certo que tem gente chata no mundo
mas... porra...
ao invés de excluir acho que tem que rolar a paciência de mostrar
o caminho certo...
da não chatice
sei la
porra odeio quando penso uma coisa
e acabo agindo do jeito contrario..
quando quebro meus ideiais..
resumindo: quando sou hipócrita.
sim, sou hipócrita. infelizmente é verdade
o ser humano o é.
pelo menos disso eu sei.
porque pensar é uma coisa
mas sentir... sentir faz você agir sem pensar, e o ser humano é condenado a seus sentimentos... a tê-los, a realizá-los, a rejeitá-los e abraçá-los.
quinta-feira, janeiro 15, 2009
quarta-feira, janeiro 14, 2009
na minha
quieta e indecisa
fumando um cigarro
colecionando experiências
aí você explodiu na minha vida
rindo e me divertindo
com seu samba de língua
sua sinuca e seu violão
dizendo coisas em silêncio
roubando meu abraço
e completando meu beijo
com seu beijo
me tirou da minha calma indiferença
desse mundo preto e branco
balançou minha vida
de um jeito absurdo
tenho uma balinha de menta
aqui pra te dar
maldade sua, que viajou
uma hora dessas!
ah, menina
volta logo daí
que não sei porque
quero te ter
mais que um dia
mais que uma noite
te quero enquanto o tempo me disser
que eu te quero.
terça-feira, janeiro 13, 2009
segunda-feira, janeiro 12, 2009
Palmares 1999
Natiruts
Composição: Indisponível
A cultura e o folclore são meusMas os livros foi você quem escreveu
Quem garante que palmares se entregou
Quem garante que Zumbi você matou
Perseguidos sem direitos nem escolas
Como podiam registrar as suas glórias
Nossa memória foi contada por vocês
E é julgada verdadeira como a própria lei
Por isso temos registrados em toda história
Uma mísera parte de nossas vitórias
É por isso que não temos sopa na colher
E sim anjinhos pra dizer que o lado mal é o candomblé
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A influência dos homens bons deixou a todos ver
Que omissão total ou não
Deixa os seus valores longe de você
Então despreza a flor zulu
Sonha em ser pop na zona sul
Por favor não entenda assim
Procure o seu valor ou será o seu fim
Por isso corre pelo mundo sem jamais se encontrar
Procura as vias do passado no espelho mas não vê
E apesar de ter criado o toque do agogô
Fica de fora dos cordões do carnaval de salvador
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
ô música linda viu..
me arrepio toda quando escuto.
letra sensacional
baixo FUDIDO
e batida do coração...
domingo, janeiro 11, 2009

uma nostalgia.
a consicência dos julgamentos errôneos que cercam quem fala de menos - e quem fala demais.
Hoje: um dia borrado.
um dia de vento que conta segredos que eu não queria saber de jeito nenhum
segredos obscuros, que residem no inconsciente de muitas pessoas.
Hoje: nasceu uma nova bolha no meu diafragma
que parece piche
corroendo, se espalhando
inventando histórias que até agora eu não consigo esquecer
Hoje, só hoje
vou me permitir.
vou, também, jogar segredos ao vento e deixar ele carregá-los por entre os prédios, por trás das paredes e através das pessoas.
que é pra elas ouvirem, e com eles se identificarem.
Porque, no final das contas, tudo o que conta é seu próprio julgamento, e palavras machucam mas não matam. Elas mostram um painel de realidade, e o mestre sabe ler os fatos quando ouve mentiras e quando ouve verdades.
Estúpidos de nós, que enganamos a nós mesmos porque não conseguimos lidar com a realidade. Que vemos o dinheiro corromper almas, e pessoas sugarem pessoas, e desrespeitarem as formas de vida. Que matamos e morremos por coisas insignificantes, que fazemos guerra desnecessariamente.
O ser humano tem a necessidade urgente de aprender a usar o raciocínio que lhe foi concedido.
revolucionários são altruístas porque não conseguem lidar consigo mesmos
egoístas estão sempre certos - no mundo deles
quem não quer ser é, e quem quer não é.
