eu queria... the l word agora.
:)
quarta-feira, janeiro 06, 2010
quarta-feira, dezembro 09, 2009
resumos e analises
Buñuel
Cinema: Instrumento de Poesia.
O Cinema é, para Buñuel, um instrumento de libertação mental, de subversão da realidade, ao mesmo tempo em que amplia essa realidade, com o uso de símbolos do subconsciente, para retratar melhor emoções.
Nele há a maior desproporção entre possibilidade e realização de todas as artes. O cinema é mal explorado, de acordo com Buñuel, pela maioria de seus realizadores, que insistem em meramente reproduzir a realidade tal como ela é, usando temas pobres e já muito explorados.
O cinema proporciona um habitat psíquico que resulta numa profunda imersão do espectador na obra cinematográfica, mas “as telas se comprazem no vazio moral e intelectual”, ao invés de explorar temas subversivos e que causem reflexão da condição humana. Ele diz que “uma pessoa de cultura mediana desprezaria qualquer livro que contivesse um dos argumentos que são apresentados nos principais filmes. Entretanto, confortavelmente instalada numa sala escura, fascinada pela luz e pelo movimento que exercem sobre ela um poder quase hipnótico, seduzida pelo interesse do rosto humano e das fulgurantes mudanças de lugar, essa mesma pessoa quase culta, aceita placidamente os temas mais desprestigiados.”
Ao invés de nos fazer refletir, os cineastas evitam temas polêmicos para nos fazer esquecer “as horas de trabalho”, e usando temas que seriam o prolongamento da nossa vida comum, primando pelo nosso conforto intelectual, em contraponto à nossa reflexão crítica.
Buñuel diz, também, que o bom cinema é raramente visto na lista dos sucessos de público e de crítica. Diz ele que “a essência cinematográfica brota insolitamente de um filme medíocre, de uma comédia bufa ou de um folhetim tosco.”
Também diz que “em todo filme a poesia cinematográfica luta para vir à tona e se manifestar”, ou seja, na maioria dos filmes há pelo menos um momento em que aparece alguma poesia, e que só valem a pena os mesmos cinco minutos de um filme considerado muito bom e outro considerado muito ruim.
Por imergir o espectador em seu mundo, em sua diegese, induzindo emoções mesmo que passageiras, o cinema é uma arma poderosa nas mãos de um espírito livre. Ele tem a capacidade de inspirar um sentimento passional em qualquer âmbito, seja político, seja artístico, ou qualquer outro.
“O cinema parece ter sido inventado para expressar a vida subconsciente, tão profundamente presente na poesia; porém, quase nunca é usado com esse propósito.”
Buñuel, ainda, faz uma crítica ao neo-realismo: diz que suas únicas contribuições foram enriquecer a linguagem do cinema e ter elevado o quotidiano ao nível do drama, citando uma cena do filme “Umberto D”, que mostra dez minutos do cotidiano de uma empregada doméstica, e de forma que cause curiosidade e suspense por parte do espectador.
Ele fala que o neo-realismo nada fez além de recortar pedaços de situações reais e corriqueiras e montá-las em filmes que retratam uma realidade incompleta e racional, “absolutamente desprovida de poesia, mistério e tudo o que completa e amplia a realidade tangível”, excetuando o filme “Ladrões de Bicicleta”.
“O fantástico não existe, tudo é real”, eis uma frase que resume o que Buñuel quis retratar em seu texto. Para ele, o cinema deve ampliar a realidade, a explicar metaforicamente, mas com o propósito de retratá-la com mais precisão, e não dissolvê-la na incompreensão.
Ele diz que luta por um cinema que “me dará um visão integral da realidade, ampliará meu conhecimento das coisas e dos seres e me abrirá o mundo maravilhoso do desconhecido, de tudo o que eu não encontro no jornal nem na rua.”
Edgard Morin
Inclusão: verdade da literatura.
Morin fala que o conhecimento científico específico limita o ser humano em partes, se contrapondo a todo o universo que ele é. A literatura, por outro lado, comporta todas as dimensões humanas, o tratando como algo complexo, de muitas facetas.
A ciência determinista o vê como uma máquina trivial, um objeto a ser dissecado. A literatura vê o conjunto, e como ele se comporta no meio. Ela usa a linguagem da vida, pois a retrata.
Ao contrário da ciência determinista, ela é abrangente e subjetiva. Ela aborda o humano em sua complexidade, principalmente, e também em sua personalidade e subjetividade. Ela, também, mostra uma visão compreensiva do ser humano considerado “desprezível”, explica sua condição marginalizada.
O entendimento do homem como um ser complexo, completo, é importante porque a ciência o vê como um ser prosaico, mutilado, e esquece do principal: sua relação com a demência, com a loucura.
Homo sapiens
“Não existe uma razão pura, abstrata. Sempre há a participação da emoção na razão. O homem não consegue se dissociar da razão.”
Emoção >> paixão >> delírio >> loucura
Loucura é o problema central do homem (sobretudo do homem e um pouco da mulher)
Poder, ambição, jogo, ciúme são coisas que causam loucura no ser humano. Esses são os temas de grandes obras.
Homo faber
O homem como trabalhador. Nessa definição, esquece-se do homem com imaginário, com sonhos, com mitos. Nela, esquece-se que ele necessita desse imaginário, da novela, para ver sua própria realidade.
As grandes obras-primas criam mitos que fracassam com a criação das forças desenfreadas de destruição.
Homo economicus
O ser humano como apenas um desenvolvedor de negócios com fins lucrativos,uma das necessidades do homem no mundo moderno
A riqueza da literatura é juntar a linguagem lógica racional com a analógico-simbólica. Ela une o indivíduo com a sociedade. Ela inclui o invisível da sociologia, a pessoalidade. Mostra sua imprevisibilidade.
Adorno: “A literatura é, em si mesma, conhecimento do homem, da sociedade, não o instrumento aplicado de uma psicologia ou de uma sociologia.” Ela inclui o invisível da sociologia, a pessoalidade. Mostra o indivíduo humano, com sua complexidade, exige a imprevisibilidade de alguns atos humanos. Mostra a instabilidade da personagem(sua multiplicidade interior: mentir pra si mesmo).
A literatura mostra que cada pessoa é um cosmos de sonhos, de desejos... única e rica, mesmo que aparentemente vazia e frívola.
A realidade vista de fora a torna mais suportável, pois nos desliga da nossa, ao mesmo tempo em que nos dá uma visão mais objetiva dela. Nos faz ter uma visão mais abrangente da mesma, pois nos faz vê-la de um outro ângulo.
Morin fala que ir às salas de cinema é um paradoxo, porque nos desligamos da realidade, mas de um jeito muito singular. Nós nos desligamos da nossa realidade, mas submergimos em outra, conhecendo um novo universo quase como se fosse nosso. “despertos, dormimos”, de acordo com Heráclito, o que sintetiza tanto o fato de “dormirmos” quando estamos observando alguma obra ficcional quanto o fato de estarmos “dormindo” na nossa própria realidade, sempre semi-conscientes.
Na medida em que a novela dá uma forma mais impessoal à intimidade humana por meio da ficção, ela transforma tragédias em arte, em conhecimento. Ficção, novela, teatro, faz com que os seres humanos compreendam um ao outro.
“Tornamo-nos humanos com a inclusão dos excluídos.”
Todas as formas de arte provocam o subjetivismo da nossa mente, estados poéticos, porém temporários. Depois nossa mente volta ao estado normal. Por isso a arte deve ser uma constante em nossas vidas, pois elas nos alimentam de algo finito, que nos causa fome depois.
“Em todas as obras-primas, eu repito, há um cosmos, uma riqueza multidimensional de sensibilidade, de conhecimento e, também, de pensamento.” E em todos os campos artísticos: música, pintura, cinema, literatura... Todas mostram o universo mental do artista que as criou, idéias novas, polêmicas, que geram reflexão.
Glauber Rocha
Eztetyka da Fome
De acordo com Glauber Rocha, os países desenvolvidos têm uma fome pelo primitivo, pela miséria, mas não de uma forma positiva. É uma mera curiosidade pelo exótico. E nem o homem do mundo subdesenvolvido mostra intrinsecamente essa miséria(por vergonha), nem o homem o europeu a compreende profundamente(por descaso).
No Brasil, a arte atrai o interesse do europeu na medida em que mata sua sede de primitivismo. Além disso, ela é limitada, de certa forma, pois os artistas tendem a tentar copiar uma estética falida e vazia, da arte clássica. Eles tentam fazer reproduções, coisas inspiradas naquilo, mas sai uma coisa grotesca e sem o menor sentido. Arte, para Glauber, é algo a subverter a mente humana, a passar uma mensagem, a chocar.