é como o tímido, que grita pra não ser descoberto
e o extrovertido, que é calado pra não dar uma de esperto
e eu, que realmente sou uma pessoa perdida nesse mundo, sem saber pra que lado correr, sem saber porque estou aqui, sem conseguir entender porque escondemos nossas vontades e fingimos que não as temos, sem entender porque somos hipócritas, tento ser sincera e percebo que não consigo porque isso é assustador - para os outros.
realmente sou uma pessoa estranha, como dizem.
mas não do jeito que pensam.
eu não sou um ser especial ou diferente. simplesmente vejo a estranheza mascarada de todos os outros, e sou descuidada com a minha.
simplesmente canso de máscaras, e canso e palavras, e desse abismo que separa todo mundo.
eu li um negócio num carro que dizia assim: "só jesus é verdadeiro. cuidado"
uma coisa assim...
e na hora eu ri.
mas depois, pensei...
realmente, só um personagem criado pelo ser humano (NÃO estou dizendo que ele não existiu, apenas tenho certeza que a história corrompeu os fatos, como sempre fez) poderia ser verdadeiro.
Porque as palavras não ditas, as mentirinhas pequenas, entalam na garganta. E elas existem em todo mundo. E entre as pessoas, há um misto de amor e ódio, que são separados por uma fronteira tênue e desconexa.
e é por isso que eu não consigo ser uma pessoa leve e feliz.
porque me é exigido um comportamento que eu não estou disposta a ter, e se eu me rebelo, é um auê. Meu deus do céu, só quer ser a estranha, só quer ser a adolescente rebelde.
Primeiro, que faz muito tempo que eu não sou adolescente. Infelizmente, tive que atingir um grau de maturidade, por causa das coisas pelas quais passei, que muita gente muito mias velha nunca vai ter.
e o julgamento? o grande guia das relações interpessoais?
quem é que pode julgar?
quem entende o outro?
ninguém.
tentamos interpretar o outro através do nosso universo. Nunca vamos saber quais são todas as cores de alguém.
impressões marcam, criam imagens, mas quase ninguém percebe que tudo é fluido. mutável. incerto. injulgável.
em nossa pequenez, não temos uma visão ampla. somos cegos a tantas coisas que chega a doer...
um dia me chamaram de Mestra, e não só uma vez. sou considerada mestra em aprender, por alguma coisa maior que eu. Mas minha maestria vem da minha consciência de que sou completamente ignorante e imperfeita, e meu talento vem da minha angústia em ver quanto caminho eu ainda preciso trilhar para conseguir fazer qualquer coisa do jeito certo. O que chamam de sorte, eu chamo de peso. Eu queria ser simplesmente uma árvore que não pudesse ser tocada pelas mãos de pessoa nenhuma. Sem raciocínio, sem necessidades, sem sentimentos. Simplesmente existir porque existo, e Ser porque nasci. Ou, ao menos, uma pessoa incapaz de pensar todas as coisas que eu penso, que enquanto me ensinam, me torturam.
Assim, eu não precisaria fumar mais um cigarro cheio de alívio, nem precisaria beijar mais uma boca cheia de humanidade.
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Miojo à lá carbonê
com chá de oolong.
Primeiro esquente água o suficiente para um copo de chá e um miojo.
Separe a água do chá numa xícara - de chá.. hehe -,
coloque o saquinho de Oolong dentro e tampe com um pires.
Cozinhe o miojo em água fervente por três minutos
Separe um pouco da água e misture o tempero do miojo a ela
seque o miojo e o refogue na manteiga e no alho
junte a água com o tempero ao miojo refogado
adicione duas colheres de sopa rasas de creme de leite,
uma colher de sopa de creme de cebola
shoyu a gosto.
agr, coma o miojo com o chá. (sem açúcar, pelamodideus)
: )
terça-feira, janeiro 06, 2009
com um zippo
e ele tinha gosto de campinas
o amargo sabor do cigarro com o aroma doce do fluido.
foi assim...
um paradoxo (eu adoro essa palavra) sensacional e aterrorizante
e que merda
jah sou exagerada de novo.
que merda de círculo ridículo é esse!
eu sou alguem que muda periodicamente, fase a fase, e no fim, volto ao ponto de partida.
que coisa mais chata.
acho que vou eh deixar de me importar se sou de tal jeito
ou se sou de outro
e...
adeus.
vou ser ridicula como eu for
mas vou ser eu, quase inflexível. que é pra não ter perigo de eu poder me arrepender!
ser gada, mas ser gada de peito aberto
hehe..
eu hein.
que saco, eu repito...
é...
a vida é dura.
musica do Jorge Ben
"Por causa de você, menina"
Por causa de você bate em meu peito
Baixinho, quase calado
Coração apaixonado por você
Menina... Menina que não sabe quem eu sou
Menina que não conhece o meu amor
Pois você passa e não me olha
Mas eu olho pra você
Você não me diz nada
Mas eu digo pra você
Você por mim não chora
Mas eu choro por você(2x)
Pois você passa e não me olha
Mas eu olho pra você
Você não me diz nada
Mas eu digo pra você
Você por mim não chora
Mas eu choro por você(2x)
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