Em sua colonização de exploração, a América Latina desenvolveu problemas sociais de desigualdade, principalmente, e dependência dos países colonizadores, o que até hoje em dia ainda ocorre, caracterizando-a. A única coisa que muda, diz Glauber, é a forma do colonialismo. Antes, de Portugal. Atualmente, da América do Norte.
Essa condição, diz Glauber, “nos levou ao raquitismo filosófico e à impotência, o que no primeiro caso gerou a esterilidade e no segundo caso a histeria.”
Esterilidade: exatamente o ponto da arte clássica falida que as pessoas tentam reproduzir. Reprodução fiel de coisas, vazias, sem significado, mortas. O mesmo que Buñuel fala. No cinema, histórias medíocres. Nas artes plásticas, paisagens levemente belas. “Artistas que não despertaram do ideal estético adolescente”, que geram todo um mercado e grandes nomes do vazio “artístico”.
Histeria: a indignação social provoca arte intensa, cheia de sentimentos, mas com pouca mensagem, o que gera a compreensão não pelo discurso eloqüente, mas pelo paternalismo colonizador, de uma forma indigna, sentindo pena e vendo como um ser inferior que merece cuidado, e não respeito.
Daí o cinema novo surgir de uma forma original: mostra a fome latina, suas dores, seus conflitos, de uma forma humanizada a tal ponto que é sentida pelo espectador por meio da imersão do consciente no cinema.
Tendo sido criticado pelo governo, pois mostra uma realidade crua, feia, de personagens semimortos de fome, comendo qualquer coisa pra sobreviver, se revoltando contra um sistema cruel, escravista, ou meramente sofrendo dentro dele. “Para o europeu, é um estranho surrealismo tropical. Para o brasileiro é uma vergonha nacional. Ele não come, mas tem vergonha de dizer isto; e, sobretudo, não sabe de onde vem esta fome. [...] Somente uma cultura da fome, minando suas próprias estruturas, pode superar-se qualitativamente: e a mais nobre manifestação da fome é a violência.”
Para o cinema novo, o comportamento de uma pessoa que passa fome é a violência, e isso não é primitivismo, é instinto. É revolucionário na medida em que conscientiza o colonizador da existência do colonizado, que mostra uma existência miserável profunda, dolorosa, não mais mascarada de “vida simples, mas feliz”.
O cinema novo existe para mostrar a realidade, “para enfrentar os padrões hipócritas e policialescos da censura”. Qualquer pessoa pode fazer um filme assim, desde que esteja disposto a romper com as convenções e limites impostos pela sociedade às manifestações artísticas, saindo desse padrão de beleza vazia e adentrando no campo da reflexão, da revolta, da subversão.
“O cinema novo se marginaliza da indústria porque o compromisso do cinema industrial é com a mentira e com a exploração. A integração econômica e industrial do cinema novo depende da liberdade da América Latina”, visto que ela luta exatamente contra o não marginal, contra o convencional, contra o “certo”, e pela liberdade.
Pontos convergentes entre os textos:
Os três textos falam sobre o cinema e as artes em geral como formas de protesto, de revolução, de busca pela liberdade em todos os âmbitos. Como um instrumento de luta pelos ideais em que o artista acredita. Outro ponto em comum, que é um desenvolvimento dessa primeira idéia, é a de que a arte sem poesia, sem uma idéia a ser passada, acaba por entorpecer o espectador, não lhe faz pensar, refletir, ver seus problemas e sua vida de uma forma mais ampla. É uma forma de negar conhecimento, novas idéias, na medida em que você lhe mostra algo que não soma nada à sua vida.
Outro ponto em comum dos três textos é o fato de eles dizerem que a arte convencional, acadêmica, tem pouca probabilidade de trazer algo positivo às nossas vidas, de trazer algo que realmente importe.
-censura:
Os três textos falam também sobre mostrar o homem marginalizado, desprezado pela elite, como uma forma de melhor compreendê-lo, ver suas facetas, ver que ele também é um ser humano, e isso traz compreensão entre as pessoas.
Morin e Bunuel: Poesia
Pontos divergentes entre os textos:
Glauber é mais político e menos poético. Ele vê a importância maior nos fatores sociais.é claro que sem esquecer da sensibilidade e subjetividade do cinema,mas com outro foco,mais localizado nas relações sociais.Não se pode esquecer que são diferentes períodos e realidades entre os dois textos
A diferença primordial entre os três textos, mais espeficicamente Buñuel-Morin e Glauber Rocha é que Glauber é mais político, e vê a transformação das mentes humanas a partir do cinema como uma coisa mais revolucionária, social, mesmo, enquanto os outros dois vêem essa transformação, essa subversão, de forma mais subjetiva. Isso acontece porque a situação política e social de Buñuel e Glauber é completamente diferente. Um vem de um país desenvolvido, com idéias menos políticas, apesar de tão revolucionárias o quanto, enquanto o outro vem da miséria da fome sertaneja, das minorias, e quer mudar a situação política do país.
Cinema: Instrumento de Poesia.
O Cinema é, para Buñuel, um instrumento de libertação mental, de subversão da realidade, ao mesmo tempo em que amplia essa realidade, com o uso de símbolos do subconsciente, para retratar melhor emoções.
Nele há a maior desproporção entre possibilidade e realização de todas as artes. O cinema é mal explorado, de acordo com Buñuel, pela maioria de seus realizadores, que insistem em meramente reproduzir a realidade tal como ela é, usando temas pobres e já muito explorados.
O cinema proporciona um habitat psíquico que resulta numa profunda imersão do espectador na obra cinematográfica, mas “as telas se comprazem no vazio moral e intelectual”, ao invés de explorar temas subversivos e que causem reflexão da condição humana. Ele diz que “uma pessoa de cultura mediana desprezaria qualquer livro que contivesse um dos argumentos que são apresentados nos principais filmes. Entretanto, confortavelmente instalada numa sala escura, fascinada pela luz e pelo movimento que exercem sobre ela um poder quase hipnótico, seduzida pelo interesse do rosto humano e das fulgurantes mudanças de lugar, essa mesma pessoa quase culta, aceita placidamente os temas mais desprestigiados.”
Ao invés de nos fazer refletir, os cineastas evitam temas polêmicos para nos fazer esquecer “as horas de trabalho”, e usando temas que seriam o prolongamento da nossa vida comum, primando pelo nosso conforto intelectual, em contraponto à nossa reflexão crítica.
Buñuel diz, também, que o bom cinema é raramente visto na lista dos sucessos de público e de crítica. Diz ele que “a essência cinematográfica brota insolitamente de um filme medíocre, de uma comédia bufa ou de um folhetim tosco.”
Também diz que “em todo filme a poesia cinematográfica luta para vir à tona e se manifestar”, ou seja, na maioria dos filmes há pelo menos um momento em que aparece alguma poesia, e que só valem a pena os mesmos cinco minutos de um filme considerado muito bom e outro considerado muito ruim.
Por imergir o espectador em seu mundo, em sua diegese, induzindo emoções mesmo que passageiras, o cinema é uma arma poderosa nas mãos de um espírito livre. Ele tem a capacidade de inspirar um sentimento passional em qualquer âmbito, seja político, seja artístico, ou qualquer outro.
“O cinema parece ter sido inventado para expressar a vida subconsciente, tão profundamente presente na poesia; porém, quase nunca é usado com esse propósito.”
Buñuel, ainda, faz uma crítica ao neo-realismo: diz que suas únicas contribuições foram enriquecer a linguagem do cinema e ter elevado o quotidiano ao nível do drama, citando uma cena do filme “Umberto D”, que mostra dez minutos do cotidiano de uma empregada doméstica, e de forma que cause curiosidade e suspense por parte do espectador.
Ele fala que o neo-realismo nada fez além de recortar pedaços de situações reais e corriqueiras e montá-las em filmes que retratam uma realidade incompleta e racional, “absolutamente desprovida de poesia, mistério e tudo o que completa e amplia a realidade tangível”, excetuando o filme “Ladrões de Bicicleta”.
“O fantástico não existe, tudo é real”, eis uma frase que resume o que Buñuel quis retratar em seu texto. Para ele, o cinema deve ampliar a realidade, a explicar metaforicamente, mas com o propósito de retratá-la com mais precisão, e não dissolvê-la na incompreensão.
Ele diz que luta por um cinema que “me dará um visão integral da realidade, ampliará meu conhecimento das coisas e dos seres e me abrirá o mundo maravilhoso do desconhecido, de tudo o que eu não encontro no jornal nem na rua.”
Edgard Morin
Inclusão: verdade da literatura.
Morin fala que o conhecimento científico específico limita o ser humano em partes, se contrapondo a todo o universo que ele é. A literatura, por outro lado, comporta todas as dimensões humanas, o tratando como algo complexo, de muitas facetas.
A ciência determinista o vê como uma máquina trivial, um objeto a ser dissecado. A literatura vê o conjunto, e como ele se comporta no meio. Ela usa a linguagem da vida, pois a retrata.
Ao contrário da ciência determinista, ela é abrangente e subjetiva. Ela aborda o humano em sua complexidade, principalmente, e também em sua personalidade e subjetividade. Ela, também, mostra uma visão compreensiva do ser humano considerado “desprezível”, explica sua condição marginalizada.
O entendimento do homem como um ser complexo, completo, é importante porque a ciência o vê como um ser prosaico, mutilado, e esquece do principal: sua relação com a demência, com a loucura.
Homo sapiens
“Não existe uma razão pura, abstrata. Sempre há a participação da emoção na razão. O homem não consegue se dissociar da razão.”
Emoção >> paixão >> delírio >> loucura
Loucura é o problema central do homem (sobretudo do homem e um pouco da mulher)
Poder, ambição, jogo, ciúme são coisas que causam loucura no ser humano. Esses são os temas de grandes obras.
Homo faber
O homem como trabalhador. Nessa definição, esquece-se do homem com imaginário, com sonhos, com mitos. Nela, esquece-se que ele necessita desse imaginário, da novela, para ver sua própria realidade.
As grandes obras-primas criam mitos que fracassam com a criação das forças desenfreadas de destruição.
Homo economicus
O ser humano como apenas um desenvolvedor de negócios com fins lucrativos,uma das necessidades do homem no mundo moderno
A riqueza da literatura é juntar a linguagem lógica racional com a analógico-simbólica. Ela une o indivíduo com a sociedade. Ela inclui o invisível da sociologia, a pessoalidade. Mostra sua imprevisibilidade.
Adorno: “A literatura é, em si mesma, conhecimento do homem, da sociedade, não o instrumento aplicado de uma psicologia ou de uma sociologia.” Ela inclui o invisível da sociologia, a pessoalidade. Mostra o indivíduo humano, com sua complexidade, exige a imprevisibilidade de alguns atos humanos. Mostra a instabilidade da personagem(sua multiplicidade interior: mentir pra si mesmo).
A literatura mostra que cada pessoa é um cosmos de sonhos, de desejos... única e rica, mesmo que aparentemente vazia e frívola.
A realidade vista de fora a torna mais suportável, pois nos desliga da nossa, ao mesmo tempo em que nos dá uma visão mais objetiva dela. Nos faz ter uma visão mais abrangente da mesma, pois nos faz vê-la de um outro ângulo.
Morin fala que ir às salas de cinema é um paradoxo, porque nos desligamos da realidade, mas de um jeito muito singular. Nós nos desligamos da nossa realidade, mas submergimos em outra, conhecendo um novo universo quase como se fosse nosso. “despertos, dormimos”, de acordo com Heráclito, o que sintetiza tanto o fato de “dormirmos” quando estamos observando alguma obra ficcional quanto o fato de estarmos “dormindo” na nossa própria realidade, sempre semi-conscientes.
Na medida em que a novela dá uma forma mais impessoal à intimidade humana por meio da ficção, ela transforma tragédias em arte, em conhecimento. Ficção, novela, teatro, faz com que os seres humanos compreendam um ao outro.
“Tornamo-nos humanos com a inclusão dos excluídos.”
Todas as formas de arte provocam o subjetivismo da nossa mente, estados poéticos, porém temporários. Depois nossa mente volta ao estado normal. Por isso a arte deve ser uma constante em nossas vidas, pois elas nos alimentam de algo finito, que nos causa fome depois.
“Em todas as obras-primas, eu repito, há um cosmos, uma riqueza multidimensional de sensibilidade, de conhecimento e, também, de pensamento.” E em todos os campos artísticos: música, pintura, cinema, literatura... Todas mostram o universo mental do artista que as criou, idéias novas, polêmicas, que geram reflexão.
Glauber Rocha
Eztetyka da Fome
De acordo com Glauber Rocha, os países desenvolvidos têm uma fome pelo primitivo, pela miséria, mas não de uma forma positiva. É uma mera curiosidade pelo exótico. E nem o homem do mundo subdesenvolvido mostra intrinsecamente essa miséria(por vergonha), nem o homem o europeu a compreende profundamente(por descaso).
No Brasil, a arte atrai o interesse do europeu na medida em que mata sua sede de primitivismo. Além disso, ela é limitada, de certa forma, pois os artistas tendem a tentar copiar uma estética falida e vazia, da arte clássica. Eles tentam fazer reproduções, coisas inspiradas naquilo, mas sai uma coisa grotesca e sem o menor sentido. Arte, para Glauber, é algo a subverter a mente humana, a passar uma mensagem, a chocar.
Em sua colonização de exploração, a América Latina desenvolveu problemas sociais de desigualdade, principalmente, e dependência dos países colonizadores, o que até hoje em dia ainda ocorre, caracterizando-a. A única coisa que muda, diz Glauber, é a forma do colonialismo. Antes, de Portugal. Atualmente, da América do Norte.
Essa condição, diz Glauber, “nos levou ao raquitismo filosófico e à impotência, o que no primeiro caso gerou a esterilidade e no segundo caso a histeria.”
Esterilidade: exatamente o ponto da arte clássica falida que as pessoas tentam reproduzir. Reprodução fiel de coisas, vazias, sem significado, mortas. O mesmo que Buñuel fala. No cinema, histórias medíocres. Nas artes plásticas, paisagens levemente belas. “Artistas que não despertaram do ideal estético adolescente”, que geram todo um mercado e grandes nomes do vazio “artístico”.
Histeria: a indignação social provoca arte intensa, cheia de sentimentos, mas com pouca mensagem, o que gera a compreensão não pelo discurso eloqüente, mas pelo paternalismo colonizador, de uma forma indigna, sentindo pena e vendo como um ser inferior que merece cuidado, e não respeito.
Daí o cinema novo surgir de uma forma original: mostra a fome latina, suas dores, seus conflitos, de uma forma humanizada a tal ponto que é sentida pelo espectador por meio da imersão do consciente no cinema.
Tendo sido criticado pelo governo, pois mostra uma realidade crua, feia, de personagens semimortos de fome, comendo qualquer coisa pra sobreviver, se revoltando contra um sistema cruel, escravista, ou meramente sofrendo dentro dele. “Para o europeu, é um estranho surrealismo tropical. Para o brasileiro é uma vergonha nacional. Ele não come, mas tem vergonha de dizer isto; e, sobretudo, não sabe de onde vem esta fome. [...] Somente uma cultura da fome, minando suas próprias estruturas, pode superar-se qualitativamente: e a mais nobre manifestação da fome é a violência.”
Para o cinema novo, o comportamento de uma pessoa que passa fome é a violência, e isso não é primitivismo, é instinto. É revolucionário na medida em que conscientiza o colonizador da existência do colonizado, que mostra uma existência miserável profunda, dolorosa, não mais mascarada de “vida simples, mas feliz”.
O cinema novo existe para mostrar a realidade, “para enfrentar os padrões hipócritas e policialescos da censura”. Qualquer pessoa pode fazer um filme assim, desde que esteja disposto a romper com as convenções e limites impostos pela sociedade às manifestações artísticas, saindo desse padrão de beleza vazia e adentrando no campo da reflexão, da revolta, da subversão.
“O cinema novo se marginaliza da indústria porque o compromisso do cinema industrial é com a mentira e com a exploração. A integração econômica e industrial do cinema novo depende da liberdade da América Latina”, visto que ela luta exatamente contra o não marginal, contra o convencional, contra o “certo”, e pela liberdade.
Pontos convergentes entre os textos:
Os três textos falam sobre o cinema e as artes em geral como formas de protesto, de revolução, de busca pela liberdade em todos os âmbitos. Como um instrumento de luta pelos ideais em que o artista acredita. Outro ponto em comum, que é um desenvolvimento dessa primeira idéia, é a de que a arte sem poesia, sem uma idéia a ser passada, acaba por entorpecer o espectador, não lhe faz pensar, refletir, ver seus problemas e sua vida de uma forma mais ampla. É uma forma de negar conhecimento, novas idéias, na medida em que você lhe mostra algo que não soma nada à sua vida.
Outro ponto em comum dos três textos é o fato de eles dizerem que a arte convencional, acadêmica, tem pouca probabilidade de trazer algo positivo às nossas vidas, de trazer algo que realmente importe.
-censura:
Os três textos falam também sobre mostrar o homem marginalizado, desprezado pela elite, como uma forma de melhor compreendê-lo, ver suas facetas, ver que ele também é um ser humano, e isso traz compreensão entre as pessoas.
Morin e Bunuel: Poesia
Pontos divergentes entre os textos:
Glauber é mais político e menos poético. Ele vê a importância maior nos fatores sociais.é claro que sem esquecer da sensibilidade e subjetividade do cinema,mas com outro foco,mais localizado nas relações sociais.Não se pode esquecer que são diferentes períodos e realidades entre os dois textos
A diferença primordial entre os três textos, mais espeficicamente Buñuel-Morin e Glauber Rocha é que Glauber é mais político, e vê a transformação das mentes humanas a partir do cinema como uma coisa mais revolucionária, social, mesmo, enquanto os outros dois vêem essa transformação, essa subversão, de forma mais subjetiva. Isso acontece porque a situação política e social de Buñuel e Glauber é completamente diferente. Um vem de um país desenvolvido, com idéias menos políticas, apesar de tão revolucionárias o quanto, enquanto o outro vem da miséria da fome sertaneja, das minorias, e quer mudar a situação política do país.
o talento e o fantasma da inutilidade resumo
O talento e o fantasma da inutilidade
1930 – Grande depressão – desemprego > solução: capacitação.
Hoje – “Sociedade das capacitações” > desemprego de mão-de-obra capacitada > trabalho migrou para onde a mão-de-obra especializada é mais barata.
Essência do texto: Fantasma da Inutilidade X Bildung
*Bildung: educação e formação de uma pessoa.
1840 – Londres > êxodo rural intenso > desemprego em massa > 6 trabalhadores para cada emprego.
*Teoria de David Ricardo: mercados e máquinas industriais reduziam a necessidade de mão-de-obra.
*Teoria de Thomas Malthus: crescimento populacional > mais gente que o necessário para manutenção do sistema.
Nenhum dos dois previa a “banalização” do conhecimento. Viam o trabalho nas fábricas como um embotador cerebral. > inutilidade: conseqüência necessária, porém trágica, do desenvolvimento.
Sociedade Moderna: acaba com “mental” X “de massa”. Muitos jovens capacitados e impossíveis de empregar. “A máquina econômica pode ser capaz de funcionar de maneira eficiente e lucrativa contando apenas com uma elite cada vez menor.”
O Fantasma da Inutilidade
Três forças configuram a moderna ameaça do Fantasma da Inutilidade:
1) Oferta global de mão-de-obra
2) Automação
3) Gestão do envelhecimento
Oferta global de mão-de-obra(motivação + bildung + salários baixos):
• Seleção por questão cultural, além de monetária: Nos países de economia de salários mais baixos, o status social que advém do emprego especializado numa multinacional, mesmo que esse seja um emprego exploratório, é maior que num país de economia de salários mais altos, fazendo com que o empregado tenha orgulho de seu emprego e seja mais eficiente.
• grande contingente de funcionários super-preparados nos países de economia de salários mais baixos: Há menos empregos que mão-de-obra especializada, fazendo com que a massa trabalhadora especializada atue em empregos com exigências intelectuais inferiores e com remuneração mais baixa do que ela está preparada para exercer.
• *exploração de trabalho infantil: As corporações preferem um trabalhador com iniciativa, capaz de tomar decisões rápidas no caso de haver algum imprevisto. Crianças dão trabalho.
• estímulo por meio de ascensão de vida através de créditos concedidos ou especialização para abrir firmas menores de terceirização de serviços prestados ou algum outro pequeno negócio. >> quantidade de start-ups vem crescido em vários países do sul.
Automação
“o reino da inutilidade se vai expandindo à medida em que as máquinas passam a fazer coisas de valor econômico de que os seres humanos não são capazes”
As máquinas não vão conseguir substituir todos os trabalhos da mão-de-obra humana, porém realizam melhor uma boa parte deles, e melhor, pois máquinas tem menor chance de falha e são mais eficientes.
Gestão do envelhecimento
• preconceito: se diz dos mais velhos que são pessoas acomodadas, lentas, com pouca energia.
• O conhecimento por eles adquirido se torna obsoleto; as empresas têm a necessidade de oferecer cursos de recapacitação. É caro demais e tratado com resistência pelos funcionários.
• Treinar um homem de 50 anos com piso salarial alto X contratar um de 25 “cheio de gás” com piso salarial alto [as empresas costumam preferir, obviamente, a segunda opção]
• Empregados mais velhos tender a ser mais críticos e lutam pelos seus direitos, enquanto os mais jovens tendem a ser mais prudentes e preferem sair do trabalho ao invés de lutarem (saem mais barato e causam menos problemas)
• Empresas que investem em capacitação são as organizações do tipo mais tradicional. Vêem na lealdade um bem corporativo.
• Menosprezo da experiência em detrimento da capacidade multivisual, dinâmica.
O Estado e possíveis soluções
“Os planejadores não perceberam que a automação poderia alterar a natureza do processo produtivo.” O governo se eximiu da responsabilidade sobre as conseqüências disso.
Os sindicatos relutaram em reavaliar toda a questão, dando prioridade à proteção dos empregos em detrimento do planejamento de alocação da futura força de trabalho.
• Solução de Theodore Kheel: transformar trabalhos não remunerados, como cuidar de crianças e prestar serviços comunitários, em trabalhos remunerados.
• Sistemas de saúde e aposentadoria > sec. XX > serviços públicos. Objetivo: redistribuição de renda; transferência de benefícios das gerações mais novas para as mais velhas. O problema é que hoje em dia, os indivíduos possuem maior longevidade, e principalmente em países do Norte, o índice de natalidade é menor, tendo como conseqüência um menor número de indivíduos ativos que possam sustentar o sistema. “embora seja justo, o sistema se tornou insustentável
• Os jovens não gostam do fato de pagarem impostos pelos mais velhos e se orgulham de ser independentes do Estado, pagando por serviços privados que o governo oferece de graça.
• Homens de classe média, de meia-idade: apartados da antiga cultura corporativa e com dificuldades de se inserir à nova.
Perícia e Meritocracia:
Perícia: realizar uma tarefa visando a perfeição, somente por fazer bem-feito. Traz satisfação. Exige prática e obsessão.
Meritocracia: sistema de hierarquia intelectual que privilegia as mentes mais inteligentes, criativas e versáteis, capazes de se adaptar a mudanças rápidas.
Aptidão potencial: “modernidade líquida”
Capacidade de ser superficial, rápido, versátil.
Avaliação de problemas através de meios superficiais e ineficazes, se aprofundados.
“Falamos da capacidade de pensar de maneira prospectiva sobre o que poderia ser feito, mediante o rompimento do contexto de das referências – um trabalho de imaginação quando bem feito. Mal feita, no entanto, essa busca do talento reduz a referência à experiência e às cadeias de circunstâncias, evita as impressões dos sentidos, separa a análise da crença, ignora a aderência do apego emocional e penaliza o esforço de aprofundamento – um estado de existência em puro processo que o filósofo Zygmunt Bauman chama de “modernidade líquida”. O que vem a ser, pura e simplesmente, condição do trabalho nos setores de ponta.
Conhecimento e poder
“A meritocracia priva de poder a grande maioria daqueles que caem sob seu domínio.”
Foucault: “A elite como que adivinharia os reais interesses da massa, fazendo-a crer que não entendia a si mesma, que era um intérprete inadequado de sua própria experiência de vida.”
As organizações, principalmente dos setores de ponta, buscam pessoas com a aptidão necessária para realizar os trabalhos, que são as de pensamento mais ágil, capazes de se adaptar a mudanças e trabalhar com pessoas diferentes a cada novo projeto. As capazes de agüentar seu fluxo rápido são contratadas, e as que não têm essa aptidão são deixadas de lado, caindo na inutilidade.
1930 – Grande depressão – desemprego > solução: capacitação.
Hoje – “Sociedade das capacitações” > desemprego de mão-de-obra capacitada > trabalho migrou para onde a mão-de-obra especializada é mais barata.
Essência do texto: Fantasma da Inutilidade X Bildung
*Bildung: educação e formação de uma pessoa.
1840 – Londres > êxodo rural intenso > desemprego em massa > 6 trabalhadores para cada emprego.
*Teoria de David Ricardo: mercados e máquinas industriais reduziam a necessidade de mão-de-obra.
*Teoria de Thomas Malthus: crescimento populacional > mais gente que o necessário para manutenção do sistema.
Nenhum dos dois previa a “banalização” do conhecimento. Viam o trabalho nas fábricas como um embotador cerebral. > inutilidade: conseqüência necessária, porém trágica, do desenvolvimento.
Sociedade Moderna: acaba com “mental” X “de massa”. Muitos jovens capacitados e impossíveis de empregar. “A máquina econômica pode ser capaz de funcionar de maneira eficiente e lucrativa contando apenas com uma elite cada vez menor.”
O Fantasma da Inutilidade
Três forças configuram a moderna ameaça do Fantasma da Inutilidade:
1) Oferta global de mão-de-obra
2) Automação
3) Gestão do envelhecimento
Oferta global de mão-de-obra(motivação + bildung + salários baixos):
• Seleção por questão cultural, além de monetária: Nos países de economia de salários mais baixos, o status social que advém do emprego especializado numa multinacional, mesmo que esse seja um emprego exploratório, é maior que num país de economia de salários mais altos, fazendo com que o empregado tenha orgulho de seu emprego e seja mais eficiente.
• grande contingente de funcionários super-preparados nos países de economia de salários mais baixos: Há menos empregos que mão-de-obra especializada, fazendo com que a massa trabalhadora especializada atue em empregos com exigências intelectuais inferiores e com remuneração mais baixa do que ela está preparada para exercer.
• *exploração de trabalho infantil: As corporações preferem um trabalhador com iniciativa, capaz de tomar decisões rápidas no caso de haver algum imprevisto. Crianças dão trabalho.
• estímulo por meio de ascensão de vida através de créditos concedidos ou especialização para abrir firmas menores de terceirização de serviços prestados ou algum outro pequeno negócio. >> quantidade de start-ups vem crescido em vários países do sul.
Automação
“o reino da inutilidade se vai expandindo à medida em que as máquinas passam a fazer coisas de valor econômico de que os seres humanos não são capazes”
As máquinas não vão conseguir substituir todos os trabalhos da mão-de-obra humana, porém realizam melhor uma boa parte deles, e melhor, pois máquinas tem menor chance de falha e são mais eficientes.
Gestão do envelhecimento
• preconceito: se diz dos mais velhos que são pessoas acomodadas, lentas, com pouca energia.
• O conhecimento por eles adquirido se torna obsoleto; as empresas têm a necessidade de oferecer cursos de recapacitação. É caro demais e tratado com resistência pelos funcionários.
• Treinar um homem de 50 anos com piso salarial alto X contratar um de 25 “cheio de gás” com piso salarial alto [as empresas costumam preferir, obviamente, a segunda opção]
• Empregados mais velhos tender a ser mais críticos e lutam pelos seus direitos, enquanto os mais jovens tendem a ser mais prudentes e preferem sair do trabalho ao invés de lutarem (saem mais barato e causam menos problemas)
• Empresas que investem em capacitação são as organizações do tipo mais tradicional. Vêem na lealdade um bem corporativo.
• Menosprezo da experiência em detrimento da capacidade multivisual, dinâmica.
O Estado e possíveis soluções
“Os planejadores não perceberam que a automação poderia alterar a natureza do processo produtivo.” O governo se eximiu da responsabilidade sobre as conseqüências disso.
Os sindicatos relutaram em reavaliar toda a questão, dando prioridade à proteção dos empregos em detrimento do planejamento de alocação da futura força de trabalho.
• Solução de Theodore Kheel: transformar trabalhos não remunerados, como cuidar de crianças e prestar serviços comunitários, em trabalhos remunerados.
• Sistemas de saúde e aposentadoria > sec. XX > serviços públicos. Objetivo: redistribuição de renda; transferência de benefícios das gerações mais novas para as mais velhas. O problema é que hoje em dia, os indivíduos possuem maior longevidade, e principalmente em países do Norte, o índice de natalidade é menor, tendo como conseqüência um menor número de indivíduos ativos que possam sustentar o sistema. “embora seja justo, o sistema se tornou insustentável
• Os jovens não gostam do fato de pagarem impostos pelos mais velhos e se orgulham de ser independentes do Estado, pagando por serviços privados que o governo oferece de graça.
• Homens de classe média, de meia-idade: apartados da antiga cultura corporativa e com dificuldades de se inserir à nova.
Perícia e Meritocracia:
Perícia: realizar uma tarefa visando a perfeição, somente por fazer bem-feito. Traz satisfação. Exige prática e obsessão.
Meritocracia: sistema de hierarquia intelectual que privilegia as mentes mais inteligentes, criativas e versáteis, capazes de se adaptar a mudanças rápidas.
Aptidão potencial: “modernidade líquida”
Capacidade de ser superficial, rápido, versátil.
Avaliação de problemas através de meios superficiais e ineficazes, se aprofundados.
“Falamos da capacidade de pensar de maneira prospectiva sobre o que poderia ser feito, mediante o rompimento do contexto de das referências – um trabalho de imaginação quando bem feito. Mal feita, no entanto, essa busca do talento reduz a referência à experiência e às cadeias de circunstâncias, evita as impressões dos sentidos, separa a análise da crença, ignora a aderência do apego emocional e penaliza o esforço de aprofundamento – um estado de existência em puro processo que o filósofo Zygmunt Bauman chama de “modernidade líquida”. O que vem a ser, pura e simplesmente, condição do trabalho nos setores de ponta.
Conhecimento e poder
“A meritocracia priva de poder a grande maioria daqueles que caem sob seu domínio.”
Foucault: “A elite como que adivinharia os reais interesses da massa, fazendo-a crer que não entendia a si mesma, que era um intérprete inadequado de sua própria experiência de vida.”
As organizações, principalmente dos setores de ponta, buscam pessoas com a aptidão necessária para realizar os trabalhos, que são as de pensamento mais ágil, capazes de se adaptar a mudanças e trabalhar com pessoas diferentes a cada novo projeto. As capazes de agüentar seu fluxo rápido são contratadas, e as que não têm essa aptidão são deixadas de lado, caindo na inutilidade.
rascunho de resumo to texto porque politica
Porquê política?
A política pode ser definida como a reivindicação dos que não tem voz. Ou seja, reivindicar o que não é da maioria, o que está concentrado nas minorias dominadoras, que tiram vantagens desses privilégios para seus bens pessoais.
No sistema capitalista moderno, a política entrou num estado de letargia, na medida em que seu funcionamento passou a não causar quase nenhuma conseqüência na desigualdade de distribuição de renda, ou de mudar drasticamente a situação de pessoas que vivem na miséria. Ele diz que “a arena política, dos partidos e das instituições representativas, foi abandonada pelo poder econômico e o poder político foi transformado em um simulacro. [...] os mecanismos da democracia representativa eram insuficientes para processar os novos interesses criados pelo capitalismo mais dinâmico do planeta [o dos estados unidos].” Daí, continua: “[...]as formas da democracia representativa, o principal lugar onde se exerce política, são claramente insuficientes para processar os novos conflitos sociais, econômicos e de interesses, no capitalismo globalizado. [...] é preciso acrescentar às instituições da democracia representativa novas formas de fazer política porque ela se tornou irrelevante para os que dominam e inacessível para os que precisam fazer reivindicações.”
Por isso, de acordo com Francisco de Oliveira, é preciso reinventá-la, retomá-la, para que ela possa ser um instrumento de todos, principalmente da maioria menos favorecida, tendo em prioridade o bem comum e não só o de poucos. Essa retomada da política, diz ele, tem de ser feita agora mais que nunca, uma vez que as grandes corporações estão ditando a política de todos os países, principalmente os que estão em desenvolvimento. . Se o país deixa de cumprir alguma meta, as ações da dívida externa brasileira são postas em descréditos, pois se o risco Brasil aumenta, o país perde a credibilidade, a confiança de que vai pagar as dívidas. As ações
O controle das grandes empresas e corporações sobre o cenário, atitudes e comportamentos dos países do mundo inteiro vem se tornando monstruoso e incontrolável. Para combater a influência das grandes corporações e a falta de política, Francisco de oliveira sugere em seu texto algumas das possíveis soluções, já que o quadro mundial apesar de assustador, ainda oferece esperança na busca a democracia. A criação de novos lugares para decisões políticas, recriação da política. Clubes democráticos, órgãos governamentais regidos pela sociedade civil que debatam e discutam questões governamentais e que tenham garantia que suas opiniões sejam totalmente levadas em consideração para decisões do país. Ou qualquer medidas eficientes que supram esse inquestionável direito da sociedade: reivindicar.
A política pode ser definida como a reivindicação dos que não tem voz. Ou seja, reivindicar o que não é da maioria, o que está concentrado nas minorias dominadoras, que tiram vantagens desses privilégios para seus bens pessoais.
No sistema capitalista moderno, a política entrou num estado de letargia, na medida em que seu funcionamento passou a não causar quase nenhuma conseqüência na desigualdade de distribuição de renda, ou de mudar drasticamente a situação de pessoas que vivem na miséria. Ele diz que “a arena política, dos partidos e das instituições representativas, foi abandonada pelo poder econômico e o poder político foi transformado em um simulacro. [...] os mecanismos da democracia representativa eram insuficientes para processar os novos interesses criados pelo capitalismo mais dinâmico do planeta [o dos estados unidos].” Daí, continua: “[...]as formas da democracia representativa, o principal lugar onde se exerce política, são claramente insuficientes para processar os novos conflitos sociais, econômicos e de interesses, no capitalismo globalizado. [...] é preciso acrescentar às instituições da democracia representativa novas formas de fazer política porque ela se tornou irrelevante para os que dominam e inacessível para os que precisam fazer reivindicações.”
Por isso, de acordo com Francisco de Oliveira, é preciso reinventá-la, retomá-la, para que ela possa ser um instrumento de todos, principalmente da maioria menos favorecida, tendo em prioridade o bem comum e não só o de poucos. Essa retomada da política, diz ele, tem de ser feita agora mais que nunca, uma vez que as grandes corporações estão ditando a política de todos os países, principalmente os que estão em desenvolvimento. . Se o país deixa de cumprir alguma meta, as ações da dívida externa brasileira são postas em descréditos, pois se o risco Brasil aumenta, o país perde a credibilidade, a confiança de que vai pagar as dívidas. As ações
O controle das grandes empresas e corporações sobre o cenário, atitudes e comportamentos dos países do mundo inteiro vem se tornando monstruoso e incontrolável. Para combater a influência das grandes corporações e a falta de política, Francisco de oliveira sugere em seu texto algumas das possíveis soluções, já que o quadro mundial apesar de assustador, ainda oferece esperança na busca a democracia. A criação de novos lugares para decisões políticas, recriação da política. Clubes democráticos, órgãos governamentais regidos pela sociedade civil que debatam e discutam questões governamentais e que tenham garantia que suas opiniões sejam totalmente levadas em consideração para decisões do país. Ou qualquer medidas eficientes que supram esse inquestionável direito da sociedade: reivindicar.
domingo, novembro 29, 2009
faltam 18 dias pro meu aniversário
e
eu não tenho nem idéia de como diabos eu vou compilar meus textos.
na verdade, eu queria pegar alguns e separar por data.
mas eu quase nunca dato meus textos
E
depois de ler por um tempo, eu percebi que eu não sei julgar o que eu escrevo.
provavelmente são uma merda, quase todos.
e eu simplesmente não sei
quais são bons e quais não são
tem mais de 20 cadernos
e textos desde 99, talvez antes.
98...
desde que eu tenho 12 anos
e que merda, acho que não precisa desse exagero
mas tem tanta coisa aqui que eu nem sei por onde começar
como eu faço?
socorro.
!!!
tchau
eu não tenho nem idéia de como diabos eu vou compilar meus textos.
na verdade, eu queria pegar alguns e separar por data.
mas eu quase nunca dato meus textos
E
depois de ler por um tempo, eu percebi que eu não sei julgar o que eu escrevo.
provavelmente são uma merda, quase todos.
e eu simplesmente não sei
quais são bons e quais não são
tem mais de 20 cadernos
e textos desde 99, talvez antes.
98...
desde que eu tenho 12 anos
e que merda, acho que não precisa desse exagero
mas tem tanta coisa aqui que eu nem sei por onde começar
como eu faço?
socorro.
!!!
tchau
quarta-feira, novembro 25, 2009
loopings
que merda foi essa?
pronto, agora, sim.
tudo ficou uma merda.
mas de que adianta falar, afinal de contas?
eu nem estou entendendo.
nem vou conseguir entender nunca
que MERDA é essa.
muitas merdas no mesmo texto.
bem...
o que eu posso fazer se tudo é mesmo uma?
merda.
acho que eu nunca me odiei tanto na minha vida inteira.
acho que eu nunca quis tanto não ser eu como agora.
e blablablablabla
parabéns, lays.
conseguiu ganhar o troféu de mais idiota do ano.
foda-se
ou foda-me no caso...
que eu me foda.
que MERDA
pronto, agora, sim.
tudo ficou uma merda.
mas de que adianta falar, afinal de contas?
eu nem estou entendendo.
nem vou conseguir entender nunca
que MERDA é essa.
muitas merdas no mesmo texto.
bem...
o que eu posso fazer se tudo é mesmo uma?
merda.
acho que eu nunca me odiei tanto na minha vida inteira.
acho que eu nunca quis tanto não ser eu como agora.
e blablablablabla
parabéns, lays.
conseguiu ganhar o troféu de mais idiota do ano.
foda-se
ou foda-me no caso...
que eu me foda.
que MERDA
terça-feira, novembro 24, 2009
todos os ratos são cegos
=)
e todas as pessoas, principalmente.
e foda-se tudo
nem dormir euquero
pesadelos enchendo meu saco.
merda, me sinto mal.
e me pergunto quando isso vai melhorar
>/
e todas as pessoas, principalmente.
e foda-se tudo
nem dormir euquero
pesadelos enchendo meu saco.
merda, me sinto mal.
e me pergunto quando isso vai melhorar
>/
sábado, novembro 21, 2009
I look at him deeply
and all of a sudden, he's so shy!
he blinks his eyes
i smile
he smiles back, so pretty
his eyes have turned red
and his toughts are blowing like the wind
with leeves flying all over
all I know is that I love him.
deeply
earlier this day I sang to him
"I know what it means to be alone
I sure do wish I was at home
I don't care what the neighbours say
I'm gonna love you each and every day
realize sweet babe, we ain't never gonna be apart.
(L)
para Saulo, num momento em que ele quis se parecer menos com alguém que na verdade era completamente diferente dele.
e tirou as 'barbas'
^^
and all of a sudden, he's so shy!
he blinks his eyes
i smile
he smiles back, so pretty
his eyes have turned red
and his toughts are blowing like the wind
with leeves flying all over
all I know is that I love him.
deeply
earlier this day I sang to him
"I know what it means to be alone
I sure do wish I was at home
I don't care what the neighbours say
I'm gonna love you each and every day
realize sweet babe, we ain't never gonna be apart.
(L)
para Saulo, num momento em que ele quis se parecer menos com alguém que na verdade era completamente diferente dele.
e tirou as 'barbas'
^^
domingo, outubro 25, 2009
domingo, outubro 18, 2009
texto do giom, só pra nao perder
"Suor e lágrimas"
"Tarde, Fortaleza, quente
Estou me procurando
Onde me deixei?
A primeira gota
escorre em meu rosto
com um certo ar de preocupação
Estou perto de você, bem perto
Porém, nunca estive tão distante...
...de mim
Uma segunda gota acontece
Mas dessa vez é diferente
Partiu de algo muito profundo
Parte de mim fugindo pelos olhos
Tento com certo vigor
Os fluidos enxugar
Já não sei mais o que tento banir
Não sei o propósito
Vou fingir ser quem sou
ou fui ou vou ou não
Completamente perdido
Absorto em minhas assassinas memórias
Te perco... ...me perco imediatamente
De tudo que foi
Tudo que poderia ter sido
Sofro, suo e choro
Fortaleza, quente
Eu, frio ou fingindo ser
Desmorona minha fortaleza
Em suor, lágrimas e memórias"
"Suor e lágrimas"
"Tarde, Fortaleza, quente
Estou me procurando
Onde me deixei?
A primeira gota
escorre em meu rosto
com um certo ar de preocupação
Estou perto de você, bem perto
Porém, nunca estive tão distante...
...de mim
Uma segunda gota acontece
Mas dessa vez é diferente
Partiu de algo muito profundo
Parte de mim fugindo pelos olhos
Tento com certo vigor
Os fluidos enxugar
Já não sei mais o que tento banir
Não sei o propósito
Vou fingir ser quem sou
ou fui ou vou ou não
Completamente perdido
Absorto em minhas assassinas memórias
Te perco... ...me perco imediatamente
De tudo que foi
Tudo que poderia ter sido
Sofro, suo e choro
Fortaleza, quente
Eu, frio ou fingindo ser
Desmorona minha fortaleza
Em suor, lágrimas e memórias"
quinta-feira, outubro 15, 2009
talvez ela morra. talvez ela não exista de verdade, na verdade. Talvez ela passe a existir quando admitimos sua existência, como tudo o mais.
Por outro lado, ela pode muito bem existir, rindo e dando cambalhotas diante dos seus olhos e você simplesmente continua a virar o rosto pra cada tentativa dela de ser percebida.
É difícil definir quando algo passa a existir... quando é você quem cria aquilo. primeiro, você concebe a possibilidade da sua existência. Depois, você procura motivos que poderiam explicar aquilo. E então, a merda está feita. :D
bem... a partir do momento em que 1) ela existe 2) você percebe a exisTência dela >> tenta-se contornar a merdinha da situação.
No meu caso, o que existe é uma certa angústia, uma certa tristeza, um grande ódio a mim mesma. Porque eu continuo me permitindo tais coisas, quando já resolvi, há tempos atrás, simplesmente rir dessas merdas todas.
O grande paradoxo da minha existência, sempre o sim e o não na mesma sentença, mergulhados na mesma situação. Querer e não, saber e não. Desprezo por certas coisas que são todas adquiridas e não necessariamente minhas crenças.
O mais chato de tudo é esquecer quem voCê é, quem você sente dentro de si mesmo, e ficar vagando bobamente em conceitos com os quais você realmente não concorda. Se perder navegando em pensamentos vazios e ilógicos, criando uma realidade paralela que é um lixo. Se podemos criar a merdinha da nossa realidade, então que criemos como melhor nos convier, e não como nossos medos nos obrigam.
Vai se fuder essa merda toda de pensamento idiota. Lalala
falta de lógica, comece logo a xingar.
não preciso mesmo entender nada. Apenas sentir o que eu quero, apenas excluir o que eu desprezo. Apenas lembrar que desprezar vem de julgar, e julgar vem de preconceito e ignorância. Nessas horas, procuro os livros que me mostraram vidas completamente diferentes da minha, que me fizeram compreender cada pedaço do meu sentimento, que me fizeram voar acima disso tudo.
mas o drama, como li em algum lugar, é o tempero da vida. A loucura é o alimento da alma. A tristeza é o contraste que mostra a felicidade. ou... felicidade deveria mesmo existir?
Por outro lado, ela pode muito bem existir, rindo e dando cambalhotas diante dos seus olhos e você simplesmente continua a virar o rosto pra cada tentativa dela de ser percebida.
É difícil definir quando algo passa a existir... quando é você quem cria aquilo. primeiro, você concebe a possibilidade da sua existência. Depois, você procura motivos que poderiam explicar aquilo. E então, a merda está feita. :D
bem... a partir do momento em que 1) ela existe 2) você percebe a exisTência dela >> tenta-se contornar a merdinha da situação.
No meu caso, o que existe é uma certa angústia, uma certa tristeza, um grande ódio a mim mesma. Porque eu continuo me permitindo tais coisas, quando já resolvi, há tempos atrás, simplesmente rir dessas merdas todas.
O grande paradoxo da minha existência, sempre o sim e o não na mesma sentença, mergulhados na mesma situação. Querer e não, saber e não. Desprezo por certas coisas que são todas adquiridas e não necessariamente minhas crenças.
O mais chato de tudo é esquecer quem voCê é, quem você sente dentro de si mesmo, e ficar vagando bobamente em conceitos com os quais você realmente não concorda. Se perder navegando em pensamentos vazios e ilógicos, criando uma realidade paralela que é um lixo. Se podemos criar a merdinha da nossa realidade, então que criemos como melhor nos convier, e não como nossos medos nos obrigam.
Vai se fuder essa merda toda de pensamento idiota. Lalala
falta de lógica, comece logo a xingar.
não preciso mesmo entender nada. Apenas sentir o que eu quero, apenas excluir o que eu desprezo. Apenas lembrar que desprezar vem de julgar, e julgar vem de preconceito e ignorância. Nessas horas, procuro os livros que me mostraram vidas completamente diferentes da minha, que me fizeram compreender cada pedaço do meu sentimento, que me fizeram voar acima disso tudo.
mas o drama, como li em algum lugar, é o tempero da vida. A loucura é o alimento da alma. A tristeza é o contraste que mostra a felicidade. ou... felicidade deveria mesmo existir?
terça-feira, setembro 29, 2009
título: síntese inteligente em uma palavra

texto: sentimentos turvos, torcidos e agoniantes que costumo sentir
escritos de uma forma metafórica, meio sem nexo, selvagem, estranho, e com umas incoerências paradoxais.
talvez essas incoerências mostrem mentiras que eu conto
por mais que eu ache que eu não conto mentiras
às vezes me pego fazendo isso, por besteiras
pra me justificar porque sou covarde demais de me assumir errada
bem que eu queria ser o rodney
e queria que o rodney fosse eu às vezes
mas que merda, já to fugindo do meu texto metalinguistico em primeira instancia
ventilador + cama + obrigatoriedade de escrever = horror.
que bosta, que bosta
estomago fudido
muito café
muito pêlo
medo do amor
[hahaha! meu cachorro tentou lamber o proprio cu, desisti de ser ele]
medo da frieza e impessoalidade das pessoas
medo dos desejos carnais que as dominam
medo de nao conseguir desmisturar as coisas quanod tudo estiver muito embaralhado
enfim...
continuação do texto para desenvolver os pensamentos ou jogar mais deles por aqui
e agora, me resta um problema:
terminar um caralhinho de roteiro, enquanto aliso a cabeça do Rodney e escuto música
e ei, eu já tenho um final!
agora, é só dar uma viajada
afinal, com um final, não pode ser tão difícil... ou pode?
:D
domingo, setembro 20, 2009
O ser humano tem uma mania de se meter nas vidas alheias, oh...
Eu tenho que aprender a me manter imune a isso urgentemente.
São pequenos comentários, pequenas mostras de opinião pessoal na minha vida que me deixam com raiva. Ou talvez seja apenas a MINHA opinião, que eu nego a mim mesma, a que eu vejo.
Que merda, eu queria viver num mundo paralelo onde só existisse o que eu quero, e pronto. Ou talvez se eu ignorar as partes ruins, seja assim...
Que merda, eu só queria encontrar uma boa forma de ver as coisas...
E queria mandar todo mundo ir tomar no cu às vezes...
Acho que minha TPM chegou depois que eu parei de menstruar.
:P
calor desgraçado de merda.
tô PUTA aqui.
provavelmente comigo mesma...
mas se bem que... é... cansada.
Eu tenho que aprender a me manter imune a isso urgentemente.
São pequenos comentários, pequenas mostras de opinião pessoal na minha vida que me deixam com raiva. Ou talvez seja apenas a MINHA opinião, que eu nego a mim mesma, a que eu vejo.
Que merda, eu queria viver num mundo paralelo onde só existisse o que eu quero, e pronto. Ou talvez se eu ignorar as partes ruins, seja assim...
Que merda, eu só queria encontrar uma boa forma de ver as coisas...
E queria mandar todo mundo ir tomar no cu às vezes...
Acho que minha TPM chegou depois que eu parei de menstruar.
:P
calor desgraçado de merda.
tô PUTA aqui.
provavelmente comigo mesma...
mas se bem que... é... cansada.
sexta-feira, setembro 18, 2009
he has a dazzling smile
and when he hugs me, I feel like I'm in heaven
and when he says he loves me...
it's just like it should be.
:*
and when he says he loves me...
it's just like it should be.
:*
terça-feira, setembro 15, 2009
choveu
=)
e o sentimento do momento é
"ah, deus meu.. sei não"
risinho irônico
até porque sabe-se lá
quando é que a gravidade inverte dentro do meu cérebro, sacodindo tudo loucamente.
tudo quebra, tudo vira, tudo fica de abeça pra baixo, pro lado
'insanamente' sem entender
ouvindo !chopin
tentando emergir desse mar de incompreensão enquanto algum gadão resolve fazer spam no msn.
uhm... delicia de tempo sem nome.
delicia de surrealismo mundano
e loucura
ou excentricidade,o que parece mais lógico
ou excentrismo, o que parece mais intrínseco
associaçoes sao desnecessárias aqui.
não me caibo de tantas interrogações
e cigarros que fodem o estomago
ah, amor
ah, ódio
ah, paradoxo infernal eterno
vontade de nada
o que é pior
e o sentimento do momento é
"ah, deus meu.. sei não"
risinho irônico
até porque sabe-se lá
quando é que a gravidade inverte dentro do meu cérebro, sacodindo tudo loucamente.
tudo quebra, tudo vira, tudo fica de abeça pra baixo, pro lado
'insanamente' sem entender
ouvindo !chopin
tentando emergir desse mar de incompreensão enquanto algum gadão resolve fazer spam no msn.
uhm... delicia de tempo sem nome.
delicia de surrealismo mundano
e loucura
ou excentricidade,o que parece mais lógico
ou excentrismo, o que parece mais intrínseco
associaçoes sao desnecessárias aqui.
não me caibo de tantas interrogações
e cigarros que fodem o estomago
ah, amor
ah, ódio
ah, paradoxo infernal eterno
vontade de nada
o que é pior
terça-feira, setembro 08, 2009
devia chover
vício
quando eu vejo aqueles pequenos morros e grandes montanhas
parece que nada se apaga da minha memória por muito tempo...
cada passo parece desaparecer numa tempestade de areia.
e nem a eternidade é suficiente no momento
e nenhuma palavra consegue explicar, naturalmente...
a ebulição interna alimentada pelo fogo da minha alma.
quando eu vejo aqueles pequenos morros e grandes montanhas
parece que nada se apaga da minha memória por muito tempo...
cada passo parece desaparecer numa tempestade de areia.
e nem a eternidade é suficiente no momento
e nenhuma palavra consegue explicar, naturalmente...
a ebulição interna alimentada pelo fogo da minha alma.
domingo, agosto 30, 2009
,paradoxo>>^
Vou fumar mil cigarros, me afogar num copo de álcool, desistir de tentar ser normal, pra ver se o que me falta é o completo fundo do poço. Pra ver se o abismo me salva da minha sanidade instável e dolorosa.
minha felicidade parece uma lâmina de pêndulo, voa bem alto pra descer fatiando minha pele em todos os lugares.
me rasga, me tortura, tanto quando voa quanto quando mergulha.
cada pensamento bom vem infectado com pitadas de maldade, minha metade irônica rindo da minha metade sincera. sinto uma mistura de prazer e nojo das minhas tentativas frustradas de expressão artística. fico pensando como sou patética, meu deus! Não entendo nada direito, não vejo as coisas com objetividade.
Tenho a impressão de que o mundo é um borrão escaldante e estourado, e quando tento enxergar as coisas como são, meus olhos doem.
Não sei o que é certo ou o que é errado. Fico me perguntando aonde está a raiva que antes me consumia quando eu via meu pai alisando seus carros importados e falando em dinheiro, quando a mulher dele me humilhava, e quando me comprava com presentes caros, quando me dizia que eu era uma sonsa mentirosa, e meu pai não fazia nada, quando minha mãe foi embora e me deixou sozinha, quando ela voltou e me odiou porque estava presa a mim, quando eu ficava sem conseguir absorver nem 1mm³ de oxigênio, tendo crise de asma e chorando dentro do banheiro da escola sozinha, quando eu não conseguia olhar nos olhos das pessoas. Como eu me odiava e como eu odiava o mundo ao meu redor.
e agora, só o que me resta é um vazio impreenchível, uma falta total de sentimentos que durem.
tudo vem intenso e vai embora rápido, tudo passa correndo por dentro de mim assoprando o pouco de ordem que eu consigo pôr nos pensamentos [a muito custo]
dor? remorso? arrependimento? amor?
nada.
mero caos insano que dura 5 minutos e vai embora açoitando o tempo, me deixando só e seca. impenetrável. dura e áspera, mascarada e ordinária. comum.
não tem poesia, não tem beleza, não tem utopia.
nem sonhos frustrados, nem desejos impossíveis, a não ser um: ir embora no primeiro avião e só voltar depois que eu aprendesse a pelo menos me conformar com minha eterna solidão.
como seu Yutaka disse: rodeada de pessoas, mas sempre solitária. Como um lince faminto esperando o contato com o sangue.
me decepciono comigo mesma. hoje. porque minha vida é amor, eu levo e trago isso por onde passo, eu sinto isso em cada segundo da minha vida, borbulhando, mas não consigo acessar essa alocação de memória do meu cérebro quando meu outro lado me domina.
E é como dizem, a vida é feita de Agora.
Meu agora é saudades eternas do meu coração, e decepção pelo meu vazio emocional, pela minha falta de sonhos, pela minha incerteza.
Não odeio, logo retenho.
Maldito paradoxo, maldita entropia, maldição!
*sobrancelhas franzidas, sono, cansaço, indiferença, falta de ideiais, falta de bom-senso.
mas talvez eu tenha encontrado o fogo que queima tão forte que pode ser que derreta minha armadura de pedras. quando aquela estrela caiu... eu posso ter caído junto com ela no abismo espectral que digere o bem-mal[que na verdade são a mesma coisa, só que invertidos]e posso estar agora no conforto da escuridão absoluta, no útero de deus de volta, sendo o nada-tudo inconsciente, pulsante e completo.
minha felicidade parece uma lâmina de pêndulo, voa bem alto pra descer fatiando minha pele em todos os lugares.
me rasga, me tortura, tanto quando voa quanto quando mergulha.
cada pensamento bom vem infectado com pitadas de maldade, minha metade irônica rindo da minha metade sincera. sinto uma mistura de prazer e nojo das minhas tentativas frustradas de expressão artística. fico pensando como sou patética, meu deus! Não entendo nada direito, não vejo as coisas com objetividade.
Tenho a impressão de que o mundo é um borrão escaldante e estourado, e quando tento enxergar as coisas como são, meus olhos doem.
Não sei o que é certo ou o que é errado. Fico me perguntando aonde está a raiva que antes me consumia quando eu via meu pai alisando seus carros importados e falando em dinheiro, quando a mulher dele me humilhava, e quando me comprava com presentes caros, quando me dizia que eu era uma sonsa mentirosa, e meu pai não fazia nada, quando minha mãe foi embora e me deixou sozinha, quando ela voltou e me odiou porque estava presa a mim, quando eu ficava sem conseguir absorver nem 1mm³ de oxigênio, tendo crise de asma e chorando dentro do banheiro da escola sozinha, quando eu não conseguia olhar nos olhos das pessoas. Como eu me odiava e como eu odiava o mundo ao meu redor.
e agora, só o que me resta é um vazio impreenchível, uma falta total de sentimentos que durem.
tudo vem intenso e vai embora rápido, tudo passa correndo por dentro de mim assoprando o pouco de ordem que eu consigo pôr nos pensamentos [a muito custo]
dor? remorso? arrependimento? amor?
nada.
mero caos insano que dura 5 minutos e vai embora açoitando o tempo, me deixando só e seca. impenetrável. dura e áspera, mascarada e ordinária. comum.
não tem poesia, não tem beleza, não tem utopia.
nem sonhos frustrados, nem desejos impossíveis, a não ser um: ir embora no primeiro avião e só voltar depois que eu aprendesse a pelo menos me conformar com minha eterna solidão.
como seu Yutaka disse: rodeada de pessoas, mas sempre solitária. Como um lince faminto esperando o contato com o sangue.
me decepciono comigo mesma. hoje. porque minha vida é amor, eu levo e trago isso por onde passo, eu sinto isso em cada segundo da minha vida, borbulhando, mas não consigo acessar essa alocação de memória do meu cérebro quando meu outro lado me domina.
E é como dizem, a vida é feita de Agora.
Meu agora é saudades eternas do meu coração, e decepção pelo meu vazio emocional, pela minha falta de sonhos, pela minha incerteza.
Não odeio, logo retenho.
Maldito paradoxo, maldita entropia, maldição!
*sobrancelhas franzidas, sono, cansaço, indiferença, falta de ideiais, falta de bom-senso.
mas talvez eu tenha encontrado o fogo que queima tão forte que pode ser que derreta minha armadura de pedras. quando aquela estrela caiu... eu posso ter caído junto com ela no abismo espectral que digere o bem-mal[que na verdade são a mesma coisa, só que invertidos]e posso estar agora no conforto da escuridão absoluta, no útero de deus de volta, sendo o nada-tudo inconsciente, pulsante e completo.
sábado, agosto 29, 2009
blergh!
pronto, começou de novo.
pior é que agora nem inspiração to tendo.
só o que me preenche é essa apatia de merda que enche meu saco.
que bosta, essas merdinhas de frases soltas!
afim de matar uma pessoa hoje.
sem um pingo de vontade de caos.
será que vou enlouquecer de novo? hehe
provavelmente sim. que bosta.
acho que dessa vez, se eclodir, vou procurar um terapeuta pra me salvar dessa maldição cíclica. vai, volta, vai, volta
do nada certezas absolutas se transformam em incertezas; coisas antes naturais começam a me causar dúvidas.
pior é que shakespeare [nem acredito que vou citar ele, eca!] tem razão: ser ou não ser, eis a merda da questão.
fico olhando meu violão ali, triste, sozinho, frio, sem vontade de conversar comigo. olho essas frases levemente desconexas e reconheço indícios dessa coisa estranha que eu tenho, essa inquietude mental que me irrita profundamente!
puta merda, odeio gente normal, mas às vezes fico com inveja da constância, do riso fácil, do vazio emocional aparente... como passarinhos; frenéticos, rasos, mas libertos. libertos porque não pensam, portanto não compreendem que estão inteiramente atados com uma organizaçao falha e nojenta.
vou eh entrar pra política e roubar dinheiro do governo. todo mundo faz isso, mesmo...
acho que deixou até de ser ilegal, já. passou a ser piada e hábito.
swing to crispness.. :)
pronto, começou de novo.
pior é que agora nem inspiração to tendo.
só o que me preenche é essa apatia de merda que enche meu saco.
que bosta, essas merdinhas de frases soltas!
afim de matar uma pessoa hoje.
sem um pingo de vontade de caos.
será que vou enlouquecer de novo? hehe
provavelmente sim. que bosta.
acho que dessa vez, se eclodir, vou procurar um terapeuta pra me salvar dessa maldição cíclica. vai, volta, vai, volta
do nada certezas absolutas se transformam em incertezas; coisas antes naturais começam a me causar dúvidas.
pior é que shakespeare [nem acredito que vou citar ele, eca!] tem razão: ser ou não ser, eis a merda da questão.
fico olhando meu violão ali, triste, sozinho, frio, sem vontade de conversar comigo. olho essas frases levemente desconexas e reconheço indícios dessa coisa estranha que eu tenho, essa inquietude mental que me irrita profundamente!
puta merda, odeio gente normal, mas às vezes fico com inveja da constância, do riso fácil, do vazio emocional aparente... como passarinhos; frenéticos, rasos, mas libertos. libertos porque não pensam, portanto não compreendem que estão inteiramente atados com uma organizaçao falha e nojenta.
vou eh entrar pra política e roubar dinheiro do governo. todo mundo faz isso, mesmo...
acho que deixou até de ser ilegal, já. passou a ser piada e hábito.
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